Dilma confirma instalação de fábrica de amônia em Uberaba

Dilma confirma instalação de fábrica de amônia em Uberaba


A presidente Dilma Rousseff (PT) confirmou a instalação da fábrica de amônia da Petrobras em Uberabaneste segunda-feira (13). A declaração foi dada durante entrevista coletiva na inauguração do etanolduto, primeiro trecho do alcoolduto, que transportará etanol entre o polo produtor do combustível nas usinas de cana-de-açúcar da região de Ribeirão Preto (SP) até a refinaria de Paulínia (SP). A presidente afirmou que a Petrobras escolheu a cidade mineira por questões técnicas e que foi opção do Governo Federal instalar a fábrica no município.
Os questionamentos quanto à instalação da fábrica de amônia em Uberaba ocorreu depois que um ofício foi enviado à Petrobras para defender a instalação da fábrica em Ribeirão Preto, pois Uberaba não tinha gás disponível para abastecimento da unidade. No mês passado, o prefeito de São Carlos, Paulo Altomani (PSDB), entrou na disputa afirmando que a fábrica poderia ser implantada na cidade que já tem abastecimento de gás.
A presidente, no entanto, ressaltou que a opção por Uberaba se deu por questões técnicas, pois a cidade é um polo na produção de rocha fosfática. “Foi uma opção do Governo Federal colocar em Uberaba. Este polo, na produção do fertilizante que usa amônia como matéria-prima, a rocha fosfática é muito importante”, explicou.
Outro argumento, segundo Dilma, é que a fábrica no Triângulo Mineiro vai atender a demanda de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e uma parte de São Paulo. “Estas regiões são responsáveis pelo consumo de cerca de 75% de amônia produzida. É muito mais barato transportar o gás por duto do que colocar amônia e transportar por caminhão. Por isso foi usada esta localização, sem prejuízo de tudo que pode ser atrativo em São Paulo e em outras fábricas”, concluiu.
Piau esteve na cidade
O prefeito de Uberaba, Paulo Piau, acompanhou a solenidade e, segundo ele, ouviu da presidente que a fábrica seria instalada em Minas Gerais. “Este é um projeto que nos diz respeito e, por isso, marcamos presença no evento. Estávamos lá para ouvir sobre a planta e o gasoduto e a presidente disse a mim, diretamente, que a planta não sairia de Uberaba”, salientou.
Piau afirmou que também conversou com a presidente da Petrobrás, Graça Fortes, que confirmou o andamento “normal” da licitação. “O procedimento ocorreu dentro dos parâmetros estabelecidos pela Petrobrás, o que também é uma grande notícia. Teve aquele problema todo sobre superfaturamento, mas a análise não tem a profundidade devida. Mas segundo a Graça, a licitação ocorreu dentro de um processo com normalidade”, concluiu.

Relatório
Um relatório a sobre as questões envolvendo a implantação do gasoduto e a planta de amônia em Uberaba, será encaminhado à Advocacia Geral da União (AGU). O prefeito afirmou que está preparando o documento e tem uma nota técnica da Cemig. A partir daí, o prefeito afirmou que vai fazer um parecer para que o advogado geral da União possa montar o processo.
Em junho, o G1 mostrou que havia dúvidas em relação a instalação da planta, já que Petrobrás havia informado que a unidade está em estudo e consta no planto de negócios da empresa para o período de 2013 a 2017. Mas não havia confirmado em qual município seria instalada e nem detalhes do projeto. Foi destacada a importância de um esforço conjunto de Uberlândia, Uberaba e da Fiemg para concretização dos empreendimentos.
Modalidades
Na modalidade de distribuição, o gasoduto sairia de São Carlos (SP), passaria por Uberaba e Uberlândia, com ramais para atendimento ao polo de minerais fosfatados de Tapira, Araxá, Serra do Salitre, Patrocínio, Patos de Minas e Araguari. A perspectiva é que atenda um mercado estimado em 4,6 milhões de metros cúbicos de gás por dia, sendo 2,7 milhões para atendimento à nova fábrica de amônia a ser construída pela Petrobras em Uberaba.
PAC 2
As obras fazem parte do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento). Há dois anos, a presidente Dilma Rousseff participou da assinatura do protocolo de intenções junto com a Petrobrás, a Cemig e o governo estadual. Em junho deste ano, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (ABEGAS) autorizou a empresa responsável pelas obras a fazer as desapropriações necessárias para a instalação dos dutos. Segundo o órgão, ainda não é possível precisar o valor dos investimentos nem prazo de conclusão.

Fonte: www.g1.com.br

Elias Miranda de Resende

Diretor Patrocínio VIP