Eustáquio Amaral

PRIMEIRA COLUNA

(eaamaral@hotmail.com)

09 de Julho de 2010

PASSANDO A LIMPO

Variedade. É a nossa proposta para hoje. No estilo do velho e saudoso Kafunga (goleiro do Galo nos anos 40/50 e comentarista nos anos 70 e 80). Ou seja, vamos a “diversas notícias diversas”.

Bom Exemplo – A prefeitura de BH irá distribuir grande quantidade de placas para a sinalização de vias urbanas. Essa deficiência existe na capital, mas não é gritante. Agora, em Patrocínio é. Há anos, a cidade é praticamente desprovida de sinalização urbana. Encontrar uma rua distante do centro é tarefa quase impossível. Que digam os carteiros e despachantes. A Santa Terrinha passa da hora de se modernizar no aspecto urbanístico. Devemos colocar placas com identificação das ruas, avenidas e praças. Também devemos sinalizar e indicar bem as referências da cidade. Tais como Prefeitura, hospitais, escolas, igrejas, Casa da Cultura, rodoviária, estação ferroviária, polícias e Corpo de Bombeiros. Imitemos BH. E outras urbes desenvolvidas.

Palmas... – Um sonho dos patrocinenses está próximo de se tornar realidade. A UTI Neonatal (UTI para crianças recém-nascidas). Com ela, a redução/queda da mortalidade infantil na região será enorme. Associada ao Centro Viva Vida D. Lica, o seu atendimento será, portanto, regional. Para isso, a Secretaria Estadual de Saúde – SES liberou R$ 775 mil para a Santa Casa (o dinheiro encontra-se na agência local do BB).

Que Polêmica, hein? – Por favor, deixem a Patrocinense entrar em campo. Deixem esse clube representar Patrocínio. Qualquer gestão é para ser fiscalizada. Dinheiro público merece respeito total. Merece ser manuseado por mãos limpas. Com transparência, deve ser aplicado em saúde, educação e no lazer do cidadão. Esporte é lazer. Se o desejo é zelar pelo patrimônio público (isso é sagrado), há inúmeras alternativas para fazê-lo. Não é o caminho podar um anseio da população (que seja parte) – o bom futebol. Esporte é esporte. Política é política. Um lembrete: respeitar o dinheiro público tem que ser em qualquer administração e em qualquer poder, em qualquer época.

Hiperdia – Na semana passada, Patrocínio ganhou o 6º centro de tratamento de hipertensão e diabetes de Minas. O primeiro da região Triângulo–Alto Paranaíba–Noroeste. A SES aplicou R$ 360 mil na instalação moderna e destinará R$ 43 mil por mês para o custeio (a manutenção). Caberá à prefeitura a administração. O Hiperdia colaborará também no desafogo do Pronto Socorro.


Promoção Do Município – O Expresso União sempre divulgou positivamente o nome de Patrocínio. Pelo serviço prestado e pela placa “Patrocínio” nos ônibus (acreditamos que seja em toda frota). Nesse cenário, a internet tem anunciado que essa empresa genuinamente patrocinense assumiria a linha de ônibus Rio–São Paulo e outra que é uma das mais longas do Brasil. É a Colatina/Espírito Santo–BH–Porto Velho/Rondônia. Se confirmar a notícia, nosso aplauso. Pois, representará maior presença de Patrocínio pelas estradas do País.


Significativo – Dia 7 de julho, a SES publicou a Resolução nº 2396, fixando novos repasses financeiros para os municípios. Trata–se de incentivo para agentes de combate a endemias (dengue, gripe, etc.). Patrocínio foi considerado município prioritário. Posicionou-se em 11º lugar, devido à cobertura da população pelo PSF – Programa Saúde da Família. Patrocínio conta com 16 equipes do PSF e cobre, em termos assistenciais, 64,72% da sua população de 85.293 habitantes. Como resultado do ranking, há R$ 105.600,00 disponíveis para a incorporação dos referidos agentes ao PSF. Portanto, mais recursos para a cidade.

18 de Junho de 2010

HÁ DEZESSETE ANOS...

Recordação. Mais uma vez, damos vez a ela. Em julho de 1993, um exemplar da Revista Presença custava Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros). Hoje, custaria de R$ 7,00 a R$ 10,00 (dez reais). O destaque daquela edição foi Adriana Pereira Patallo, Miss Patrocínio 1993, 3ª colocada no Miss Minas Gerais. E a coluna “De Volta ao Passado” era apresentada como a seguir. História é história.

Dezembro de 1822: Julgado – Três meses após a declaração de independência do Brasil, é encaminhada ao Imperador Pedro I, uma representação pedindo a criação do Julgado de Patrocínio. De grande beleza literária, contendo assinaturas de dezenas de moradores de Patrocínio, Carambandela (depois Coromandel) e Carmo (depois Monte Carmelo). Supõe-se que o vigário Padre Manoel Luís da Silva Alcobaça seja o seu autor.

1853: Coragem Patrocinense – Em seguida à descoberta por uma escrava, do famoso diamante Estrela do Sul, de 254,5 quilates (correspondentes a 50,6 gramas de pureza), ocorrida em 1852, no Distrito Diamantino da Bagagem (posteriormente, município de Estrela do Sul), pertencente a Patrocínio, surgem bandos de assaltantes na região. São especialistas em roubos e saques nas estradas que passam por Patrocínio. Nesse cenário, é organizado um grupo de voluntários patrocinenses, destemidos e de muita coragem. Em batalhas a pé ou a cavalo, elimina o bando que provocava terror e insegurança no eixo Bagagem-Patrocínio-Araxá. Eixo por onde passara a comitiva de Dona Beja (Estrada Picada de Goiás).

Anos 20: Costume – As viagens distantes não são frequentes. Entretanto, quando alguém viaja, seja por trem, cavalo ou automóvel, principalmente para cidades maiores, a educação e o costume recomendam que o viajante passe de casa em casa (casa de amigos e parentes) antes de partir para despedir-se. No retorno o ritual praticamente se repete. Esse comportamento permanece inalterado nas décadas de 30 e 40.

1931: Motorista – A primeira mulher motorista de Patrocínio chama-se Eurídice Botelho, conhecida por Zaca. Provavelmente a primeira da região também. Sua carteira de habilitação tem o nº 200, emitida pelo Dr. Francisco Batista de Matos. Portanto, nesse ano, já existem na cidade 199 homens portando o título de chofer. Zaca, nascida em 14 de março de 1910, é tida como Miss Patrocínio, em uma de suas primeira versões (D. Zaca faleceu há cinco anos, então moradora da Av. José Maria Alkmim).

Anos 40: Nome – Até a década de 50 inclusive, o profissional que lida com a contabilidade é chamado de guarda-livros. Entre tantas peças, no seu instrumental, encontram-se grandes livros de escrituração como o borrador (diário de lançamento), a caneta tinteiro tipo Parker, a pena (ponta de metal e cabo de madeira, que para escrever, precisa ser molhada na tinta) e o mata-borrão (tipo carimbo, que serve para secar a tinta após a escrita). O guarda-livros é uma pessoa muito respeitada na comunidade, devido seu conhecimento da engrenagem contábil.

Anos 50: Praça – Todos os dias, por volta do meio-dia (depois do almoço, as lideranças esportivas da cidade reúnem-se na Praça Honorato Borges para um descontraído bate-papo. À noite, é a vez do vai-e-vem em frente ao Cine Rosário. Destacam-se ainda o caramanchão (pilares de cimento cobertos por ramagens) – o famoso Templo do Amor – o Bar Itapoã, o Fórum, o Grupo Escolar Honorato Borges e a Rádio Difusora, com os seus 100 watts, no segundo andar do Edifício Rosário. Numa manhã cinzenta de junho, em 1954, a ZYW-8 retransmite o som da Rádio Nacional do Rio (ondas curtas), durante o jogo Hungria de Puskas e Kocsis 4, Brasil de Castilho, Pinheiro e Julinho 2. Derrota que desclassifica a Seleção Brasileira da Copa da Suíça. Na praça, inúmeros ouvintes estão atentos ao som externo (alto-falante) da Difusora. E a narração de Jorge Coury.

Abril de 1965: Cenas – Nos cines Patrocínio e Rosário as atrações são os filmes “O Capitão Simbad”, com Guy Willians, em Cinemascope, e o “Mais Irrestível Forasteiro”, com Glenn Ford. Atlético Patrocinense (CAP) empata com o CRAC, em Catalão–GO, por 1 a 1. Paturé (camisa 5) e Gulinha (camisa 10) são os destaques. Aero–Willys é o carro nacional mais moderno, o Gordini, sucessor do Daufhine (carros menores que o Fiat 147 e o Ka), é a “coqueluche”. Roberto Carlos e a Jovem Guarda começam a fazer sucesso na cidade. As músicas românticas da Itália também são sucesso. A Rádio Difusora, Gazeta e o Jornal do Comércio (de Léo Caldeira) são os órgãos de imprensa de Patrocínio. Oliveira Júnior apresenta o programa Ave Maria, pela Difusora às 18h. Hélio Furtado de Oliveira é o presidente da Câmara Municipal. Os vereadores de então não recebem nenhuma espécie de remuneração.

PALAVRA FINAL EM TRÊS LANCES


1 – Saudade – Ano de despedida. Em Patrocínio partem para a vida celestial os ícones Hélio Furtado de Oliveira (janeiro/2010), Alaor Ribeiro de Paiva (faleceu 31/5/2010) e Joaquim Barbosa Arantes – Quimquim Arantes (faleceu 13/6/2010). Três grandes exemplos de vida. O primeiro pertencente ao velho PSD. OS dois últimos à UDN. Nessa semana, em BH, foi a vez de Murilo Badaró (PSD), ex–senador e presidente da Academia Mineira de Letras. Este escriba amador teve o privilégio de conviver um pouco com ele. E de quem ouviu histórias de JK, José Maria Alkmim (algumas já contadas nesta coluna) e a política dos anos dourados. Sempre com requinte literário (voltaremos a falar sobre eles). Esses políticos de hoje deveriam aprender um pouco suas lições...

2 – Recursos – Na quarta-feira, dia 16, o prefeito Lucas Siqueira esteve na bela Cidade Administrativa (BH), sede do Governo de Minas, assinando diversos convênios de obras/pavimentação para a cidade, sob o comando do Governador Antônio Anastasia. Em outra visita, dessa vez na Secretaria de Saúde, viabilizou mais benefícios para o Município. Estão chegando mais um ônibus para o Consórcio Intermunicipal de Saúde, equipamentos de informática para as unidades básicas de saúde (postos de saúde) e novo convênio no valor de R$ 200 mil para a Prefeitura, sob a inspiração do Deputado Marcus Pestana.

3 – Show – Domingo, dia 13, assistimos de 16h às 17h, à apresentação do Grupo “Música de Alpendre” na TV Horizonte, da capital mineira. Os patrocinenses (Edson Júnior, Fábio Parreira e Marcelo Miranda) foram bastante aplaudidos. A emissora é católica, sendo captada em diversas cidades, inclusive Belém–PA.

11 de Junho de 2010

SAMBA DO CRIOULO DOIDO
Barafunda. É a atual política patrocinense. Nossos políticos estão de parabéns. Desorganizam o que é bom para Patrocínio. Fazem gol contra. Torcem para o time adversário. Não conseguem enxergar o conterrâneo (irmão de terra natal). Nem agradecer aos benfeitores de fora que elegeram/elegem a Santa Terrinha para destinar benefícios. Na verdade, brincam com o cidadão. Causariam inveja a Sérgio Porto, o carismático compositor, jornalista e escritor carioca Stanislaw Ponte Preta (1923-1968). Entre as suas obras estão o “Festival De Besteira Que Assola O País”, “Febeapá I” e “Febeapá II”. E uma lendária música, com estrofe apresentada no final desta crônica. Sérgio Porto, bem melhor, é seguido hoje pelo cronista José Simão (Folha de S. Paulo).

Deputado Estadual – O deputado patrocinense (Deiró) é candidato de uma ala. Romeu é candidato da outra. Ambos não agradam pequena parte de uma terceira ala, que tenta propagar candidato do PT de Uberlândia e BH.

Deputado Federal – Há o candidato rangeliano (Silas). Mas gente de lá, outras plagas, é o que não falta. Uberaba, Uberlândia e BH empurram por goela abaixo (dos pobres patrocinenses) seus candidatos. O uberabense ligado à oposição municipal, o uberlandense à situação (Prefeitura) e o de BH teria sido anunciado pelo PSDB local. E tem mais candidatos no desfile “a cata de votos”, sem oferecer nada, nada, à cidade. Mais dois candidatos de Uberlândia, um pela APAE e outros de menor expressão, buscam os votos dos moradores da Capital do Café. É a implosão eleitoral de Patrocínio.

Prefeito – Em entrevista à Rádio Módulo, Lucas Siqueira afirmou, na semana passada, que o voto vai além do patrocinense vota em patrocinense. Disse: “patrocinense tem que votar em quem faz por Patrocínio. Acho que quem trabalha por Patrocínio merece nosso apoio e confiança. Definitivamente não sou contra as pessoas que vem para trabalhar e ajudar nossa Patrocínio”. O alcaide está correto.


Perguntar Não Ofende – Nesse sambinha político na terra referenciada em verso e prosa por José Maria Alkmim, onde fica a figura de Marcus Pestana? Inclusive entre o tucanato local. Como secretário estadual de saúde, ele inovou e revolucionou o setor na urbe. A maioria dos R$ 30 milhões canalizados para o Município foi por sua decisão. O Centro Viva Vida/Hiperdia é um exemplo. E aí José? E agora José? Como explicar o inexplicável. Como justificar o injustificável.

Vox Clamantis in Deserto – (Voz daquele que grita no deserto, à la São João Batista, que profetizou e não foi ouvido) – A vitória de Patrocínio nas eleições é simples. Basta concentrar os votos no máximo em dois candidatos para deputado estadual. E para deputado federal também. Como dizia Tancredo Neves: não vamos nos dispersar! O respeitável eleitor deve escutar o seu coração patrocinense. E não palavras de alguns líderes trapalhões. Ainda há tempo.

Paródia –
Parte da letra do sucesso musical de Stanislaw Ponte Preta:
Foi em Diamantina
Onde nasceu JK
Que a Princesa Leopoldina
Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes...

... Joaquim José
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
e acabou com a falseta...
(alô José Maria Campos, toque no Arquivo Musical “O Samba do Crioulo Doido” com o Quarteto Em Cy).

Idem – Se o leitor e cidadão não entendeu a história do Brasil acima, não entenderá a política de Patrocínio. Pois as duas são do mesmo diapasão.


PALAVRA FINAL EM TRÊS LANCES


1 – Esperança – A imprensa anuncia que será Sociedade Esportiva Patrocinense o clube do retorno ao futebol profissional. Realmente, Patrocínio F. C. não é sonoro. Entretanto, o melhor mesmo seria Clube Atlético Patrocinense (CAP), 60 anos de tradição (que não pode ser aniquilada).

2 – Meio Ambiente – O ambientalista José Donizete Alves, na coluna de Milton Magalhães, volta a falar sobre a falta de árvores na região urbana municipal. Isso é muito visível. Há anos temos apontado e analisado essa carência. Só não vê quem vê só mineração. Precisamos de mais cem Josés Donizetes para salvar nossa terra natal!

3 – Isso é Cullltttuurraaa...! – A história de Patrocínio torna-se lote vago num piscar de olhos. E não aparecem os responsáveis pela “obra”. Segundo Milton Magalhães, na Gazeta, outro casarão na Praça Honorato Borges virou pó e monte de entulhos. Melhor mesmo é vaiar Paracatu, Araxá, Ouro Preto, Sabará e Mariana que preservam os seus patrimônios históricos! E aplaudir o espírito cultural impregnado em Patrocínio.

04 de Junho de 2010

ELEIÇÕES, A HORA E A VEZ DA INTELIGÊNCIA

Oportunidade. É o que nos oferece o ano eleitoral. Principalmente, para refletir sobre um tema que pouca gente comenta. Mas, na verdade, é o mais importante de todos. É o que, ao longo dos anos, temos insistido com ele. Embora o seu “Ibope” também seja pequeno entre à camada popular. É a administração dos recursos públicos. O trato com o dinheiro público. O respeito a ele. A seguir, mais um pouco disso.

O Voto – Na hora de votar, o eleitor deveria ponderar qual o candidato que respeitará, que aplicará melhor o dinheiro vindo dos impostos e taxas. Seja candidato para qualquer cargo. Inclusive, para prefeito e vereador, quando for o caso. A corrupção (ô palavra maldita!), salários abusivos para determinados grupos, gastos excessivos com a mídia, administração “a toque de caixa”, mordomias, licitações dirigidas, enfim, a canalização do dinheiro para o ralo, tem que ser eliminada da administração pública. Por isso, a competência e a honestidade são insuperáveis. Insubstituíveis. Votar nelas é obrigação. Deus e o cidadão (todos) agradecerão.

A Realidade – O Brasil, ou seja toda a população, paga em torno de 40% de impostos. É muito. Por isso, dinheiro público tem. O gasto é que é mal feito, mal aplicado. Aí, surge a falta de dinheiro para obras necessárias, saúde, educação e outras funções públicas. Daí, devemos votar em gente como os ex-prefeitos de Patrocínio, saudosos Amir Amaral e Olímpio Garcia Brandão. Gente de mãos limpas, eficiente e que não utiliza o serviço público para enriquecer (citamos esses políticos patrocinenses como referência para evitar vinculações partidárias atuais).

