Central de recebimento de embalagens vazias coordenada pela Expocaccer recebe projeto inovador do inpEV

Central de recebimento de embalagens vazias coordenada pela Expocaccer recebe projeto inovador do inpEV

A unidade de Patrocínio foi uma das três selecionadas no país para receber, por período determinado, embalagens de fertilizantes foliares.

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ASCOM Expocaccer

A central de recebimento de embalagens vazias de produtos fitossanitários em Patrocínio foi uma das três unidades do país escolhidas para executar um projeto piloto do inpEV (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias).

Coordenada pela Expocaccer, a central receberá no período de março a setembro, além das embalagens de defensivos agrícolas, embalagens de fertilizantes foliares. De acordo com o coordenador de sustentabilidade do inpEV, Daniel Penteado, esta necessidade foi apresentada pela indústria destes produtos diante da preocupação dos produtores rurais com a destinação correta das embalagens. “Este é um projeto de iniciativa da Abisolo (Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologias em Nutrição Vegetal), entidade que representa a indústria fabricante dos fertilizantes foliares, em parceria com o inpEV e com a Expocaccer, para realizarmos um projeto em caráter experimental, contudo, é fundamental que tenhamos o apoio dos produtores para alcance de bons resultados, sendo que eles têm se mostrado muito satisfeitos com esta iniciativa, uma vez que, como não há uma definição para o destino destas embalagens, o descarte muitas vezes é feito de maneira inadequada”, relata o representante do inpEV.

Além de Patrocínio, mais duas cidades no Brasil foram escolhidas para aplicação deste projeto, sendo Rondonópolis (Mato Grosso) e Ponta Grossa (Paraná). A escolha das unidades deve-se ao bom desempenho da coordenada pela Expocaccer e pelo perfil da região. “A central de Patrocínio é uma referência para nós do inpEV e temos uma parceria muito forte com a Expocaccer. A escolha se deve também pela característica da região, por ser uma região agrícola de grande importância”, avalia Penteado.

O coordenador da central, Joel Borges, comemora a escolha da central e analisa que o desempenho da unidade, que em 2016 recolheu 648 toneladas de embalagens, foi um dos fatores da escolha, contudo, credita ao perfil dos produtores da região um dos pontos decisivos para aplicação deste projeto. “A nossa região é muito privilegiada por haver nela uma agricultura muito forte e, para que possamos torná-la cada vez mais sustentável é importante que façamos a adesão a bons projetos como este. Hoje o produtor da nossa região está muito consciente sobre a devolução das embalagens de defensivos agrícolas e é importante também a iniciativa da indústria no sentido de promover em conjunto com os parceiros e os produtores rurais a maneira adequada de dar a destinação correta às embalagens de fertilizantes foliares”, ressalta.

Expectativas positivas

De acordo com Penteado, em termos de volume o mercado de foliares é, aparentemente, um pouco menor do que do defensivo, mas extremamente significativo, havendo, portanto, um volume significativo, no entanto, sem uma definição ainda, sendo este fator um dos pontos a serem analisados durante o período de aplicação do projeto, contudo, as expectativas são positivas.

“A intenção, após o período experimental, é expandir o projeto para as demais centrais do Brasil, mas isso exige algumas respostas que ainda não temos e que farão parte do escopo de estudo, mas almejamos até a construção de um acordo setorial para que exista uma regulamentação e uma legalização do processo”, explica o coordenador de sustentabilidade do inpEV.

O recebimento acontece nos mesmos moldes do defensivo, no qual o produtor faz a tríplice lavagem e encaminha este material até uma das unidades de recebimento participantes do projeto, a partir daí a unidade fará o processamento do material e encaminhará para o destino correto, seja a incineração ou a reciclagem.

A divulgação do projeto piloto está acontecendo na região juntamente com empresas parceiras e entidades de classe como Sindicato Rural, ACARPA, ADDICER (Associação dos Distribuidores de Defensivos do Cerrado), para maior alcance e informação dos produtores sobre a iniciativa. O coordenador da central acredita no sucesso deste projeto e enfatiza que os esforços não serão medidos para que o período experimental evidencie o comprometimento da agricultura regional com o meio ambiente.

“Para o projeto piloto a nossa estrutura comporta o volume esperado, no entanto, se for preciso fazer uma ampliação para adequação do volume à região, estas serão feitas. As empresas parceiras, a Expocaccer, o inpEV e a Epamig, juntamente com os produtores rurais que fazem parte deste projeto de devolução correta compraram a ideia de promover uma agricultura sustentável e se for preciso investimento, este será feito. O importante é que iremos fazer deste projeto algo sólido e sustentável”, conclui Borges.

Elias Miranda de Resende

Diretor Patrocínio VIP

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