Por Fim – Em 2010, está fácil votar bem. O eleitor patrocinense (e as boas lideranças também) deve considerar aqueles candidatos que realmente tem feito para Patrocínio (patrocinense ou não). Tempere as suas ligações com a cidade, probidade e, muitas vezes, o endereço residencial. Está pronta a excelente refeição política de Patrocínio. Vamos degustá-la em outubro. Vida saudável haverá.

PALAVRA FINAL EM SEIS LANCES

1 – Estava Escrito – Estádio Pedro Alves do Nascimento (obra de Silas Brasileiro) destruído e não reconstruído. Estádio Júlio Aguiar loteado (!). Nos anos 60, foi considerado, até então, um dos melhores do interior mineiro. Patrocínio F. C. tentando disputar a Segunda Divisão, a partir de agosto. FMF exige estádio melhor e seguro. Solução polêmica: jogar em Patos de Minas (estádio do Mamoré). Acredite! Em nosso entendimento, com parceria Prefeitura – grandes empresas, a reconstrução do Estádio do ex-horto florestal é a alternativa honrosa.

2 – Maio de 1991 – Circulou mais uma edição da Revista Presença. Época em que o CAP se preparava para o Campeonato Mineiro (Atlético, Cruzeiro e Cia). Entre as colunas de José Carlos Dias e Luis Antônio Costa, há a “De Volta ao Passado”, escrita por nós. Dela, destacamos cinco tópicos, dos anos dourados, reapresentados, em seguida.

3 – Anos 50 e 60: Rádio – Os programas de rádio de maior audiência em Patrocínio nessas décadas foram o Repórter Esso (8, 12:55, 20:25 e 22h00), a novela das 20h, Balança Mas Não Cai, No Mundo da Bola (18:45) e o Programa Paulo Gracindo aos domingos. Todos da Rádio Nacional–Rio. Da Rádio Mayrink Veiga, destacaram-se o Miss Campeonato (humorístico), Peça Bis pelo Telefone e Hoje é Dia de Rock (18h). Da Bandeirantes–SP, Placar Bandeirantes do Sucesso e das Jornadas Esportivas com Edson Leite e Pedro Luiz. Da Tupi–SP, o Programa Barros de Alencar e da Tupi–Rio, Ave Maria com Júlio Louzada (18h). Não havia TV, que só chegou a Patrocínio no final da década de 60.

4 – Década de 60: Futebol – Em 1946, nascia Eustáquio Frazão, o conhecido “Perereca”. No início dos anos 60, já se tornava um seguro goleiro do Dom Lustosa, onde praticamente iniciou sua trajetória esportiva e encerrou sua vida escolar. Depois, vestiu a camisa nº 1 do lendário Flamengo do Véio do Didino. Nos meados daquela década, profissionalizou-se no Clube Atlético Patrocinense. Do final dos anos 60 até a metade dos anos 70, Frazão foi goleiro das equipes inferiores do América de Belo Horizonte, Atlético Mineiro, e das equipes principais do Bonsucesso e Olaria do Rio, Anapolina de Goiás, Mixto de Cuiabá e Atlético Goianiense. Essa é a principal vertente de um atleta que pertence à pequena galeria dos maiores goleiros de Patrocínio de todos os tempos.

5 – Anos 1964/1965: Comércio – Bar Itapoá (fone 245), José Papa Contabilidade, Caixa Econômica Estadual (gerente: Benedito Romão de Melo), Patrocínio Hotel (proprietário: Almério de Brito), Autocar (revenda dos veículos AeroWillys, Pic-up, Jeep, Gordini, Dauphine, Interlagos e Rural Willys), Armazém Irmãos Constantino, Auto Comercial (revenda dos veículos Chevrolet e geladeiras Frigidaire, proprietário: Dimas Silva), Automig (revenda Ford), Casa Daura (de José Daura), Lux Hotel e Loja Rodrigues (proprietário: Pedro Rodrigues). Colchão de molas Invictus por Cr$ 35.000,00, bicicleta para senhores (assim era anunciado) por Cr$ 45.000,00 e máquina Vigorelli por Cr$90.000,00 (noventa mil cruzeiros velhos) são as “barbadas” das Casas Manuel Nunes. Essas empresas representavam bem o cenário comercial de Patrocínio de 1964/1965.

6 – 1974: Loteria Esportiva – No teste 193, da Loteria Esportiva, realizado em 21 de julho, o jogo nº 9 deu coluna 1. Caldense 4, Patrocínio E. C. 0, em Poços de Caldas, pelo torneio Sul–Triângulo da FMF.

28 de Maio de 2010

SAÚDE, O ADVENTO DE NOVOS BENEFÍCIOS

Confirmação. De mais recursos do Governo do Estado para o setor saúde de Patrocínio. O anúncio e autorização é do governador Antônio Anastasia, quando de sua visita a Patrocínio, segunda-feira, dia 24. A seguir, um pouco do que aconteceu, segundo o jornal oficial “Minas Gerais” e relato do prefeito Lucas Siqueira, feito a este escriba amador, em BH, terça-feira, dia 25.

UTI Neonatal – Anastasia assinou autorização para a Secretaria Estadual de Saúde–SES celebrar convênio com o Município, visando a instalação dessa necessária unidade integrada com o Centro Viva Vida D. Liça–CVV. A redução da mortalidade infantil e materna é o objetivo. O valor do convênio será de R$775.000,00. Atenção: não é recurso eleitoral (aquele que é anunciado, mas não vem). O recurso já está disponível na SES. Assim sendo, o Centro Viva Vida receberá duas importantes melhorias em 2010. O Hiperdia (hipertensão e diabetes), cujo recurso (R$ 360 mil) foi repassado à Prefeitura. E a conexão do CVV com a UTI Neonatal. A superintendente da Santa Casa, Ana Lúcia e o deputado Deiró Marra participaram da conquista colaborando na reivindicação. Parabéns, ao Governo de Minas. Patrocínio inteira agradece, independente de partido ou líder político local.

Hospital do Câncer – Em poucos meses, o ideal do médico Ocacyr Siqueira estará em funcionamento. Em dobradinha com o Hospital de Patos de Minas (um quimioterapia, outro radioterapia). O governador Anastasia prometeu ao prefeito Lucas Siqueira viabilizar legalmente o convênio de R$ 200 mil para a entidade comandada por Dr. Ocacyr. O processo convenial encontra-se na SES, bem adiantado.

Hemodiálise – Segundo o “Minas”, a implantação do Centro conta com investimentos de R$ 1,39 milhão do Governo Estadual na construção do prédio e na compra dos equipamentos. Há 20 anos, a população de Patrocínio esperava por esse benefício para tratamento de paciente renal crônico. Quando concluído, vai atender todo o Alto Paranaíba e Triângulo, segundo o jornal governamental. Deputado Deiró Marra e, sobretudo, deputado Marcus Pestana, então Secretário da Saúde, participaram dessa vitória. Com muita justiça, deveriam denominá-lo “Centro de Hemodiálise Marcus Pestana”.

Bastidores – No seu discurso, diante de prefeitos e autoridades estaduais, o prefeito Lucas assinalou ponto por ponto o que a Secretaria Estadual de Saúde tem feito por Patrocínio nos últimos anos. Após o término, o governador Anastasia o cumprimentou e perplexo disse-lhe como ele (Lucas) sabia tudo aquilo com o nível de detalhe apresentado. O prefeito respondeu-lhe que tinha utilizado de um professor (com honra para nós, a Primeira Coluna de 07/5/2010 foi a fonte de informação, segundo o prefeito).

Outros Pedidos – O médico Marco Antônio Castro Alves solicita à SES aparelho de laparoscopia (cirurgias endoscópicas) e o prefeito reivindica componentes de informática para o Consórcio CIS Paranaíba.

Vem Mais... – O deputado Silas Brasileiro promoverá a doação de duas ambulâncias/SES para Patrocínio, nos próximos dias. Ponto para ele.

Por Fim – Agora sim, a liderança patrocinense reconheceu a significativa presença do Governo de Minas na área da saúde municipal e regional, período 2004–2010. Ainda assim, precisa de mais melhorias. Porém, os R$ 30 milhões colocados no Município é para ninguém desconhecer ou ignorar, como foi feito até agora.

E Mais... – Além da saúde, a conclusão da avenida Aécio Neves e a pavimentação da av. Dom Almir Marques foram autorizadas pelo professor Anastasia. O Estado investirá R$ 5 milhões. Por tudo isso, nosso aplauso ao Governo de Minas e às lideranças políticas de Patrocínio. Prefeito e deputados principalmente.

PALAVRA FINAL EM TRÊS LANCES


1 – Que Vergonha! – Patrocínio F. C. perde pontos por ter colocado jogador irregular em jogo oficial. Com isso, não poderá enfrentar Galo, Cruzeiro, América e Uberlândia, dentre outros, no campeonato de Juniores. Houve irresponsabilidade da comunidade esportiva patrocinense. Resta-nos dar parabéns ao Operário de Monte Carmelo, que representará o Alto Paranaíba. Com competência.

2 – Dúvida – Qual é a maior? A incompetência da FMF que não viabiliza a volta do tradicional CAP ou nós, de Patrocínio, que não conseguimos nem administrar um campeonato júnior?

3 – Realidade – Mamoré na Divisão Principal. Operário de Monte Carmelo na Taça BH Júnior (ora sendo realizada) e no campeonato mineiro. URT, Uberaba, Ituiutaba e Araxá sempre em ação. Enquanto isso... na rica terra do café, do fosfato e dos grandes empresários de ônibus do Brasil, agora é que o Patrocínio F. C. começa a ser desenhado no papel. Tomara que antes da Copa do Mundo no Brasil (2014), esteja enfrentando Atlético e Cruzeiro pelo Campeonato. Tomara. Tomara.

21 de Maio de 2010

PALAVRAS AMIGAS E SÁBIAS

Repercussão. De vez em quando, alguma crônica/coluna deste escriba amador é comentada em cartas ou na mídia local. José Maria Campos, o decano dos repórteres, assim o faz. Na Rádio Difusora frequentemente abre espaço para nosso pensamento. Há outros, como mostramos a seguir.

Rio de Janeiro – Na edição de 26/3/2010, escrevemos sobre o mais importante educandário na história de Patrocínio. Sob o título “A Invasão Holandesa”, um pouco do que foi o Ginásio Dom Lustosa (hoje, escola estadual) foi apresentado. Rondes Machado, o apaixonado rangeliano do Jardim Botânico (RJ), nos diz: “... O D. Lustosa marcou presença na região, não só na educação da juventude patrocinense. Ele recebeu alunos de inúmeras cidades, tais como Monte Carmelo, Abadia dos Dourados, Estrela do Sul, Iraí, Nova Ponte, Coromandel, Paracatu, Vazante, Patos de Minas, Carmo do Paranaíba e São Gotardo. Isso atestava o alto nível daquele ginásio. Além da educação curricular, incluindo inglês, francês, latim, música e desenho, a escola foi a grande responsável pela formação do caráter e da cidadania de várias gerações”.

Sugestão – Depois de dizer que nos anos 30/40/50, já havia escolinha de futebol no D. Lustosa, tão decantada na atualidade, Rondes analisa uma das carências do Município: “... nossa cidade não prima pela reverência à memória de antepassados ilustres. Não há monumentos. Ela poderia começar a resgatá-la, prestando homenagem ao Ginásio Dom Lustosa (congregação, padres, professores...) com um monumento/memorial. Vislumbro até contribuição (financeira) de ex-estudantes. Sem monumentos, iniciativas como as suas, Eustáquio, escrevendo sobre o Ginásio Dom Lustosa, como também a respeito de tantos aspectos da história patrocinense, mantendo-a viva, fazem sua Primeira Coluna ocupar o lugar dos monumentos, que Patrocínio ainda não tem”.

Goiânia – “Como você, grande Eustáquio, ocupa uma área estratégica no governo do Estado, continue divulgando os valores liberados para Patrocínio (em todas as áreas).” Palavras de Flávio Almeida no seu www.jornaldoflavioalmeida.com, na semana passada. Ele se referiu, em sua análise bem exposta, à crônica “Sem Alarde, Dinheiro do Estado Chega Para A Saúde”, publicada em 7/5/2010. E até transcrita por ele. É bom ler o que um dos maiores escritores patrocinense de todos os tempos escreve. Língua pátria, opinião, imparcialidade, charme literário e excelente comunicação estão entre os predicados do também jornalista Flávio José de Almeida. Vale a pena lê-lo.


PALAVRA FINAL EM CINCO LANCES


1 – Divulgação – Domingo, dia 17, aconteceu em BH, mais uma exposição de Fuscas. Durante algumas horas, dezenas do carro da Volkswagen (nº superior a 50), se posicionaram na Av. Prudente de Moraes (Zona Sul). Cores variadas, luxo, diferentes modelos, beleza, anos 60 e 70, placas de algumas cidades, com predominância de Belo Horizonte. Mas... havia no meio deles um fusquinha, preto, bonito e charmoso. Placa de Patrocínio–MG! Palmas... para o proprietário.

2 – Verdade – Tradição e história sempre foram marginalizadas na Santa Terrinha. Infelizmente. O futebol retrata um bom exemplo disso. Em Patos, URT e Mamoré (parabéns patenses pela volta à 1ª Divisão) têm mais de 60 anos. Nacional, Independente e Uberaba Sport nem se fala. Araxá ultrapassa meio século. Idem com o Araguari e Fluminense (de Araguari), Uberlândia, Formiga e Operário de Monte Carmelo (O Operário patrocinense foi sepultado na década de 60, inexplicavelmente). Por aqui, já enterraram o glorioso Patrocínio Esporte (durou sete anos) e agora lutam para exterminar (o CAP) e dão gargalhadas sobre o moribundo, mas lendário Clube Atlético Patrocinense, de apenas 56 anos! E ainda tentam rotular Patrocínio de cidade culta e desenvolvida! Ah! Meu Deus...

3 – Isso é Positivo – O Patrocínio Futebol Clube nasce para viver algum tempo. Tomara que tenha longevidade. A volta do futebol competitivo no Município merece louvor. Desde que seja tratado com profissionalismo, paixão e sem política partidária no meio. No segundo semestre, dá-lhe Patrocínio F. C.! Prá frente.

4 – Registro – Do jornal Edição do Brasil, de BH, edição 16/5/10, sob o título “PR Dividido”, destaca o deputado estadual patrocinense. A coluna política Vigílias diz: “Enquanto o presidente do Partido da República (PR), Clésio Andrade, sentava-se, na terça-feira passada, com os presidentes dos partidos de oposição, para discutir os rumos da sucessão mineira, o único deputado estadual do PR, Deiró Marra, concedia entrevista ao programa Mundo Político, da TV Assembleia, garantindo que ele é da base aliada e ficará com a candidatura de Antônio Anastasia.”

5 – Inesquecível – Dinheiro público é sagrado. É de todos os cidadãos. Merece respeito total. Em todo lugar.

14 de Maio de 2010

 

POLÍTICOS NA PASSARELA: DÚVIDAS E CERTEZAS


2010. É ano de eleições. Presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual são os cargos em que o eleitor deverá votar. Qual o candidato melhor para Patrocínio? Em quem o patrocinense, residente na cidade ou não, poderá dedicar o seu sagrado voto? Nesse tempo eleitoral sempre é bom pensar. Pensar no que seja melhor, observando a ética, a moralidade e o trabalho, tão esquecidos. É o que fazemos a seguir:

Honestidade – Chega de político fanfarrão. Chega de corrupção. Chega de malversação. Chega do “roubando mas faz”. O candidato tem que ter mãos limpas. E propósito de lidar/tratar com o dinheiro público (dinheiro de todos os cidadãos que pagam impostos) com respeito e transparência. Aplicá-lo bem visando apenas o cidadão, a população. E não o próprio bolso.

Competência – O candidato tem que ter o seu lado filosófico e partidário. Mas jamais esquecer a eficácia. Em poucas palavras, serviço público não é cabide de emprego. Serviço público não pode ser bom apenas para os apadrinhados. Serviço público tem que ser bom para todos. E para isso, tem que ser dirigido por cabeças competentes e capazes.

Indicadores – Ninguém tem bola de cristal. Contudo, uma boa escolha para o voto não é difícil. Se o eleitor não conhece o candidato, é recomendável adotar o pensamento do filósofo, teórico político e escritor francês Rousseau (1712–1778). “Os semelhantes se aproximam”. É o mesmo sentido do folclore mineiro: “Diga-me com quem andas, que eu direi quem tu és”. Portanto, ao escolher determinado candidato, o eleitor deve observar as pessoas que o rodeiam e o apoiam. Regra simples. E mais, por exemplo, ontem, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) recomendou aos eleitores consagrarem os votos aos políticos com (e que tenham) moral. No Congresso Nacional, há o Projeto Ficha Limpa tramitando. Presidente Lula disse nessa quarta-feira que político condenado deveria estar na cadeia. Referências não faltam.

Voto Patrocinense – Além da inarredável probidade, para presidente e governador, na hora de escolher, o eleitor rangeliano há de considerar aquele que fez ou que potencialmente poderá fazê-lo, em termos de benefício, pelo Município. Senador idem. É votar nos dois com maior intimidade com a cidade. E para deputado, ah para deputado! Este é o voto mais fácil para os verdadeiros patrocinenses. Merecem o apoio de Patrocínio aqueles vistos sempre nas ruas da urbe ou naqueles que comprovadamente participam/participaram do desenvolvimento municipal. Computador, balinhas, panetone, palavras bonitas, promessas e visita em véspera de eleição não valem. Vale o que é real na terra do real. A rigor, ao pé da letra, tem três pré-candidatos que encaixam nas premissas apresentadas, para deputado (estadual e federal). Embora, parte da liderança local não consegue enxergar o que é bom, o que é ideal, para Patrocínio.

Por Fim – Se, em último caso, nenhum candidato agradar ao eleitor, mesmo assim, vote. Vote no melhor candidato mais ou menos. Naquele que possui algum quesito positivo. No palavreado popular, “no menos ruim”. O futuro depende de cada um (de nós). Patrocínio espera (e merece) o melhor. Que Deus nos proteja.

PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES

1 – Aplauso – A anunciada volta do futebol profissional (convênio com o Santo André–SP) merece louvor. Já é hora. Basta observar Patos, Araxá, Monte Carmelo, Araguari, Uberlândia e Uberaba. Parabéns. Melhor se fosse possível o Clube Atlético Patrocinense. Porém, Patrocínio Esporte também é aceitável.

2 – Atualidade – Como a imprensa local noticia roubos, furtos, agressões, acidentes, drogas e outras mazelas! Não há dúvida, nesse aspecto Patrocínio mudou para pior. E vem aí a mineração... Será que a mudança é pra melhor?

07 de Maio de 2010

SEM ALARDE, DINHEIRO DO ESTADO CHEGA PARA A SAÚDE


Continuação. A Secretaria Estadual de Saúde–SES prossegue aplicando recursos em Patrocínio. Por outro lado, o habitual silêncio sepulcral perdura. Ninguém dá um pio. Não se sabe a quem possa interessar. A seguir, alguns exemplos de transferência de valores para entidades/órgãos patrocinenses em 2010.

Hemodiálise – Em 15 de abril último, a Santa Casa recebeu R$ 285.150,00. É a segunda parcela de um convênio de R$ 760.300,00 (são três parcelas garantidas). Esse serviço do SUS, quando implantado, atenderá pacientes de Patrocínio, Monte Carmelo, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Serra do Salitre, Guimarânia, Estrela do Sul e Abadia dos Dourados. É uma grande conquista.

Obra – O Consórcio Intermunicipal de Saúde–CIS Paranaíba construirá sua sede próximo ao Centro Viva Vida D. Lica. Já foram liberados R$ 370 mil. Os últimos ajustes de engenharia foram finalizados recentemente.

Média Complexidade – Conforme Resolução/SES nº 2286, de 19/4/2010, Patrocínio receberá R$ 459.880,34 na próxima semana. É o resultado da produção ambulatorial nos termos do SUS.

UBS – Outra Unidade Básica de Saúde no Município será construída com recursos da SES. O valor assegurado é de R$ 345 mil, dos quais R$ 115 mil foram transferidos para a Prefeitura em 15/abril/2010. A região do Bairro Boa Esperança será a beneficiada. Anteriormente, a UBS do Bairro Enéas Aguiar e a do Bairro São Vicente (reforma) foram custeadas pela SES, silenciosamente sem divulgação(!).

Pronto Socorro – O PROURGE, Programa de Procedimento das Portas de Urgência e Emergência, libera, mensalmente, R$ 37.500,00. A última liberação para a Prefeitura ocorreu em 4/2/2010. Apenas para este ano, estão garantidos R$ 300 mil para o Pronto Socorro Municipal. Enfatizando, recursos assegurados pela Resolução/SES nº 2121.

PROHOSP – É o programa de apoio a hospitais de referência regional. A Santa Casa é contemplada com R$ 50 mil, em média, por mês. Nesse cenário, em 05/maio/2010, a SES liberou para a Santa Casa R$ 137.586,56 (portanto, nessa semana). E estão certos para a Santa Casa mais R$ 550.346,25 em 2010. Quase um milhão de reais!

Centro Viva Vida–CVV – Só em 2010, a Secretaria Estadual colocou R$492.634,32 nessa unidade regional de atenção secundária à saúde. A última parcela liberada para a Prefeitura ocorreu em 30/4/2010. São R$ 100 mil por mês em média para manutenção do CVV, responsabilidade da SES.

Mais Dinheiro para o Consórcio – Além dos R$ 370 mil para a sede e de nove ônibus que estão em circulação, a SES liberou ontem R$ 199.504,00. Esse recurso destinará à aquisição de nove motocicletas, 99 computadores/câmeras digitais/outros equipamentos e 25 tendas em lona. Tudo faz parte do desenvolvimento de ações de vigilância em saúde para a região. Daí, é recurso para colaborar na concretização do Consórcio, com sede em Patrocínio.

Hiperdia – O Centro Viva Vida D. Lica será expandido, embora ainda esteja em implantação. Até o segundo semestre, se tornará um Centro Viva Vida Integrado. Ou seja, ele voltará também para a hipertensão arterial e diabetes insulino-dependentes. Em poder da Prefeitura já estão R$ 360 mil para a compra de modernos equipamentos. É bom lembrar que tão somente oito centros hiperdias estão em implantação no Estado. Na região do Triângulo–Alto Paranaíba–Noroeste. Patrocínio é o único município contemplado. Só Patrocínio.


Programa Saúde Em Casa – A SES colabora, todo mês, com R$ 10 mil como incentivo ao Programa Saúde da Família. O valor depende do número de equipes do PSF que o Município tem. Quanto maior o número, mais incentivo. Nesse exercício, a Prefeitura já recebeu R$ 40 mil, por essa conta.

E Vem Mais Benefícios – Ambulâncias à vista. Novos recursos. Novas ações permitidas pela legislação.

Muita Atenção: 30 Milhões! – Conclusão. Somente de janeiro até agora, a Secretaria Estadual de Saúde pôs nas mãos de Patrocínio em dinheiro vivo R$2,3 milhões. E mais, R$ 2,4 estão programados e assegurados financeiramente até dezembro. Assim sendo, o Governo Estadual coloca R$4.700.000,00 na saúde em Patrocínio. Só em 2010. No período 2004-2010 são mais de R$ 30 milhões! R$ 30 milhões!

Pura Verdade – Será que a palavra reconhecimento é conhecida nessa próspera terra de Minas?? Parece que não. As autoridades públicas responsáveis pela benevolência acima merecem um muito obrigado. No mínimo. Questão ética.

30 de Abril de 2010

HISTÓRIAS... DE PATROCÍNIO


Tempo. Como ele é importante. Quando é restrito para o escriba amador, a entretida alternativa é recorrer a um passeio por ele (tempo). Maio de 1993, Revista Presença, coluna “De Volta ao Passado”. Portanto, há dezessete anos atrás. Época em que os alunos do Colégio Olímpio dos Santos saem às ruas para protestarem contra a municipalização da escola, Pedro Omar é contratado para dirigir o CAP visando a Copa Minas e a inflação é galopante. Um exemplar da revista custa Cr$ 50.000,00 (cinquenta mil cruzeiros), que é o preço dos jornais. A seguir, a reprodução da coluna.

Início do Século XX: Imprensa – O primeiro jornal da cidade surge em 1900, com o nome de “O Patrocínio”, sob a responsabilidade dos professores Leovigildo de Paula Souza e Josias Batista Leite. Até 1920, juntam-se aos dois, os intelectuais Américo Machado, Teófilo Barbosa, João Pereira de Melo, Aurelindo Machado, padre Nicolau Catalã, padre Joaquim Tiago dos Santos e José Elói dos Santos(avô do José Elói, diretor do Maisum). Eles formam o primeiro grupo de jornalistas patrocinenses.

Anos 20: Clube – O centro cultural, social e administrativo localiza-se na Praça da Matriz. Entre os lugares mais procurados, há o clube social do município. Lá são realizados frequentemente encontros de políticos e lideranças patrocinenses. E praticados alguns jogos. Os jornais de Belo Horizonte chegam com dois dias de atraso, pela Rede Mineira de Viação–RMV (estrada de ferro). Os dos Rio, com cinco dias. Bastante lidos, são a grande fonte de informação (não existe rádio nem televisão).

1959: D. Lustosa – A Congregação dos Padres dos Sagrados Corações faz renovação do Corpo Docente do Ginásio Dom Lustosa. A escola recebe padre Venâncio Hulselmans (holandês), que tinha passado por ela de 1934 a 1938, quando fundara o jornal o IDEAL; padre Nicácio Van Diepen, padre Otto (vindo de Pindamonhangaba) e padre José (natural do Paraná). Padre Venâncio torna-se o último diretor do D. Lustosa, pertencente aos S.S.C.C. (1959–1960). Sobre o alto padre Otto o jornal Ideal diz: “... a melhor recepção que teve foi uma cabeçada no portal de entrada...” Saem do educandário: Padre Melchior (ex-diretor) e padre Reginaldo.

Maio de 1963: Cenas – O vaivém (desfile circular das meninas–moças perante seus estáticos adolescentes admiradores) acontece nas noites de sábados, domingos e feriados, entre 19 e 21 horas. O serviço externo de som do Cine Patrocínio faz o fundo musical na Praça Santa Luzia. A orquestra de Billy Vaughn (La Paloma, Aquarela do Brasil, Quando Setembro Vier e outras melodias). Nelson Gonçalves (Normalista) e Benvenido Granda (Que Murmúria e outros boleros) são os preferidos. Momentos bonitos e indeléveis que jamais apagarão da memória daquela gente formosa e saudável de outrora. Neste cenário, dia 25 de maio, sábado, o Cine Patrocínio exibe “Coração Rebelde” com Elvis Presley. Em cinemascope e Cor de Luxe. Às 18h15 e 20h30. E dia 30, “Desafio à Corrupção”, com Paul Newman (aliás, bom título para os tempos atuais).

Anos Dourados: Recorde – Nessa época maravilhosa, o Atlético Patrocinense, de Edvar e Gulinha, o Flamengo do Véio são a grande alegria de Patrocínio. Como um meteoro, surge e logo desaparece um clube amador chamado Sete de Setembro, dirigido por Roberto do Cícero, conhecido jovem da Rua Governador Valadares. Em um domingo ensolarado da década de 60, o Sete de Setembro vai à Monte Carmelo, onde enfrenta o Operário Carmelitano. Na preliminar, jogam as equipes de aspirantes. A de Patrocínio é comandada pelo atleta Fuzil, um crioulinho franzino, dócil e de frases de efeito. Um personagem do folclore patrocinense. Primeiro tempo: Operário 14, Sete de Setembro 0. No intervalo, Fuzil pede raça aos companheiros, pois daria para empatar (!).
O jogo no segundo tempo para o Sete de Setembro foi melhor um pouco, mas no final é a maior goleada registrada no futebol mineiro, quiçá brasileiro. Operário (o mesmo clube que disputa o atual campeonato júnior de Minas) 24, Sete de Setembro 0. Acredite: 24 a 0.

Maio de 1979: Agroindústria – O governo do Estado sinaliza agroindústria para região de Patrocínio. A “Primeira Coluna”, do Jornal de Patrocínio, demonstra com argumentos técnicos que o Município tem todas as condições para a implementação; E mais, é a principal alternativa rumo ao desenvolvimento patrocinense. No “Jornal Síntese”, aos sábados, às 12 horas, essa coluna do JP é apresentada no rádio também. Vozes: Luiz Antônio Costa e José Maria Campos, na Difusora.

Setembro de 1987: Carta – “...de 1950 a 1962, Véio imperou no futebol patrocinense. O futebol da cidade girava em torno dele. Patrocínio não pode esquecer do futebol do tempo do Véio. Tempo de Baim, Blair, Paulo Tavares (esse o melhor beque de Minas na época, provavelmente o melhor jogador de Patrocínio de todos os tempos), Picum, Honorico, Canhão, Zé Salomão, Bazé, Catira, Joãozinho, Didi, Honorato do Zé Luiz, Getúlio, Lincoln, Ronan, Neguinho do Zé Jardineiro, Múcio, Batata, Chiquinho do Pires, Tonho do Nena, Ubaldo, Pedrinho, Soragi e outros mais jovens, como Ratinho (pai de Patrícia Naves, atriz da novela Viver a Vida), Peroba, Calau, Ítalo, Quebinho, Carmo, Zé do Cleto, Dílson, Ildeu e Manelico. Ninguém foi mais importante para o futebol de Patrocínio durante tantos anos quando o Véio do Didino...”
Este é um trecho de longa carta escrita por Rondes Machado a este viajante do tempo, em 25 de setembro de 1987. Rondes, atleta dos anos 50, é um dos maiores craques da história do futebol patrocinense.


PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES

1 – Registro –
“ Prezado Eustáquio Amaral,
Tudo bem?.
Sou Leida Reis, jornalista e escritora, patrocinense residente em Belo Horizonte há 25 anos. Agradeço a você notas que já publicou sobre minha pessoa, uma inclusive quando recebi a medalha da Inconfidência.
Lancei na capital, em março, meu romance “A invenção do crime” pela maior editora do país, a Record, com orelha do premiado escritor gaúcho Moacyr Scliar. Até peço desculpas, pois na ocasião não me lembrei que você mora em BH.
No dia 30 deste mês terei a felicidade de lançar minha obra também em Patrocínio. Será no Colégio Berlaar Nossa Senhora do Patrocínio, a partir das 19h30, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura.
Se puder dar uma nota, posso passar mais informações. O livro será vendido pela Livro & Cia ao preço de R$ 33,00.
Grata,
Leida Reis”

2 – Quem É – Leida Reis é a jornalista patrocinense de maior destaque em Minas Gerais. Editora do bom diário “Hoje em Dia”, de BH, cronista e escritora, Leida honra o nome de sua terra. É sobrinha do saudoso Maurício Roza (assessor maior do então dep. Romeu Queiroz).

23 de Abril de 2010

UPA! COM TRINTA ANOS DE ATRASO, CHEGA UMA INOVAÇÃO ADMINISTRATIVA

Incipiente. Mas positivo. Alvissareiro. Moderno. É o emergente movimento na Prefeitura sobre uma palavra, sobre uma ação, desconhecida em Patrocínio. Planejamento. Até que enfim, administração municipal sustentada por métodos trogloditas está prestes a capitular. A seguir, um exemplo que deverá colaborar na eficácia do Poder Público do Município. Se levado a sério. Oremos, portanto.

O Que Há – Notícia divulgada pela imprensa local estimula o patrocinense a acreditar em dias melhores. Ela diz que hoje, dia 23, ocorrerá audiência pública, onde o enfoque será o Plano Diretor de Patrocínio. E o melhor, a promoção é da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, a SEPLAG. Uma neófita e esperada secretaria.

Palmas ... – Há algum tempo atrás, dissemos ao prefeito, em conversa informal, que a cidade não precisava de mais órgãos. Precisava de planejamento. E para institucionalizá-lo, uma Secretaria de Planejamento e Gestão seria o ideal. Nos moldes do Governo de Minas, da União, da Prefeitura de BH, e de outras grandes e desenvolvidas urbes mineiras. A SEPLAG rangeliana está aí. Só por essa atitude, ponto, muitos pontos para Lucas Siqueira. Gol de placa.

Cenário Tétrico – O orçamento municipal e o plano plurianual são elaborados apenas para cumprimento da legislação. Logo, logo, tornam-se peças de ficção. Se realmente houvesse planejamento, execução modelar da Lei Orçamentária Anual–LOA e um coerente Plano Plurianual–PPA, certamente Patrocínio teria mais obras, mais serviços para a população e mais organização. Com os mesmos recursos disponíveis. E o que é importante, não haveria as históricas dívidas que aparecem sem registros, sobretudo de um mandato para outro. Como é sabido, LOA e PPA são discutidos livremente nas Câmaras Municipais.

E o Pior – Além da ausência de planejamento das ações (LOA e PPA), há falta de planejamento urbano. Praças são loteadas, casarões históricos jogados no chão, falta de estacionamento gera polêmica, tráfego urbano é confuso, faltam árvores e flores, não há áreas reservadas tecnicamente para prédios, uma mesma via urbana tem mais de um nome, não há sinalização urbana nem indicativos de nomes em diversas ruas, bares e botecos podem ser instalados em qualquer lugar, inexiste código de posturas. Afinal, é uma barafunda só. Cadê a cidade mais limpa, mais agradável, de melhor água e mais linda do Brasil Central? Cadê? A Patrocínio de outrora necessita voltar. Ocupar o lugar que foi seu no passado.

A Vez Da Verdade – O interesse econômico e político não pode sobrepujar o interesse social e ambiental da cidade. Sempre a qualidade de vida da população é o primeiro mandamento. Por isso, o Plano Diretor Participativo, previsto no Estatuto das Cidades, é bem-vindo. A SEPLAG é bem-vinda. E serão bem-vindos a Lei de Diretrizes Orçamentárias–LDO, a LOA e o PPA, se elaborados e executados com competência. É hora de trocar o “a toque de caixa” praticado no Município pela modernidade eficaz. Parabéns Prefeito. Patrocínio agradece. Contudo, isso é apenas o começo de uma longa jornada cívica. Cidadania é tudo.

16 de Março de 2010

A ALMA DE PATROCÍNIO PRECISA DE NOVA ERA


Cultura. É e sempre foi, nos últimos tempos, uma atividade em que a cidade não está bem na foto. Tanto é que a pífia evolução do ICMS Cultural demonstra isso. Uma mensagem da empresária (Casas Manuel Nunes), colunista do Maisumonline.com.br (entretida leitura) e amorosa incondicional pela Santa Terrinha, Mônica Othero, também ratifica esse cenário de pouco brilho.

Escreve Quem Pode –
“ Prezado Eustáquio Amaral,
Os seus escritos semanais são escritos de quem tem memória, esperança e saudade.
Eu te pergunto: estamos perdendo o trem da história? No encontro cujo nome foi “Fórum da Cultura” houve duas salas de discussão. Discutimos como está a cultura por aqui. E quais propostas poderiam ser levadas ao plenário para serem votadas. Inclusive a constituição de um Conselho no mesmo esquema dos existentes. Ou seja, metade com representantes do poder público, e, metade da sociedade, objetivando a gestão dos recursos para o setor.
Os relatos dos presentes foram sinceros, coisa de quem ama a arte!
Qual não foi a surpresa em constatar que nem literatura, nem patrimônio histórico foram citados nas referidas salas.
No plenário apenas aconteceram duas citações sem prosperidade. Você poderá ler minha crônica no Mais um sobre esse encontro”.

Incontestável Verdade – Prossegue Mônica: “Estamos perdendo faz tempo as nossas raízes. Estamos vivenciando um tempo onde o movimento hip-hop é cult. Mas não podemos deixar de lado toda a mineiridade característica do Município. Podemos incluir o hip-hop, contudo sem esquecer nosso patrimônio histórico, nossos artistas musicais e poetas, e, nossa Folia de Reis, Congado, Festa do Rosário e outras manifestações.
A escritora Fátima Machado me falou: “ – por muito tempo cuidei de cada documento, de cada jornal, de cada registro. Ajudei a desenvolver projetos. Por isso, não ganhei nem muito obrigado. Quem irá ocupar o meu lugar?”
Eu, Mônica, não soube respondê-la. Você saberia, Eustáquio?”

Dura Lex, Sed Lex – A questão da cultura patrocinense é de cultura mesmo. Não é redundância. Como explicar a não preservação de escolas tradicionais, como explicar a destruição constante de casarões centenários (até para se tornar lotes vazios), como justificar o desconhecimento da história municipal. Patrocínio tem 168 anos. É o quarto município mais antigo da região Triângulo-Noroeste. Apenas Uberaba (cinco anos mais velho), Araxá (nove anos mais velho) e Paracatu (o decano dos municípios, porém só 43 anos mais velho do que Patrocínio) estão à frente na idade municipal. Indagamos: O que conta e demonstra a história da cidade?

Mais Exemplos – A banda de música em Patrocínio tem 150 anos. A atual (Abel Ferreira), sob a orientação do maestro João da Banda, sobrevive às dificuldades. Em nossa urbe não há tombamento nem inventário de seus bens históricos ou culturais. Gente (parte) que escreve na mídia local pouco sabe sobre a língua pátria. Até no futebol fazem com que desapareça o maior símbolo/patrimônio esportivo (Clube Atlético Patrocinense). A Academia Patrocinense de Letras (este escriba amador tem parte na culpa) pouco age para alterar a estagnação literária e das artes. Entretanto, a esperança por dias melhores permanece.

Conclusão – Por tudo dito, você, Mônica, está correta. Nossa amada terra natal necessita tornar a cultura patrocinense lato sensu. E gênero de primeira necessidade.

PALAVRA FINAL EM TRÊS LANCES

1 – Agradecimento – Mesmo em férias na cidade, a jovem Elenir de Oliveira edita esta coluna. Com muita categoria.

2 – Saúde – Nessa semana, houve liberação financeira para a Santa Casa. A Secretaria Estadual de Saúde liberou R$ 285.150,00 para a Hemodiálise (2ª parcela).

3 – Registro – Felizmente, Glauce Caixeta, a eficiente assessora parlamentar do dep. Deiró Marra, está em plena recuperação, após o gravíssimo acidente na BR–262 (Semana Santa). Encontra-se em Patrocínio.

09 de Abril de 2010

ACADEMIA, ANO XXVIII


Singularidade. A Academia Patrocinense de Letras–APL completa 28 anos, no dia do aniversário do Município. É a corte suprema das letras escritas por mãos nascidas na Santa Terrinha ou por mãos de quem ama Patrocínio, acima da vaidade e de vontades política e econômica. A seguir, um pouco de sua história.

O Começo – Sob o comando do médico-poeta Michel Wadhy, a fundação se deu em 7 de abril de 1982. Ele e mais quatorze ilustres cidadãos tornaram-se sócios-fundadores. Médico Jesus Santos (falecido), Juiz Edgard de Andrade Rocha, médico José Garcia Brandão (falecido), Sebastião Elói dos Santos (falecido), escritor Paulo Acácio Martins (residente em BH), professor Hugo Machado da Silveira (falecido), escritor Alberto Araújo (residente em Goiânia) e escritor Júlio César Resende (residente em Patos de Minas). E ainda os saudosos advogado Gerson de Oliveira, radialista Joaquim Assis Filho, poeta Mauro Chaves, poeta Aldo Botelho, promotor Dimas de Rezende Monteiro e médico José Figueiredo.

Mais Imortais – Posteriormente, em 1990, o renomado professor da UFMG Júlio Barbosa, poeta Ivan Gomes da Silveira (residente em BH) e este escriba (por indicação de Sebastião Elói e Gerson de Oliveira) receberam a honraria de acadêmicos. Mais tarde, foi a vez das professoras Geralda Pereira, Olga Barbosa (falecida) e Teodora de Castro Ribeiro. Além da escritora Jussara Queiroz e promotor Renato Cardoso (falecido).

Como Funciona – A APL é regida por estatuto e regimento interno. A finalidade básica é aprimorar as vocações literárias de Patrocínio. A estrutura é dividida em cadeiras. Cada cadeira tem o seu patrono (celebridade importante da história patrocinense, sobretudo nas artes). As cadeiras foram e são ocupadas por sócios fundadores e sócios efetivos.

Como é a Admissão – Um novo membro apenas será admitido quando indicado por dois sócios. O nome será submetido ao Conselho Superior, que, por voto secreto, decidirá. Isso após a avaliação dos méritos culturais, das obras e do currículo do candidato. O Conselho é formado pela diretoria e cinco sócios efetivos.

Hoje, Os Acadêmicos – São sócios-fundadores Edgard de Andrade Rocha (cadeira nº 2), Paulo Acácio Martins (cadeira nº 5), Alberto Araújo (cadeira 7) e Júlio César Resende (cadeira 8).

Os Primeiros Escolhidos Pós Fundação – Ivan Gomes da Silveira (cadeira 6) e Eustáquio da Abadia Amaral (cadeira 12), eleitos em 1990 e empossados na sessão solene realizada naquela ocasião no Ginásio Dom Lustosa.

Complemento da Lista dos Veteranos – Eleitos em 1994, Geralda Pereira (cadeira 24), Jussara de Queiroz Mesquita (cadeira 19), Jorge Lasmar (cadeira 14) e Teodora de Castro Ribeiro (cadeira 17).

Os Acadêmicos/2004 – Maria Helena de Resende Malagoli, ocupante da cadeira nº 1, atual presidente, escritora de peças teatrais e professora de Literatura Inglesa e Norte-americana. Luiz Antônio Costa (cadeira nº 3) editor de revista, jornal, rádio e televisão. Cecílio de Souza (cadeira 4), escritor e cronista do Jornal de Patrocínio. José Humberto Machado (cadeira 11), advogado. Paulo Sérgio Martins, da cadeira 13, administrador e servidor da Secretaria da Fazenda. Milton Ubaldo Magalhães, cadeira 15, renomado colunista da Gazeta e Patrocinioonline.com.br. Hedmar de Oliveira Ferreira, cadeira nº 16, doutora em História e escritora. Marisa de Andrade Rocha, cadeira 18, formada em Letras, pós-graduada e especialização em Linguística e professora de Língua Portuguesa. Antônio Dias Caldeira, ocupante da cadeira 20, cronista, redator e articulista de jornal. Maria Elizabete Moisés, cadeira 21, economista. Paulo de Lima, cadeira 22, teólogo, formado em Filosofia Pura, professor de Latim e Italiano, escritor de dois livros. Vanda Maria Santos Lobato, cadeira 23, poetisa. Padre Marcus Vinicius Maciel, cadeira 25, graduado em Filosofia e Teologia, autor da Biografia del Padre Eustáquio na Revista Comum Union de Roma.

Deixaram Saudade – Passaram pela APL ícones da inteligência municipal. Médico e membro da Academia Mineira de Medicina Jesus Santos. Médico José Garcia Brandão. Sociólogo Júlio Barbosa (professor da UFMG). Sebastião Elói dos Santos, o jornalista do século. Joaquim de Assis Filho, excelente comunicador dos anos 80. Médico José Figueiredo. Promotor Renato Cardoso, grande responsável pela memória da Academia. Poeta Aldo Botelho. Escritor e professor Hugo Machado da Silveira. Poeta Mauro Chaves. Promotor Dimas Rezende Monteiro. Pintor clássico José Pereira Santiago. Professora Olga Barbosa, advogado Gerson de Oliveira. E médico Michel Wadhy. Todos falecidos. Todos imortais. São flores no jardim da eternidade da cidade.


PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES

1 – Lamentável – A nossa amiga Glauce Caixeta, ex-assessora do deputado Silas Brasileiro e atual chefe de gabinete do deputado Deiró Marra, vítima de acidente na perigosa BR 262, domingo passado, merece atenção e carinho, nesse momento de recuperação. Os outros três ocupantes do carro acidentado também.

2 – Quem Avisa Amigo É – Nesse ano eleitoral, o patrocinense deve observar, na hora de votar, o candidato de maior vinculo com Patrocínio. Aquele de maior presença e ou maior canalização de recursos. É hora de fazer justiça com quem merece.

3 – Vale a Pena – O filme nacional Chico Xavier merece ser visto. Principalmente por quem precisa de humildade. É a história de um dos três maiores mineiros de todos os tempos. Em Pedro Leopoldo, Uberaba, TV Tupi e diálogo sobre Uberlândia.


02 de Abril de 2010

PATROCÍNIO ANO 168: O COMEÇO FOI ASSIM


O Primórdio – Brasil colônia. Minas no começo da sua civilização. E o Triângulo, uma bucólica região. Isso exatamente no ano de 1668. Nessa época, passa por Patrocínio a bandeira de Lourenço Castanho Taques. É o primeiro contato da terra com gente civilizada. Lourenço e seus guerreiros, após baterem os cataguás, massacram os índios araxás. Permanecem um pouco na gleba onde futuramente nasceria Patrocínio. Depois, terminam sua rota de batalhas na região da futura Paracatu. Quase trinta anos transcorreram para acontecer o segundo contato histórico. O famoso Anhanguera, Bartolomeu Bueno, parte de Sabará, passa pela região de Pitangui, percorre parte do Rio Dourados e chega às terras dos goiases (hoje, Goiás).

O Nascimento De Uma Raça – Em 1729, por ordem de Martinho de Mendonça, da Coroa Portuguesa, é feita a Picada de Goiás, tornando-se o primeiro caminho da região. Partindo de Pitangui, passando pela gleba de José Pires Monteiro, situada entre a Lagoa Seca e Ribeirão(Córrego) Feio, na verdade a Patrocínio de hoje, e atingindo Goiás. Pela Picada viajam as primeiras expedições, determinadas pelo governador Conde Valadares, no intuito de atacar os índios e os calhambolas (negros fugitivos). Entre elas, a do capitão Inácio de Oliveira Campos, que destrói um grande quilombo na região de Dourados. Aqui é o limiar da história de Patrocínio mais conhecida: 1771.

1772: A Largada – O Conde de Valadares determina ao cap. Oliveira Campos explorar as regiões chamadas de Bromado(Brumado) e Esmeril. Nesse lugar, a boa pastagem, as fontes hidrominerais para o gado “salitrar” e, como escrevem os historiadores, a uberdade (fartura) da terra, transformam-se no apoio ideal aos viajantes da Picada e no sonho para aqueles que desejam o início promissor de nova vida. Surge, então, a Fazenda do Brumado dos Pavões. Por ela, passam todas as bandeiras dirigidas a Goiás. No final do ano, Oliveira Campos retorna a Pitangui. Pouco depois, morre, deixando para sua mulher 4.000 cabeças de gado, diversas fazendas e uma próspera agricultura. Ela é a lendária Joaquina de Pompeu, brava, tão conhecida na história mineira como Chica da Silva (de Diamantina). A região do Brumado dos Pavões também é denominada por Catiguá.

O Caminhar – Em 1773, alguns forasteiros, vindos principalmente de Pitangui, começam a fixar residência no Catiguá. Em 1792, já existe um pequeno povoado com o nome de Salitre. Em 1798, é abrangido pela Sesmaria do Esmeril, concedida a Antônio Queiroz Teles. Em 1804, os moradores obtêm licença para a construção da casa de oração Nossa Senhora do Patrocínio. Em 1807, o povoado de Salitre (não confundir com Salitre de Minas de hoje) passa a ser chamado Arraial de N. S. do Patrocínio. Em 1829, o arraial é elevado à categoria de curato (existência de padre). Em 1839, surge a Paróquia N. S. do Patrocínio, pela lei nº 114, e o Pe. José Ferreira Estrêla é o primeiro vigário. E a modesta igreja é onde está a Matriz hoje.

O Município – A Lei Provincial nº 171, de 23 de março de 1840, cria o município e a Vila de N. S. do Patrocínio, que é instalada em 7 de abril de 1842, emancipando-se de Araxá. Na vila há 357 casas. E o primeiro mandatário é o cap. Francisco Martins Mundim, presidente da Câmara Municipal.

A Cidade – Pela Lei Provincial nº 1995, de 13 de novembro de 1873, a sede do município passa de vila à cidade. A instalação acontece em 12 de janeiro de 1874. Portanto, a Vila de N. S. do Patrocínio passa a ser chamada de Patrocínio.

A Terra – A Santa Terrinha merece o melhor de todos os patrocinenses. E a história não para. Os fatos históricos não mudam. Apenas os contadores se sucedem. Ontem, Tião Elói. Hoje, talvez este Escriba Amador. Amanhã... um melhor do que nós. E segue a vida...


PALAVRA FINAL EM CINCO LANCES

1 – Ainda A Invasão Holandesa – A crônica na edição passada mostrou a importância dos holandeses no Município. A iniciativa para a vinda deles foi do bispo Dom Lustosa (Uberaba), que, por algumas vezes, visitou a cidade. Assim, a mais emblemática escola patrocinense foi cenário de vida para dois santos que Patrocínio conhece. Padre Eustáquio (beato) e Dom Lustosa, em processo de canonização e beatificação (pedido da Diocese de Fortaleza–CE).

2 – Que Coisa!? – O demagogo governador fluminense reclama da nova proposta de distribuição dos royalties do petróleo. Será que o Piauí e o Jequitinhonha são mais ricos do que o Rio? Ele esquece que a mineração que deixa buracos e o meio ambiente devastado gera muito pouco para os estados e municípios mineradores. Nesse aspecto, Patrocínio ainda não acordou. Precisamos de estadistas e não de populistas.

3 – Verde Debilitado – Há tempo, Milton Magalhães tem dito que Patrocínio tem poucas árvores. Afirmação também de diversas pessoas que visitam a urbe. Nós temos escrito que a densidade de árvores, principalmente na área urbana, é menor do que a recomendada. A propósito, quem plantou (e cuidou de) uma árvore nos últimos sete anos, na cidade?

4 – Em Ação – Os oito ônibus para transporte de pacientes começam a rodar servindo Coromandel, Monte Carmelo, Iraí de Minas, Patrocínio, Serra do Salitre, Cruzeiro da Fortaleza, Douradoquara e Guimarânia. Esses municípios formam o Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS–Paranaíba), juntamente com Abadia dos Dourados. A operação deve-se ao empenho do prefeito Lucas Siqueira.

5 – Registro – Agradecemos os convites para participarmos de solenidades e eventos no torrão natal. Muito honrosos para este patrocinense ausente.

26 de Março de 2010

A INVASÃO HOLANDESA

Honra. Patrocínio teve influência européia. Principalmente na constituição religiosa, cultural e da cidadania de sua gente. Os holandeses estiveram na região a partir do começo do século XX. A seguir, um pouco dessa comunhão entre patrocinenses e holandeses, conforme já apresentamos no JP, há alguns anos.

Antecedentes Históricos – Os holandeses estiveram no Brasil por duas vezes. Em 1624, ocuparam Salvador-Bahia por um ano. Em 1630, tomaram Pernambuco e controlaram quase todo o Nordeste por 24 anos. A presença da Holanda no Brasil foi justificada pelo comércio do açúcar. Nesse cenário surgiram nomes e passagens da história nacional como Matias de Albuquerque, Calabar, Maurício de Nassau e A Insurreição Pernambucana.

Antecedentes Patrocinenses – Na visão de Dom Antônio de Almeida Lustosa, bispo de Uberaba, na década de 20, Patrocínio estava sob a ameaça de outras crenças. E haveria sérias consequências da permissão de ensinarem aos filhos de Patrocínio o credo de Lutero, a crença de Calvino. Em 1925, quando em visita a Patrocínio (pertencente à sua Diocese), D. Lustosa colocou em prática o desejo de constituir educandários católicos no Município, destinados a ambos os sexos. Para tanto, organizou uma comissão que se comprometeu a arranjar o prédio para a primeira escola. Era formada pelos coronéis (termo usado na época para pessoas abastadas e líderes) João Cândido de Aguiar, Tobias Machado, Elmiro Alves, Nelson Queiroz, José Pedro de Paiva e Joaquim Cardoso Naves. Por conta do bispo ficou a procura de uma congregação religiosa para dirigi-la.

A Escolha – D. Lustosa sabia que deveria ser um forte e determinado grupo católico para enfrentar o credo presbiteriano, ligado aos EUA. Como a Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria (origem francesa) tinha o perfil desejado e apenas uma residência no Brasil, no Santuário de Água Suja, o convite foi feito. Em consequência, em 1926, acontecia um congresso católico na cidade. Na oportunidade, Padre Eustáquio van Lieshout, em nome da Congregação, assinava o contrato de doação do prédio, comprado do coronel Marciano Pires. Logo em seguida, chegaram Padre Gil van Boogaart e Padre Matias van Rooij para instalarem o colégio.

O Começo – Em 15 de fevereiro de 1927, com 57 alunos, começava a funcionar o Ginásio Dom Lustosa. O corpo docente era Pe. Matias, Padre Filiberto Braun, Padre Agostinho van Velsen e Padre Damião Klevercamp, holandeses, e os professores José Bento e Aguinaldo Botelho.

Continuaram Vindo... – Desde 1925, quando o navio Orânia trouxe os Padres Norberto, Gil, Eustáquio e Matias, mais holandeses chegaram para as suas casas de Água Suja, Araguari, Patrocínio e, posteriormente, Niterói. Especificamente, para o colégio D. Lustosa vieram Padre Suitberto Mooy (1928), Padre Leonardo Driessen (1929), Padre Roberto Kraouhman (1930), Padre Adalberto van Velsen (1930), Padre Ansfrido van De Ven (1931), Padre Ambrósio Smits (1931), Padre Martinho van Berke, Padre Canísio e Padre Caprázio Franken. Esse o mais patrocinense dos holandeses. Falecido aos 95 anos, tornou-se lenda de Patrocínio.

Expressão – De 1927 a 1960, o Ginásio D. Lustosa formou a base de maior sucesso da comunidade patrocinense. A começar pelos seus primeiros bacharéis: Alaor Porto Adjuto, José de Faria Tavares (deputado, senador e professor), Carlos de Faria Tavares (deputado), Olavo de Paula Arantes, Deiró Eunápio Borges (renomado jurista) e Rui Elói dos Santos. A estrutura da atual sociedade patrocinense foi elaborada pelos aproximadamente 50 holandeses do D. Lustosa. Não há dúvida.


Religião – Durante quase 60 anos, o pastor maior da Igreja Católica de Patrocínio (vigário paroquial) também foi holandês. De 1931 a 1933, Padre Matias inaugurou a era, da qual participaram ainda Padre Damião Klevercamp (1933-1939), Padre Lamberto Verrijt (1939-1940 e 1957-1967), Padre Agostinho van Velsen (1940-1946), Padre Constâncio Bokeloh (1946-1951), Padre Nicácio van Diepen (1951-1956), Padre Bertrando Lindeman (1967-1980) e Padre Pio Haarman (1981 à década de 90), falecido há pouco.

E Mais ... – Padres e professores como Padre Melchior (diretor nos anos 50), Padre Oto, Padre Bertoldo (o mestre em francês), Padre Venâncio (último diretor holandês), Padre Wiliboro (anos 40, sepultado na Igreja Matriz), Padre Ludovico (diretor), Padre Geraldo, Padre Boaventura, Padre Humberto, Padre Donato, Padre Estevam, Padre Reginaldo, Padre Tiago (diretor), Padre Antonino (diretor em 1958), Padre Daniel e Padre Feliciano (autor da bandeira do colégio) jamais poderão ser esquecidos.

Estrela Maior – Além de ser o padre que formalizou a organização do colégio, Pe. Eustáquio foi capelão da Igreja Santa Luzia, de 13/10/1941 a 12/2/1942. Posteriormente, esse holandês mudou-se para B. Horizonte, onde realizou milagres e faleceu em 30/8/1943. Sua beatificação ocorreu em 2006, transmitida pela Rádio Difusora. Ele poderá ser o primeiro santo que Patrocínio conhece.

Pra Sempre – Somos gratos à Holanda. Sub Umbra Alarum Tuarum (legenda da bandeira do D. Lustosa), ou seja, Sob a Sombra das Tuas Asas, aprenderam, foram protegidas e se fizeram homens oito gerações de patrocinenses (o autor desta crônica foi aluno no período de 1958-1961, quando ocorreu o crepúsculo da cultura e era holandesa, na cidade). Época inesquecível.


PALAVRA FINAL EM TRÊS LANCES

1 – Correção – Semana passada, houve três erros de edição, nesta coluna. Um deles é a palavra conchavo que significa combinação/acordo. O que muitos políticos gostam de fazê-lo. Ela foi escrita erroneamente aconchavo. No Patrocinionline.com.br e no Patrociniovip.com.br foi feita a correção em tempo. Também na edição de 12/3/10, mensagem do programa de informática saiu em todos os tópicos. Pedimos desculpas.

2 – Até Que Enfim – A Santa Terrinha volta ao futebol maior. O Patrocínio F. C. faz boa campanha na primeira fase do campeonato mineiro de juniores. Parabéns. Merece apoio.

3 – Registro – Na segunda-feira, dia 15, o prefeito Lucas Siqueira esteve em BH. À noite, após gestões em prol do Município junto à Administração Estadual, participou de evento em homenagem ao deputado Marcus Pestana, o melhor secretário de saúde do Brasil, segundo alguns oradores. Lá estiveram diversos prefeitos e deputados e o ex-ministro da saúde Saraiva Felipe (PMDB).

19 de Março de 2010

AH! MEU DEUS!


Orar. É o nosso dever nesse momento. Patrocínio necessita de prece. Perdido há tempo, o caminho do bem, da bondade, da natureza, da união, precisa ser reencontrado. Com louvação, como a seguir.

De Olho No Infinito
Patrocinense nosso que estás no Céu
(Alô Tião Elói, alô Pedro Alves, alô Abdias Nunes, alô Michel Wadhy, alô Olga Barbosa),
Santificado seja o teu nome
(pelo menos, para os patrocinenses que gostam da Santa Terrinha),
Venha a nós o teu reino
(nossa terra natal é o nosso reino),
Seja feita a tua vontade
(amor incondicional a Patrocínio),
Assim na terra como no Céu,
O pão de cada dia nos dai hoje
(respeito diário à alma patrocinense),
Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido
(temos falhas para com a Terra-mãe, outros filhos nem é bom dizer),
E não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
(mal como traição, decepção e corrupção).

Per Omnia Seculum Seculorum – Entra administrador, sai administrador, vem outro administrador e nada muda. Ora venda, ora supermercado, ora restaurante. Será que não há outra ideia para um espaço urbano que deveria ser uma praça? Será que o espírito iluminado do Oscar Niemeyer (felizmente vivo) não baixa neste torrão? Socorro! Chamem um urbanista! Chamem a razão.

E Mais... Uma Nixórdia
Mineração é solução.
Nada de mau, tudo de bom.
Leite é carnaval. Vale tudo em outro quintal.
CAP não é promoção, nem coração alado. É ação marginal. É ultrapassado.
Árvore. Pra quê? Isso é problema da natureza. Que dureza! Meio ambiente é papo indigente.
Deputado patrocinense? O que importa é o importado.
O resto é coisa do passado. Dispersão é a ordem.
Saúde? Bem, fica para o ano que vem.
Quem fez, fez, ou quem fará, fará. Ah! Esse não merece agradecimento e sim esquecimento. Questão de empobrecimento espiritual.
Idealista. Amante da terra natal. Existe só no Tibet de Dalai Lama e em Portugal.
Oportunista. O alvo é o sucesso pessoal. É melhor, pra não ter aborrecimento.
Na política local, gol contra dos políticos é ovacionado até pela mídia parcial. Sem saber o porquê, a turma da geral grita e fica feliz como no Natal.

Ceteris Paribus – Que escribazinho chato, este! Escreve bobagem sem personagem. Ele não tem nada. Nem trato. Nem prato. Nem conchavo. Nem rabo. Nem trago. Não serve nem pra ser bêbado. Mãos e consciência limpas é o que tem. Só. Pouco, muito pouco. Portanto, merece dó. Enterram-no na Lapinha ou... Convide-o a se retirar deste chão “progressista”.

Por Isso, É Hora De Partir
Eu vou pra Maracangalha
Eu vou!
Eu vou de uniforme branco
Eu vou!
Eu vou de chapéu de palha
Eu vou!
Eu convidar Anália...
Mas eu vou... Mas eu vou... Mas eu vou para Maracangalha (música de Dorival Caymmi e interpretada, dentre celebridades, por Tom Jobim – Maracangalha é um lugarejo, próximo a Salvador–BA).
Alô, Sérgio Aníbal reserve um lugar em Maracangalha pra nós. Pois, somos passarinho fora do ninho. Ninho aviltado.

PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES

1 – Feliz Aniversário! – A maior glória esportiva de Patrocínio completa 56 anos, hoje. Oficialmente. Pois de maneira bem amadora, ele nasceu em 1948 (o que daria 62 anos). Tentam matá-lo, sepultá-lo a todo instante. As armas são as mesmas. Falta de solidariedade e história, negligência, má administração e incompetência total da FMF. Pelas imagens registradas no pensamento da cidade, referente às décadas de 60, 80 e 90, o Clube Atlético Patrocinense–CAP é imortal. Em 1954, faziam parte de seu mundo, o Operário E.C., Independente, Flamengo, Cruzeiro (de Cruzeiro da Fortaleza), Dom Lustosa, Associação dos Bancários e Vila (de Guimarânia).

2 – Há 34 anos... – Em 15 de março de 1976, faleceu João Alves do Nascimento. Político ilibado de finíssima cordialidade. Tio do empresário Roberto Queiroz do Nascimento (ex-prefeito). João Alves foi vereador e prefeito (1947-1950). E um dos fundadores e líderes do inesquecível PSD patrocinense. Vale a pena conhecer a sua vida. Exemplar.

12 de Março de 2010

UM POUCO DE HISTÓRIA DA POLÍTICA PATROCINENSE

Tempo. É diminuto para este escriba. Por isso, às vezes, o autor é obrigado a recorrer ao arquivo. E recordar. Para que a geração atual conheça o que de bom Patrocínio já teve. Na política, há diversos exemplos de eficácia, bondade e sobretudo, probidade. A seguir, a reprodução da exitosa coluna “De Volta ao Passado”, publicada na edição de março de 1997 da Revista Presença. Há treze anos... Época que vieram à cidade o Governador, o Vice-Governador, dois Ministros do Governo Federal e diversos deputados. Todos juntos para uma solenidade. Bons dias que não voltam mais.

1760: Patrocínio é Goiás – Padre Félix José Soares, português, foragido da capital, Mariana, chega a Desemboque (hoje, município de Sacramento), que torna-se a 2ª comarca de Minas. Pouco depois, com petição assinada por diversas pessoas da região, dirige-se à Vila Boa de Goiás, quando pede a anexação dos Sertões da Farinha Podre (Triângulo e Alto Paranaíba) à Capitania de Goiás. Obtem sucesso. Ele alega que em Goiás não tem cobrança do quinto (mas é só em gado).

1816: Patrocínio volta a Minas – No dia 4 de abril, por meio de alvará do Rei D. João VI, a região retorna a Capitania de Minas Gerais. A Comarca de Paracatu (sede da Ouvidoria), criada em 1815, possui a jurisdição dos julgados de Desemboque e São Domingos do Araxá (a quem Patrocínio pertencia). A versão mais aceita sobre a volta da região para Minas diz que D. Beja tem atuação decisiva. Anos antes, ela foi raptada pelo Ouvidor Joaquim Inácio da Mota, em uma de suas visitas a Araxá. Jovem,sedutora, bonita, inteligente, Ana Jacinta mora com ouvidor em Paracatu desde então.

1870: Veneno – Nas fazendas da região, os escravos bebem muito leite para reporem as energias. Mas economicamente é desvantagem para os fazendeiros, que precisam vender a sua produção leiteira. Como os negros gostam muito de manga, os fazendeiros criam a solução para o problema. Incentivam os escravos a comerem manga e espalham que a manga com leite mata. Dá indigestão mortal (esta versão polêmica perdura por um século).

1930: Mudança – Os municípios deixam de ser administrados por agentes executivos passando para prefeito. Em Patrocínio, o último agente executivo, que também é presidente da Câmara Municipal, é João Pereira de Melo (jornalista e rábula). O primeiro prefeito, nomeado, é Francisco Batista de Matos.

1945: Primeira Vez – Durante o Estado Novo do presidente Getúlio Vargas, o jovem médico Amir Amaral é nomeado prefeito de Patrocínio. Benedito Valadares é o governador. Permanece como prefeito até 1947 (em 1946, junto com João Alves do Nascimento, funda o lendário PSD patrocinense).

1951: Segunda Vez – Em janeiro, Amir Amaral é empossado prefeito e José Francisco Queiroz (oriundo de Carmo do Paranaíba) vice-prefeito. Ambos tinham sido eleitos em 3 de outubro de 1950, pelo PSD, que venceu a UDN. A administração de Amir é taxada de progressista. Tanto é que a cidade o chama de “o JK de Patrocínio”. Melhorias significativas no serviço elétrico municipal, começo da pavimentação das vias urbanas, construção da Praça de Esportes (hoje, PTC), construção da primeira Rodoviária (hoje, Policlínica) e, construção da Escola João Beraldo, dentre outras obras, sacodem Patrocínio.

1955: Terceira Vez – Na eleição de 3 de outubro de 1954, um fato inédito ocorre na política de Patrocínio. Devido ao excelente governo de Dr. Amir, o PSD torna-se imbatível. Diante disso, a UDN faz acordo com o PSD e não apresenta candidatos, desde que Amir continuasse à frente da nova administração. Como não há reeleição, mas há o voto em separado para prefeito e vice (podia-se votar no candidato para prefeito de um partido e para vice-prefeito de outro partido), a saída encontrada é colocar o prefeito Amir Amaral como candidato a vice-prefeito.
Seu companheiro Mário Alves do Nascimento é candidato a prefeito. Eles vencem as eleições, tomam posse dia 31 de janeiro de 1955 e Dr. Amir permanece no comando do executivo municipal, exercendo o papel pleno de prefeito, até 31 de janeiro de 1959.

1963: Quarta Vez – Depois da UDN ter vencido as eleições municipais pela primeira vez, com Enéas Aguiar e Benedito Romão de Melo (outubro de 1958), o PSD reconquista a Prefeitura, outra vez por meio de Mário Alves do Nascimento (prefeito) e Amir Amaral (vice-prefeito). Eles vencem Alaor Ribeiro de Paiva e Paulo Constantino, da UDN (este, posteriormente, torna-se prefeito e maior político de Presidente Prudente–SP). Nesse mandato (1963-1967), Amir Amaral exerce o papel de vice-prefeito mesmo. Inclusive, em 1965, ainda como vice, transfere residência para Brasília (isto é um pouco da saga do político que mais venceu eleições municipais em Patrocínio e o segundo que mais governou).
O prefeito que mais tempo governou foi seu primo Afrânio Amaral, dois mandatos nomeados e um eleito, totalizando 11 anos. (Amir Amaral governou 10 anos. Portanto, a família Amaral governou Patrocínio por 21 anos, com reconhecido êxito).

26 de Fevereiro de 2010

PRIMEIRA COLUNA

Eustáquio Amaral


A LIÇÃO DO BÊ-Á-BÁ

Eleições. O maior ato da democracia. Pelo visto, Patrocínio não aprendeu. Pouco importa o que é melhor para o Município. O que importa é o momento. É o curto prazo. Ah! Até na política o planejamento é desconsiderado na terra do visionário e estadista Olímpio Garcia Brandão. Sintetizando, nesse cenário, o bom senso indica três caminhos, três alternativas, para a Santa Terrinha. Vamos lá.

Hipótese 1 – Se a cidade conseguir eleger um patrocinense deputado estadual e um patrocinense deputado federal, ótimo! Nenhum candidato fez ou faz mais para Patrocínio do que fizeram ou fazem Silas Brasileiro, Romeu Queiroz, Deiró Marra e Paulo Pereira. É a melhor via para o êxito dessa terra amada por gente como Amir Amaral, Enéas Aguiar, Michel Whady, Massilon Machado e Gerson de Oliveira.

Hipótese 2 – Se o soberano eleitor não se simpatizar com algum candidato patrocinense (o eleitor tem direito a isso), há bons exemplos de gente forasteira que fez muito por Patrocínio. O incrível José Maria Alkmim é o mais expressivo nome. Lourival Brasil (Estrela do Sul) e Homero Santos (Uberlândia) também podem ser citados como benfeitores. Claro, isso no passado. No presente, Marcus Pestana, o homem de 20 milhões de reais em Patrocínio, não pode ser esquecido (mesmo que ele não peça apoio, não peça nada, ou mesmo que as lideranças tentem ignorá-lo).

Hipótese 3 – Se a opção for novos candidatos, a sorte de Patrocínio se iguala à loteria. Pode dar certo. Pode dar errado. Como nas duas eleições passadas para deputado.

Sintomas – O Município merece e padece de união. De força. De espírito rangeliano. De trabalho. De coração. Em prol da cidade. Isso seria maravilhoso. Mas parece que a divisão dos patrocinenses é a proposta. Ou melhor, é a aposta. Cada qual com cada qual. Vamos ver o que acontece. Dá a impressão que é brincadeira de carnaval.

Por fim – Em política, inúmeras cidades estão na faculdade. Algumas fazendo mestrado ou doutorado. Infelizmente, Patrocínio encontra-se no primário. Ultrapassada. Ou será que estamos vendo outro filme? Outro jogo? A terra natal evoluída, ética e pacificada sempre foi o nosso desejo. Continuamos sonhando, como se vê.


PALAVRA FINAL EM TRÊS LANCES


1 – Registro – Lamentamos a doença (cardíaca) do patrocinense Júlio Elias. Boa sorte no tratamento em São Paulo. Saúde total para ele.

2 – Atenção – Não devemos esquecer de combater o mosquito da dengue diariamente. Água parada, empoçada, jamais.

3 – Abandono – “Além do que você, Eustáquio, escreveu sobre a decadência de Serra Negra na semana passada e o descaso existente, a estrada pavimentada que liga a BR-365 ao hotel não existe mais”. Antônio Dias Caldeira, domingo, dia 21.

19 de Fevereiro de 2010

MAIS UM RETRATO NA PAREDE

Devaneio. Puro devaneio. Patrocínio, cidade turística. Patrocínio, cidade limpa e agradável. Patrocínio, estância hidromineral. Embora o momento é adverso para dizer alguma coisa. Pois, somente se fala que mineração é a salvação (?) do Município. Mineração gera receita. Gera empregos. Gera tudo de bom e nada de mau. Ah! Meu Deus. Ah! Patrocinenses que moram no Céu. Perdoem esses incautos. Eles não sabem o que falam ou fazem. Dito isso, vamos ao maior patrimônio ecológico de Patrocínio, um dos maiores de Minas. À Serra Negra. Ao hotel abandonado. Às águas minerais. Às matas (ainda!) na região. À Lagoa Vulcânica do Chapadão (está na UTI, quase sem vida). Desta vez, com a colaboração da Internet. Com muitas pessoas esclarecidas (www.skyscrapercity.com).

Antigamente Era Assim – O Hotel Balneário construído em 1935, em estilo missões, possui fontes de águas minerais (magnesiana, radioativas, sulfurosas e gasosas), banhos térmicos de água sulfurosa e de lama, duchas, lago, bosque de 30 ha, curral, criação de animais, produção de leite, queijos, doces, frutas e legumes. A reserva natural tem 274 ha. É um paraíso terrestre. Entretanto, hoje, esse divino lugar luta para sobreviver diante da fúria dos administradores de lavouras, dos caçadores de minérios, dos insensíveis e da incompetência instalada em Patrocínio há anos.

Frases Que Merecem Reflexão – “Graças ao fantástico trabalho que a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais–CODEMIG realizou em Araxá, tenho esperanças de vermos outro pólo turístico se desenvolvendo no estado”. Palavras do internauta Vitor Hugo Reis, autor de 47 belas fotos, feitas no Natal e publicadas na Rede Mundial, sobre o abandono e a decadência do Hotel e Estância Serra Negra. Agora, falar em estatal em Patrocínio é pecado original. É proibido. Cemig e Copasa que o digam.

Continua o Bom Internauta... – “Meus avós e tios falam com muita nostalgia do hotel. Lembram da época de glamour e das celebridades (JK e Tancredo Neves, para exemplificar) que um dia passaram pelos seus salões. Consta que foi construído para suprir a demanda crescente da elite regional por um local mais refinado, visto que o Grande Hotel de Araxá não era tão próximo” (naquela época). Infelizmente, na atualidade, o hotel encontra-se em precário estado devido à questão judicial envolvendo herdeiros de Gentil Nascimento.

Opinião de Gente de Bem (I) – “A capital do café pode se transformar em importante setor turístico de Minas, se explorada sua produção tradicional, como turismo de negócios também. Poderíamos ter projetos ambiciosos para a recuperação da Lagoa do Chapadão (no topo da serra a 1.200m de altitude, na cratera de um vulcão com 6 km de diâmetro), do Hotel Serra Negra e tornar Patrocínio centro turístico. Com “tour” mostrando a produção de café, como ela é realizada. E também os engenhos na produção de rapadura e a (nossa) farinha preparada no tacho”. Deputado Silas Brasileiro ao repórter José Maria Campos – Difusora, em 19 de novembro passado.

Opinião de Gente de Bem (II) – “O balneário de Serra Negra é uma prioridade que não pode ser esquecida”. Governador em exercício, Antônio Augusto Anastasia, em discurso, quando da inauguração do Centro Regional Viva Vida D. Lica, em abril de 2009.

Engenheiro Uberlandense – Prosseguem as manifestações na Internet: “Gostaria de lembrar que a região é de grande importância para todo o País, já que irá ser implantado pela Fosfértil grande projeto de mineração, suficiente para dobrar a produção de fertilizantes da empresa, diminuindo a dependência de insumos importados. Não tenho noção da área que abrangerá a mina de Patrocínio, mas considerando, que mesmo sendo tombado, o Complexo do Barreiro (Araxá) teve a autorização de lavra da Bunge até à porta das Termas. Assim, afirmo que o futuro da Estância de Serra Negra pode estar com os dias contados. Tomara que os patrocinenses se mobilizem com o intuito de preservar esse patrimônio. Se o hotel fosse de domínio público, a Prefeitura poderia pedir à Fosfértil, como compensação pelos danos ambientais, a reforma (preservação) de todo o complexo”.

E mais... – “Acho que a instalação da Fosfértil é a última oportunidade daquele local se tornar viável. Transformar aquela região em um parque ou em área protegida já seria o primeiro passo”.

Enfim – Há expressões de diversas pessoas sobre a questão na matéria De BH, Patos de Minas, São Paulo, Presidente Prudente, Santa Catarina, Pará e de outros lugares. Todos são uníssonos. É lamentável o desrespeito à natureza tão bela.

Oração – Na casa dos verdadeiros patrocinenses é colocada outra fotografia na parede do tempo. Ao vê-la a velha guarda chorará. De saudade. A jovem guarda, a nova geração, se surpreenderá. De verdade. Pois, a natureza foi benevolente. Deus concedente. A cidade displicente. Com tamanha riqueza. Fazer o quê? Orar é a solução.
Serra Negra Ontem

Serra Negra Hoje

PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES


1 – Palmas... – O futebol qualificado poderá ser praticado em Patrocínio novamente. Segundo a imprensa rangeliana, um grupo de idealistas, apoiado pela Prefeitura, tem como objetivo o campeonato mineiro. Primeiro, de juniores. Em nosso entendimento, deveria ser o CAP, a maior tradição esportiva do Município. Possível dívida com a desengonçada FMF o impediu. Futebol é tradição (Cruzeiro, Galo, Flamengo, URT, Mamoré, Patrocinense, Araxá e outros). Mas que venha o Patrocínio Esporte ou Patrocínio Futebol Clube. Aplaudimos também. E deixe o CAP nas competições amadoras. Por ora.

2 – Sonho – No JP, nas décadas de 80 e 90, justificamos e falamos muito da ligação asfáltica Serra do Salitre–Rio Paranaíba. Sempre achamos boa alternativa para BH. No Carnaval, a agência Minas na Internet, informou que o Governador em exercício, Professor Anastasia, garantiu o início das obras para o trecho de 60 km ainda nesse ano. Faz parte do Programa Links Faltantes/DER-MG. Boa notícia.

12 de Fevereiro de 2010

VIAGEM PATROCÍNIO-BH DUROU TRÊS DIAS

Novamente. Outro passeio pelo tempo. O veículo é a revista Presença, edição de março de 1993. Naquela época, cada exemplar custava Cr$ 50.000,00 (cinquenta mil cruzeiros). Que louca inflação! E mais, Romeu Queiroz deixava a presidência da Assembléia. Hélio Garcia era o governador de Minas. Marlenísio Ferreira lançava o seu livro Cisquim. CAP montava a equipe para o campeonato mineiro/93 (divisão de Cruzeiro e Galo). Patrocínio era prioridade para a reativação econômica mineira, segundo estudo do INDI e Cemig. Rádio Difusora apresentava o Show do Noite, com Luiz Antônio Costa e José Maria Campos. E a Coluna “De Volta ao Passado”, de nossa autoria, mostrava as priscas eras patrocinenses, reapresentada a seguir. Isso há 17 anos atrás.

1852 – Diamante – No distrito de Bagagem, pertencente a Patrocínio, é encontrado o mais famoso diamante do Brasil, denominado Estrela do Sul. No ano seguinte, é enviado para o Rio de Janeiro (Bagagem, que depois passava a ser chamada de Estrela do Sul, tornou-se município e cidade em 30 de maio de 1856).

Março de 1919: Ilustre – Dia 1º de março, morre Quintiliano Alves, um dos filhos de Francisco Alves de Souza, marco da inteligência patrocinense. Quintilano nasceu em 1852, no mesmo dia. Major da guarda nacional, em 1912. Criou a segunda Banda de Música patrocinense em 1898 (a primeira Banda foi fundada em 1860, por José Marçal Ribeiro).

1929: Escolas – No intuito de inibir a expansão da Igreja Presbiteriana na cidade, os padres holandeses do recém-criado Ginásio Dom Lustosa fundam o Colégio N. S. do Patrocínio, destinado às meninas, em 6 de janeiro. Logo em seguida, a escola é entregue às Irmãs do Imaculado Coração de Maria. E o Dom Lustosa inicia o seu terceiro ano letivo com 136 alunos matriculados, sendo 47 internos (residência na própria escola), 2 semi-internos e 87 externos.

Começo dos Anos 60: Futebol – A equipe do Flamengo (o maior celeiro de craques que Patrocínio já viu) está tão harmônica e jogando “por música”, sob o comando do lendário Véio do Didino, que Bougleux, júnior do Atlético Mineiro, tem que se contentar com a reserva no jogo com o Clube dos Cem, em Monte Carmelo. No segundo tempo, naquele distante domingo, ele entra e joga entre os titulares. Bougleux jogou ainda a Seleção Mineira, Santos e Vasco da Gama e autor do primeiro gol no Mineirão.

Março de 1965: Maior Viagem – A linha de ônibus ligando Patrocínio à Belo Horizonte só tem um horário por dia, pela manhã, em ônibus Ciferal do Expresso União. Na segunda-feira, após a semana santa, lotado com patrocinenses que vieram visitar a cidade no feriado, depois de passar em Rio Paranaíba e São Gotardo (ponto para o almoço) e enfrentar muita poeira (não havia a BR-262), o ônibus quebra próximo à cidade de Melo Viana (hoje, Serra da Saudade), por volta de 15 horas. Em Dores do Indaiá, via telefone arcaico, é solicitado um ônibus reserva, em Patrocínio, que chega na manhã do outro dia, terça-feira. Após a baldeação e mais algum tempo de viagem, o segundo ônibus pára também, com defeito mecânico, próximo à cidade de Luz.
O ônibus que saiu terça-feira de Patrocínio passa lotado pelo ônibus do horário de segunda-feira e não pode prestar socorro. Não havia outro ônibus reserva na garagem em Patrocínio. Já na manhã de quarta-feira, dois dias depois, sem dormir, sem banho, sem alimentação adequada, os históricos passageiros conseguem embarcar em um pequeno ônibus do Expresso Verde, da linha Luz-Belo Horizonte, chegando às 14 horas na capital.
Está terminada a viagem mais longa de ônibus, em todas as épocas, entre Patrocínio e Belo Horizonte. A mais inacreditável. Foram 53 horas na estrada! (Hoje, a viagem dura 5 horas).

1978 – Rodovia – Depois de justificar como argumentos técnicos e econômicos, a “Primeira Coluna”, do “Jornal de Patrocínio” em 24 de junho, conclui: “... é o momento de nossa liderança reinvindicar e clamar prioridade para a BR-462, trecho Perdizes-Patrocínio”. O engenheiro Olímpio Garcia Brandão atende à sugestão.

Abril de 1980: Inaugurações Inesquecíveis – Na comemoração dos 138 anos de emancipação política do Município, com as presenças do governador Francelino Pereira, vice-presidente da República Aureliano Chaves, diversos deputados e enorme público, são inaugurados o Palácio Brumado dos Pavões (sede da Prefeitura), o Palácio da Justiça Presidente Juscelino (Fórum), o novo prédio da Caixa Econômica Federal, a pavimentação de acesso à Minasilk e Sericitêxtil, a Escola Venina Amaral (Salitre), 150 casas populares do bairro Matinha I (e iniciadas mais 300 no Bairro Matinha II) e a pavimentação da rua Artur Botelho, acesso à Faculdade. A cidade está encantada com o progresso. Principalmente, o folclórico Pedro Alves do Nascimento no seu programa “Frente Patrocinense de Reportagem”, na Difusora. O prefeito é Afrânio Amaral.

Conclusão – Como documenta o transcrito acima, as décadas de 60, 70 e 80 não podem sair do pensamento de patrocinenses que pensam apenas no que é bom para Patrocínio.

29 de Janeiro de 2010

UM POUCO DE HISTÓRIA PATROCINENSE


Viagem. Pelo tempo. Vamos a Patrocínio de outrora. Nosso veículo é a edição de fevereiro de 1995 da Revista Presença. Época em que Joaquim Morato assumia a presidência da Câmara Municipal. A então VASP estudava colocar a cidade nas rotas aéreas. O vice-prefeito Ildeu Pinheiro abandonava a Prefeitura, discordando do prefeito. Silas tomava posse em Brasília e Romeu em BH. Luiz Oliveira passava da Rádio Capital (hoje, Rainha da Paz) para a Difusora. Sangue novo no CAP: presidente Malterson Silva e técnico José Ângelo. Betinho era o presidente da ACIP, de olho na prefeitura. E a coluna “De Volta ao Passado” (escrita por este escriba), de tanto sucesso, ia à era remota do Município. Como reproduzimos a seguir. Tudo isso, há 15 anos.

­ “1815 – Economia Patrocinense – Segundo o fazendeiro Damaso, as terras da região são propícias a todas as culturas. A produção é enviada a Paracatu (até então sede do Município), distante 250km. Apenas o algodão é exportado para o Rio de Janeiro, via Barbacena. O gado é a principal atividade, entretanto os marchantes vêm comprá-lo dos proprietários locais (inclusive carneiros).
­ 1819 – A Região – ‘A paróquia de Araxá (também pertencente a Paracatu) compreende duas sucursais, Patrocínio e São Pedro de Alcântara (Patos de Minas). Em 36 léguas de extensão não continha mais do que 4 mil pessoas. A maioria dos habitantes desta paróquia é de brancos, o que não surpreende, pois é vizinha da comarca de São João Del Rey, onde os brancos são mais numerosos do que as outras raças.’ É o que diz o botânico francês Auguste de Saint-Hilaire no seu livro “Viagem às Nascentes do Rio São Francisco”, página 224.
­ 1819 – Ainda Saint-Hilaire – A caravana de Saint-Hilaire segue de Araxá para o arraial de N. S. do Patrocínio, também chamado de Salitre. Um pouco à frente, o peão José Mariano vai a Patrocínio para procurar hospedagem. O vigário não pode recebe-lo, pois sua casa é muito pequena. Uma casa recém-construída é indicada a José Mariano, onde deixa as bagagens. Quando Hilaire chega, Mariano apavorado informa que a casa está cheia de bichos de pé. Por um instante todos têm os pés cobertos de insetos. Pela primeira vez, desde o Rio de Janeiro (a caravana partiu em 26 de janeiro de 1819), Saint-Hilaire e sua gente passam a noite ao relento. O cientista francês acha o povo de Araxá mais evoluído do que o de Patrocínio.
­ 1910 – Igreja Matriz – No largo da Matriz, a igreja com suas torres e três portas centrais reproduz o cenário de Vila Rica e Sabará. Segundo os historiadores, foi construída em 1823 (e destruída em 1935 para dar lugar à nova Matriz). À sua frente, existia um velho cruzeiro (destruído na década de 70).
­ Início da Década de 40: Primeiros Táxis – O primeiro ponto de carros de praça (táxis) está localizado na encascalhada Praça Honorato Borges, em frente ao Banco do Comércio e Indústria (o belo casarão é o mesmo ao lado do restaurante do Leitão, hoje). São seis automóveis, sendo um Chevrolet –1939 de João de Deus. Chevrolet –1938 de João Comprido. Ford–1938 de Emídio Santos–Patinho. Ford–1937 do Milton. StudeBaker–1932 do Fiínho Amaral. E Chevrolet–Ramona do Pedro. Os dois últimos carros com capota de pano e oito lugares cada. Os quatro primeiros tidos como carros fechados de luxo. Nessa época não há jardineiras, nem ônibus. Os carros levam cerca de 3 horas até Patos de Minas e 4 horas até Carmo do Paranaíba. Em 1943, surge o segundo ponto na Praça Santa Luzia, onde funciona o serviço de alto–falante (antecessor da Difusora), com o deslocamento dos choferes Fiínho e Pedro.
­ 1976 – PICUN – Dia 1º de Janeiro, morre em Almenara–MG. Embora nascido em Carmo do Paranaíba em 1920, Picun pertenceu à vida patrocinense. Nos áureos tempos do Ypiranga E. C., foi um vigoroso craque de sua defesa. Como seu irmão, alfaiate-modista Custódio Matias (criador da Corrida da Fogueira), também foi um bom alfaiate. Voz pausada, amante dos jogos de baralho, trabalhou ainda no Fórum e, na sua simplicidade, tornou-se servidor de confiança do então vice-presidente da República, José Maria de Alkmim, em Belo Horizonte, a partir de 1964. Conheceu de perto os bastidores da revolução militar de 1964 e as ‘tiradas’ do mais folclórico dos políticos brasileiros (Alkmim, deputado majoritário em Patrocínio nos anos dourados).”

PALAVRA FINAL EM QUATRO LANCES

1 – Registro – Agradecemos as palavras do secretário municipal Alcides Dornelas, por telefone. Segundo ele, leitor incondicional deste espaço.
2 – Expansão à Vista – Sempre defendemos que as empresas de ônibus de patrocinenses, espalhadas pelo Brasil, deveriam emplacar os veículos na Santa Terrinha. Questão de promoção/divulgação municipal. Questão de receita para a prefeitura. Questão até de geração de empregos para os conterrâneos. Sem nenhum ônus para os empresários. Embora, genuinamente patrocinense, o Expresso União tem feito isso. Entre suas linhas de destaque estão a BH-Brasília, BH-Vitória, Rio-Cachoeira do Itapemirim (terra do Roberto Carlos) e, agora em vias de concretização a Rio-S. Paulo. Segundo a Revista do Ônibus, a União já poderia estar ligando as duas maiores cidades do País, desde o começo do mês. Em substituição ao Expresso Brasileiro. Daí, parabéns à família patrocinense Constantino. Continue prestigiando à terra natal.

3 – Honra – O texto do e-mail do secretário municipal de Esportes e Lazer, Marcos Remis dos Santos, nos convidando para a inauguração do Programa Saúde na Praça, é diferenciado. Agradecemos.

4 – A Semana – Mudanças no secretariado de Aécio Neves. Marcus Pestana retorna à Assembléia Legislativa. Tempo restrito para este autor, inclusive para escrever. Mas, a Secretaria Estadual de Saúde está liberando mais R$ 200 mil para o Hospital do Câncer. Via convênio. É a SES mais uma vez beneficiando Patrocínio.

22 de Janeiro de 2010

SAUDADE NÃO TEM IDADE

Reprodução. Com permissão, transcrevemos o texto de José Elói Neto (Neto porque tivemos a felicidade de conhecer seu avô José Elói). A publicação se deu quarta-feira, às 18h, no jornal eletrônico Maisumonline.com.br. Por ser irreverente e informativo, o site é uma das grandes atrações do mundo virtual.

“O MAISUMONLINE encerrou na tarde desta quarta-feira (20) mais uma de suas enquetes virtuais. O tema da semana foi a história política do município. A pergunta era: “ Quem foi o autor da frase ‘patrocinense vota em patrocinense’, criada no início dos anos 80 e conclama o nosso povo da necessidade de se votar em candidatos nascidos em Patrocínio a deputado estadual e federal”.

Demonstrando estar sempre atento e antenado ao que aconteceu, acontece e ao que poderá acontecer no microcosmo rangeliano, o internauta escolheu a opção certa. O autor da antológica frase ‘patrocinense vota em patrocinense’ foi o atual colunista da Gazeta (na época titular da ‘Primeira Coluna no JP’) e blogueiro do POL, Eustáquio Amaral, que obteve 44%. Nossa enquete virtual somou 301 votos.

Conhecido e reconhecido como um defensor intransigente das causas de Patrocínio este patrocinense, membro da Academia Patrocinense de Letras, reside em BH há mais de 3 décadas, ocupando com destaque o cargo de superintendente de Planejamento e Finanças na Secretaria de Estado de Saúde, cujo titular é o deputado Marcus Pestana.
A frase foi criada num momento impar de nossa vida política, quando Romeu Queiroz e Paulo Pereira lançaram seus nomes à Assembléia Mineira. Para eliminar de uma vez por todas os candidatos “paraquedistas” que sempre aterrisavam em terras rangelianas em época de eleição, tirando daqui preciosos votos para depois não mais votarem, Amaral teve esse insight, registrado de imediato nas páginas do Jornal de Patrocínio. Pereira e Queiroz foram eleitos! E a frase virou chavão, um mote na cidade principalmente às vésperas de eleições majoritárias.

O tempo passou (passou o tempo), mas a realidade política patrocinense pouco ou nada mudou. Vira e mexe (ou mexe e vira), no período que antecede as eleições, recebemos aqui dezenas de candidatos de outras plagas, a grande maioria deles sem nenhum lastro ou compromisso com a cidade, mas com algum grupo e/ou liderança política.
Patrocínio tem hoje dois candidatos natos, concorrendo aos cargos de deputado federal e estadual, respectivamente Silas Brasileiro e Deiró Marra, ambos desenvolvendo um grande trabalho político.

Oxalá, Eustáquio Amaral, o Menestrel Rangeliano, possa reavivar, agora nas páginas da Gazeta, sua antológica frase, transformando-a mais uma vez no farol que guiará os eleitores de nossa santa terrinha, conduzindo-os no rumo de uma autêntica representatividade patrocinense na Câmara Federal e na Assembléia Mineira.” Texto do jornalista José Elói.

PALAVRA FINAL EM OITO LANCES

1 – O Bairrismo Chora – A imprensa local divulga que a COOPA, a Cooperativa Agropecuária de Patrocínio, avalisou à CEMIL construir a fábrica de leite condensado. Como a COOPA é uma das quatro cooperativas que formam a CEMIL de Patos de Minas, a expansão dessa favorecerá os produtores de leite patrocinenses. Que terão o (seu) leite consumido. Mas... mas... a geração de empregos e os impostos arrecadados não estão – nem estarão – em Patrocínio. Por ser a segunda maior produção de leite de Minas, o sonho de Pedro Alves do Nascimento, Sebastião Elói e deste escriba não era assim. Não seria isso. Patrocínio mereceu sempre ter a sua indústria laticínia. O resto tem pouca explicação.

2 – Referência: Diárias – As despesas com viagem estão na ordem do dia na cidade, tratando-se da Prefeitura e Câmara Municipal. Apenas para colaborar no esclarecimento, informamos a Tabela de Diárias do Governo de Minas. Qualquer secretário de Estado recebe R$ 337,50 se for a Brasília. É o teto. Se viajar a S. Paulo, Rio ou outra capital é R$ 270,00 para hospedar e alimentar. Quando viajar ao interior (Uberlândia, Patrocínio ou Lambari, por exemplo) recebe somente R$ 140,00. Se é funcionário, o teto é mais baixo ainda. É R$80,00 para alimentar e hospedar. E o melhor. Dá e sobra. Ninguém reclama.

3 – Dois Patrocinenses em BH – Crônica da editora Leida Reis recorda Esmeril. Lúcio Barbosa volta aos tempos das pitangas, mama-cadela, gabirobas, flores de gravatá e mangabas nas serras do Boqueirão. É a Patrocínio Ecológica no jornal Hoje em Dia (BH).

4 – ICMS – Betim, Belo Horizonte, Contagem, Ipatinga, Juiz de Fora e Uberlândia são os municípios de maiores VAF’s do Estado. Na região Triângulo-Noroeste são Uberlândia, Uberaba, Araxá, Araguari, Iturama, Paracatu, Unaí, Patrocínio, Ituiutaba e Patos de Minas. Nessas relações apenas Paracatu poderia ser considerada município onde predomina a mineração. Interessante. Interessante mesmo!

5 – Receita – Em 2009, até dezembro, Patrocínio recebeu R$18.114.661,00 de ICMS e R$ 281.239,00 de IPI/Exportação. Patos recebeu um pouco mais. Todavia, como já antecipamos, em 2010, Patrocínio receberá ICMS superior a Patos de Minas. A situação se inverterá ligeiramente.

6 – Recordar é Viver – Paulo Roberto é o técnico do Ituiutaba (forte equipe) no campeonato mineiro/2010. Na terça-feira, em entrevista à Rádio Itatiaia, apresentou sua trajetória em Minas. Destacou sua passagem pelo Patrocinense (CAP). Bons tempos em que o grande futebol era praticado na cidade.

7 – Atenção Máxima – Já acabou com a dengue hoje? Mantenha a limpeza de seu lote. De sua casa. Isso é o remédio.

8 – Que Calor, hein!? – Como fazem falta árvores nas ruas e avenidas da cidade. Parece que a natureza por aqui não tem vez.

15 de Janeiro de 2010

SONHO DE VERÃO


Reflexão. Sobre o cenário político de Patrocínio. É mais uma dentre algumas que desfilam pela cidade. Na verdade, ela sustenta a mudança do modelo de exercer a política. E não necessariamente de pessoas.

Visão Principal – Seja para deputado neste ano, seja para futuro prefeito, o respeito ao dinheiro público é o primeiro mandamento da lei de Deus e dos homens. Pouco adianta discutir se é fulano ou beltrano o melhor. O melhor é, sempre será, aquele que fizer ou trazer benefício para Patrocínio. Sem levar vantagem. Aquele que amar Patrocínio sobre todas as coisas terrestres, principalmente as coisas pessoais.

Mais Visão – Esse ou aquele político pode (até) não ser a melhor solução. Mas se é probo, seus pecados poderão ser perdoados. Ao contrário dos que causam danos ao Erário. Esses são imperdoáveis, pois prejudicam ou poderão prejudicar à população inteira. São nefastos.

Clareza é Indispensável – Em política, não se pode ser contra ou a favor do ciclano. O bom cidadão, o sábio eleitor, tem que ser contra ou a favor de métodos ou de modelos que um ou outro adota para administrar ou fazer política. O Município (e o País também) merece transparência, ética e bom uso da máquina pública. Bom uso em nome de todas as pessoas que habitam essa terra. “Bom uso” expressado de forma direta é “gestão com honestidade”. Pois dinheiro público é sagrado. Vêm de impostos e taxas que cada cidadão paga.

Afinal – Sonhar é preciso. Sonhar com homens públicos públicos. Homens que apenas pensam no coletivo (em todos). Homens que mereçam ouvir pelas ruas da cidade: Nesse! Nesse! Eu confio!

E Mais... – Não apenas o político, mas também o administrador público (por exemplo: presidente da Cemig, diretor de um hospital ou escola, etc.) precisa de saudável espírito público. O que é de todos tem que ser respeitado. E até louvado.


PALAVRA FINAL EM SEIS LANCES


1 – ICMS Cultural – Termina hoje o prazo para as prefeituras enviarem ao IEPHA/MG a documentação para análise e pontuação. O repasse de recursos de ICMS Cultural é calculado considerando a criação de lei municipal de patrimônio cultural, existência do conselho municipal, programas de educação patrimonial, inventário de proteção ao acervo cultural e tombamento de bens culturais. Por ser a 4ª cidade mais antiga do Triângulo-Noroeste, Patrocínio precisa preservar a sua história. Tomara que as lideranças culturais do Município estejam se interagindo com o IEPHA, de maneira eficaz. Já é hora.

2 – Destaque – A jornalista patrocinense Leida Reis é editora do Caderno Minas do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte, às segundas-feiras, escreve belas crônicas. Nessa semana, sob o título “Lembrando, Recordando, Memorizando”, ela volta ao seu tempo de criança numa fazenda em Esmeril. O verde da mata, a chuva, a pamonha, a gabiroba, as amoras, as pescarias de lambari e as viagens a Água Suja fazem parte de seu passeio pelo tempo. Próximo mês, ela lançará um livro.

3 – Quanta Honra! – O muito lido Maisumonline está fazendo enquete histórica. O diretor José Elói Neto colocou o nome deste escriba no meio dos deuses da comunicação patrocinense. Somente de estar entre Sebastião Elói, Pedro Alves do Nascimento, Joaquim Assis e Joaquim Machado é muito prazeroso. Todos quatro amigos de sempre.
4 – Saúde – A dengue está aí. A prevenção é tudo. O cuidado de cada pessoa, de cada cidadão (com a limpeza), é mais importante que a ação da Secretaria de Saúde, de qualquer lugar.

5 – Registro – Em janeiro de 1984 faleceu em Araguari, Dom Almir Marques Ferreira, até então bispo de Uberlândia. Portanto, há 26 anos. D. Almir é o primeiro bispo patrocinense. Na década de 20, foi “coroinha” do emblemático Monsenhor Joaquim Tiago.

6 – UAI!? – Recursos para Patrocínio somente nos anos de eleição! Que nos outros três anos continuem chegando do mesmo jeito.

08 de Janeiro de 2010

AVE! CIDADE DE PATROCÍNIO, ANO 136


Aniversário. Da Santa Terrinha. Da (nossa) terra. Dia 12 de janeiro (terça-feira), Patrocínio comemora 136 anos como cidade (em abril, comemorará 168 como município). Mesmo sendo uma data cívica e municipal muito importante, apenas o ícone da imprensa rangeliana, Sebastião Elói, e este teimoso escriba têm prestado homenagem à história patrocinense. A seguir, um pouco do que escrevemos no Jornal de Patrocínio e Revista Presença, desde 1978.

Antecedentes – A cidade foi instalada 32 anos depois da emancipação municipal de 7 de abril de 1842. E 206 anos após o primeiro homem civilizado pisar esse chão. Que foi o bandeirante Lourenço Castanho Taques, a caminho de Paracatu, em 1668.

Município – Ao emancipar-se de Araxá, pela Lei Provincial nº 171, de 23/março/1840, foi criada (também) a Vila de N. S. do Patrocínio. À época, havia 357 casas. O primeiro presidente da Câmara Municipal e agente executivo (prefeito), foi o capitão Francisco Martins Mundim. Segundo alguns historiadores, a prefeitura e a residência do mandatário localizavam-se no casarão do Largo da Matriz, atual Casa da Cultura.

Conturbação (I) – De 1842 a 1874, diversas ocorrências na Vila tornaram-se históricas. Em 1852, no distrito patrocinense de Bagagem (hoje, Estrela do Sul), foi encontrado o maior diamante do Brasil naquele tempo e um dos maiores até agora. Por causa do tráfego de pedras preciosas, havia muitos bandidos nas estradas (caminhos) da região. Entretanto, surgiram corajososos voluntários de Patrocínio que venceram (eliminaram) o principal bando, em 1853. De outro lado, a lendária Dona Beja tem a ver com Patrocínio. Nesse período, ela residia em Bagagem (pertencia a Patrocínio) e suas viagens tinham a rota Araxá–Patrocíno–Bagagem. Em 1858, Estrela do Sul emancipou-se de Patrocínio, levando consigo Araguari e Monte Carmelo.

Conturbação (II) – Pela Lei 1291, de 30 de outubro de 1866, surgiu o município de Patos, também desmembrado de Patrocínio. A família Maciel teve decisiva participação na emancipação. Antes, porém, aconteceram diversas sedições (movimentos bélicos, batalhas), chamadas também de “fogos”. Há versões históricas de que a Vila de N. S. do Patrocínio foi invadida pelos patenses em busca da liberdade. De certo, segundo Tião Elói, teve o “Fogo do Mundim” em 1855. Por volta de 1865, houve trinta horas de ferrenho combate. Quando 60 patrocinenses resistiram heroicamente a invasão de 140 pessoas armadas, sob o comando de dois juízes. O Largo do Rosário (hoje, Praça Honorato Borges) foi o palco principal do tiroteio.

O Epílogo – Passados as três décadas de lutas, em 13 de novembro de 1873, foi criada a cidade de Patrocínio, pela Lei Provincial nº 1995. Oficialmente, instalada em 12 de janeiro de 1874.

Primeiros Passos da Cidade – Padre Modesto Marques Ferreira era o vigário da Paróquia N. S. do Patrocínio. Bernardo Bueno da Silva, político patrocinense de prestígio na capital mineira (Ouro Preto), tornava-se o primeiro agente executivo da nova cidade, além de vereador. Antônio Oliveira Pinto Dias era o juiz municipal.

Já É Tempo – O Dia da Cidade deveria ter uma agenda cívica simples. Pelo menos. Alvorada com a Banda de Música Abel Ferreira desfilando pelas principais vias e encantando a população. Hasteamento das bandeiras do Brasil, Minas Gerais e Patrocínio. Foguetes. E muito amor à terra natal. Passar 12 de janeiro em branco e no silêncio é falta de cidadania. E de cultura também. Portanto, mãos-à-obra. Patrocinenses que gostam de Patrocínio.

PALAVRA FINAL EM TRÊS LANCES


1 – Rádio – Na segunda-feira, dia 11, o repórter José Antônio nos convidou para falar sobre 1,5 milhão de reais que estão chegando para área da saúde. Centro Hiperdia, Consórcio Intermunicipal, ônibus para transporte de pacientes, Hospital do Câncer e Hemodiálise serão os destaques. Agradecemos à Difusora e à equipe do Programa Radiocomunidade pela oportunidade. Horário: 12 horas.

2 – Registro – Tocou-nos o recebimento de cartões, telefonemas e e-mails de boas festas. Amizade vale a pena. O que fazemos vale a pena: Tudo é gratificante.

3 – Honra – O governador Aécio Neves é o melhor do Brasil, segundo o Datafolha (Folha de S. Paulo) na véspera do Natal. É prazeroso, para nós, pertencermos a uma administração desse nível.

01 de Janeiro de 2010

MAIS R$ 1,5 MILHÃO NAS MÃOS DE PATROCÍNIO, E IMPORTÂNCIA REGIONAL

Saúde. Outra vez, despontam novos recursos do Governo Estadual. Agora, destinam-se à criação do Centro Hiperdia, o centro para tratamento da hipertensão e do diabetes. E para outras benesses que pouca gente comenta.

Aprovado! – Já estão garantidos R$ 359.804,00 para o Hiperdia. Não é conversa de político em campanha. É palavra de uma administração pública séria que fez o Centro Viva Vida. Aliás, o Centro Hiperdia será regional. E funcionará integrado ao CVV D. Lica.

O Que é – É uma unidade de atenção secundária à saúde voltada aos portadores de hipertensão arterial (pressão alta) e ou aos portadores de diabetes insulino-dependentes. O objetivo é reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares e diabetes mellitus em Minas.

O Município é Destaque – Pela Resolução nº 2133, de 9/12/2009, da SES, a (nossa) cidade é uma das (apenas) oito beneficiadas no Estado com a instalação do Hiperdia. E será a segunda que receberá mais recursos (a primeira é Santa Luzia). Os R$ 360 mil, a serem liberados nos próximos dias, serão aplicados pela Prefeitura Municipal na aquisição de diversos equipamentos. Tais como eletrocardiógrafo, caixa de instrumental cirúrgico e holter.

Além Disso: UBS – O Hiperdia chegará no primeiro semestre. Mas dia 28 de dezembro o prefeito municipal inaugurou duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), o conceito moderno de centro de saúde. Lucas Siqueira afirmou-nos que os imóveis estavam prestes a serem depredados, por isso a celeridade para inaugurá-las. Afinal, os recursos para o Centro de Saúde S. Vicente (próximo ao Asilo) e o do Bairro Enéas Aguiar foram destinados totalmente pela Secretaria Estadual da Saúde/SES, sem mediação de ninguém. Fazem parte das políticas públicas empreendidas pela SES, independente de quem esteja administrando a cidade. A propósito, outra UBS será construída no Bairro Constantino. Para tanto, R$ 345 mil estão a caminho dos cofres municipais. Garantidos (empenhados) como de costume.

Além Disso: Hospital do Câncer – Nessa semana o ideal do médico Ocacyr Siqueira, receberá R$ 170 mil da SES. O convênio está assinado, desde a última semana. Em 2010, provavelmente mais recursos para esse grande empreendimento regional.

Novos Benefícios por Acontecer – O Consórcio Intermunicipal da Saúde – CIS Paranaíba, com sede em Patrocínio, tem oito ônibus zero (novos). Receberá o nono, em breve (está encomendado à fábrica). Os nove ônibus servirão às cidades que pertencem ao Consórcio.

E Tem Mais... – O CIS-Paranaíba acaba de receber R$ 250 mil. Este recurso propiciará a construção da sede do Consórcio na Av. Aécio Neves, próximo ao Centro Regional Viva Vida. Assim, aquela região se tornará referência regional em saúde. A polarização regional sempre foi uma reivindicação patrocinense. Justa por sinal.

E Não Para Por Aí... – Outros presentes de Natal virão. Como por exemplo, convênio para o CVV D. Lica, visando compra de equipamentos adicionais.

Pra Jamais Ser Esquecido – O Centro Viva Vida é mantido monetariamente pela SES e administrado pela Prefeitura. A escolha de Patrocínio para sediá-lo deveu-se exclusivamente ao tirocínio, técnica e planejamento regional do Secretário Marcus Pestana. A construção foi realizada por uma construtora licitada, e paga pelo DEOP. E quem contratou o DEOP, liberando o recurso, foi a SES. Sem nenhuma interferência. É política pública do Governo Estadual.

Por Fim – Será que algum patrocinense passou um telegrama (ou e-mail) de agradecimento a Marcus Pestana e Aécio Neves? Ou, pelo menos, um cartão de Boas Festas?

25 de Dezembro de 2009

UM POUCO MAIS DE HISTÓRIA...

1990. Em dezembro, circulava a edição nº 35 da Revista Presença. Nela este escriba lançava a coluna “De Volta ao Passado”, que permaneceu até o final. A seguir, a reprodução do lançamento, há dezenove anos atrás.

Apresentação – “Esta coluna, esta crônica, será um canto da saudade. As lembranças, aqueles fatos que o tempo não consegue apagá-los, deverão ser registrados em tópicos. Por ter afinidade com o ontem, sempre vou a ele. Há alguns anos, escrevi a série Reminiscências de uma Geração (14 capítulos) no Jornal de Patrocínio, com sucesso. Agora De Volta ao Passado, adotando estilo diferente, para leitura mais rápida, continuo com essa gostosa odisséia pela época que não volta mais. Porém, que deixou suas sementes.”

Rodoviária – “Antes da Estação Rodoviária ser construída pelo prefeito Amir Amaral ( o melhor prefeito de Patrocínio), em frente ao PTC, por volta de 1952, o então Bar Trianon, no Hotel Santa Luzia, funcionava como ponto das “jardineiras”. Uberaba, Patos de Minas e Monte Carmelo – eram as principais linhas de ônibus.”

Ecologia – “Não faz muito tempo a cidade tinha no seu perímetro urbano, uma reserva florestal com nascentes, animais silvestres e árvores nativas, entre as quais, espécies raras. Era o chamado Matão, localizado nas proximidades do (então) Enxó e Minasilk.”

Futebol – “Os dois maiores atletas que defenderam as cores de Patrocínio foram Múcio e Bougleux. O craque Múcio, filho do saudoso Augusto Caetano, antigo morador da região do Dom Lustosa, nos anos 50, vestiu as camisas do Atlético Mineiro (pentacampeão), Seleção Mineira, Palmeiras e Santa Cruz de Recife. Em Patrocínio, pertenceu aos legendários Ipiranga e Flamengo. Já Bougleux, meio campo do Atlético, Seleção Mineira, Vasco da Gama e Santos, foi autor do primeiro gol do Mineirão no inesquecível Minas Gerais 1, River Plate 0, em 05 de setembro de 1965. Em Patrocínio, jogou no Flamengo, do Véio do Didino.”

Rádio – “Até meados dos anos 60, a Rádio Difusora apresentava nas manhãs de domingo programas de auditório (na sua sede no edifício Rosário, 2º andar, a emissora possuía um pequeno auditório). No comando dos programas passaram Antônio Augusto, Humberto Novais, Auxiliadora Guarda, Sérgio Aníbal, Oliveira Júnior e Petrônio de Ávila.”

Política – “A UDN e o PSD eram as grandes correntes políticas até a Revolução Militar de 1964. No município, as famílias Borges, Paiva e Aguiar – formavam o núcleo da UDN e as famílias Alves, Queiroz e Amaral o núcleo do PSD. Bons tempos em que se fazia política por paixão e ideal.”

Cinema – “O filme Manto Sagrado com Victor Mature, inaugurou o “cinemascope” no Cine-Teatro Rosário (praça Honorato Borges). Quatro dias de sucesso, muitos namorados (que hoje são avós) na platéia e o Branco – depois pastor Gaspar Albano – puxando as cortinas para o início do espetáculo cinematográfico. Isso há quarenta anos...”(década de 40/50).


PALAVRA FINAL EM CINCO LANCES


1 – Muito Importante – Mineração tem um custo social e ambiental elevado. A respeito, o subsecretário de Desenvolvimento Minerometalúrgico da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico disse, na semana passada: “continuamos achando que o município e o Estado têm que ser os maiores beneficiários da arrecadação da compensação financeira pela exploração de recursos minerais”. Portanto, Patrocínio tem que receber o que merece pela exploração mineral.

2 – Destaque – A boa revista Encontro (BH) acaba de indicar os grandes mineiros de 2009. Aécio Neves, Alexandre Kalil (Galo), cantores Victor e Leo, Ricardo Eletro, Dom Valmor de Azevedo e Marcus Pestana (secretário de saúde).

3 – Carta (I) – Sobre o projeto-sonho do trem turístico, ligando Patrocínio a Monte Carmelo, escreve Rondes Machado, o patrocinense-carioca. “Eustáquio, esta é uma idéia que me entusiasma. É difícil. Foi possível em inúmeras cidades. Poderá ser possível em Patrocínio. O trem de carga poderá ser desviado para o contorno da cidade. Mas os trilhos deveriam ficar para o trem turístico. E para o trem de passageiros que um dia voltará. O meio ambiente exigirá isso.”

4 – Carta (II) – Ainda Rondes, em outra missiva. “Admiro-o especialmente pelo seu idealismo na defesa dos interesses da nossa Patrocínio, que você faz com competência, franqueza e destemor, apesar de alguns políticos. E ainda temos em comum o gosto pelo grande futebol. Como o Flamengo (do Véio do Didino), uma lenda regional, e o CAP.”

5 – Feliz Natal! – É o que desejamos aos inesquecíveis conterrâneos, por meio da jovem Elenir de Oliveira (editora desta coluna) e João Borges Alves (amigo desde à nossa infância).

18 de Dezembro de 2009

MANIFESTAÇÃO DE UM DEPUTADO PATROCINENSE (II)

Conclusão. Carta de Silas Brasileiro. Edição anterior ele destacou o VAF. Nesta dá vez à Saúde e ao CAP.

A Bondade – “Outra vertente de grande admiração é o trabalho que o amigo, colega de estudos, você Eustáquio, tem desenvolvido à frente da Secretaria Estadual de Saúde no cargo de Superintendente de Planejamento e Finanças, que de forma austera e proba, vem primando pela utilização responsável da aplicação dos recursos públicos, administrando um setor de tamanha importância dentro de uma Secretaria de fundamental relevância social para Minas Gerais, ao lado do competente e extraordinário Secretário Marcus Pestana.”

A Emoção – “A frente desta Secretaria Estadual, tem conseguido incluir Patrocínio em vários e importantes programas da Saúde no Estado, dentre eles orgulho-me do trabalho pela conquista do Centro Viva Vida, que homenageia o nome de minha mãe (D. Lica), me proporcionando um dos momentos mais emocionantes em toda convivência familiar.”

A Visão Exemplar – “Temos na memória outras experiências sempre mencionadas em seus artigos. Citamos o exemplo do Clube Atlético Patrocinense, que chegou ao auge no ano de 1992 quando éramos Prefeito de Patrocínio, entusiasmado com a equipe que jogou contra Cruzeiro e Atlético em partidas memoráveis na Primeira Divisão do Campeonato Mineiro. Seus argumentos sensatos, em especial publicados no último dia 06, serviram para que nós investíssemos no esporte profissional gerando assim mídia espontânea, já que o nome de Patrocínio figurava semanalmente na Loteria Esportiva, nos gols do Fantástico, da Rede Globo, tornando o município uma referência esportiva.”

A Obra – “Tudo isso contribuiu para que trabalhássemos na construção do Estádio Pedro Alves do Nascimento que deu ao torcedor patrocinense todo conforto necessário para o acompanhamento da equipe nos torneios que disputou. Com a construção do Estádio findaram as reclamações dos esportistas, cronistas esportivos, moradores vizinhos do Estádio Júlio Aguiar, que já não comportava o grande número de torcedores que se dirigiam ao centro da cidade para acompanhar os memoráveis jogos do CAP.”

A Vontade – “Compactuamos com a sua visão de que o CAP não pode morrer. São 55 anos de uma história vasta e rica, que deve ser preservada e resgatada para que o Clube volte a disputar o torneio estadual. Sonhamos com o dia em que veremos o Estádio Pedro Alves do Nascimento explodindo de alegria como acontecia no passado. Acreditamos que o CAP só mantém a esperança do renascimento porque alguns idealistas como você não deixam a história se esvair.”

A Fidalguia – “Face à experiência adquirida no Executivo, o nobre opidano tem a maestria na condução da opinião pública por ser conhecedor de causa e ter vivenciado diversas administrações públicas, posto que desde muito jovem esteve presente e envolvido com os pleitos de interesse comum de todos os patrocinenses.”

O Juízo – “Conclusivamente, parabenizo-o pelos artigos publicados e pela iniciativa de alcançar a conscientização e o crescimento intelectual de toda comunidade que anseia por informações fidedignas, sérias e verossímeis. Porque somente bem instruídos e conhecedores dos seus direitos e deveres uma população poderá fazer valer seus interesses e efetivamente alcançar e exercer a verdadeira cidadania. Fraternalmente, Silas Brasileiro.”


PALAVRA FINAL EM QUATRO LANCES


1 – Patrocínio Pede – A Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico, o Ministério Público Federal e o IPHAN firmaram termo de compromisso com diversos municípios mineiros para a proteção e a preservação dos bens ferroviários. As prefeituras terão prazo de dois anos para dar uma destinação sociocultural às estações (a notícia completa está no Estado de Minas de 13/12/2009). Patrocínio sendo uma das cidades mais antigas de Minas e sua estação também bem que poderia estar nesse projeto!!

2 – Pra Conferir – Você já viu o novo www.patrocinioonline.com.br? É moderno e informativo.

3 – Preciosidade Histórica – Todos os historiadores afirmam que Patrocínio foi desmembrado do município de Araxá, quando de sua instalação em 1842. Certo. Entretanto, como Araxá foi instalado em 07/01/1833, Patrocínio pertenceu à terra de D. Beja apenas nove anos. Antes, pertenceu a Paracatu por 33 anos (1799-1833) e por 27 anos a Pitangui (1772-1799). Isso considerando que a fundação de Patrocínio se deu em 1772, com a criação da Fazenda Brumado dos Pavões, pelo capitão Inácio de Oliveira Campos.

4 – Alta Temperatura – Com o calor quase insuportável na cidade, alguém pensou no plantio de árvores? Principalmente, nas ruas. É o único remédio.

11 de Dezembro de 2009

MANIFESTAÇÃO DE UM DEPUTADO PATROCINENSE (I)

Cartas. Sempre envaidecem o cronista. Principalmente este que só almeja ver a cidade feliz, saudável, proba e em paz. Nada além. De Brasília, Silas Brasileiro nos escreve uma, no seu elegante estilo. Dividimo-la em duas partes. A primeira nesta edição. A segunda na próxima.

O Começo – “Prezado amigo Eustáquio,

Ao cumprimentá-lo cordialmente, venho manifestar e registrar a satisfação e o orgulho de tê-lo como amigo e conterrâneo, que ao longo de sua estada na capital do Estado, tem exercido relevantes cargos.
No entanto, gostaria de enfocar nesta oportunidade, a sua atuação na Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais e em especial como formador de opinião, exercendo sua profissão de forma tão brilhante que consegue alcançar horizontes e contribuir ao esclarecer, debater e provocar diversos assuntos de interesse social e regional, em especial trazendo posicionamentos imparciais e corretos sobre situações cotidianas para todos os leitores patrocinenses, ao acostar seus pensamentos na Primeira Coluna do Jornal Gazeta de Patrocínio.”

O VAF – “Venho agradecer a menção feita à minha pessoa, em sua Coluna publicada no dia 23 de outubro, cujo título era: “Patrocínio ultrapassa Patos e Ituiutaba mas é superado por Iturama e Unaí”, em que de forma bem clara e pontual, expôs a importância da gestão VAF (Valor Adicionado Fiscal) para o Município, visto que através da definição do seu índice é que corresponderá o valor de repasse do ICMS para Patrocínio. Assim, quanto maior o índice, maior serão os recursos para o Tesouro do município.”

O Reconhecimento – “Verifica-se a preocupação do respeitado conterrâneo em alertar as autoridades sobre a necessidade de gerir o VAF, tendo em vista que a Prefeitura de Patrocínio depende do IPTU e fundamentalmente do ICMS e do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que é menor do que o ICMS.”

A Gratidão – “Agradecido ainda, fiquei com a referência feita no mesmo veículo de comunicação na publicação do dia 06 de novembro, em que mais uma vez expressou seu respeito ao trabalho que tenho desenvolvido em prol dos interesses da nossa terra natal, destacando a discrição, a fidelidade partidária conduzida ao longo de todos estes anos de exercício político, titularizando-me, ainda, como um “líder rangeliano”, o que pode ser somente fruto de sua generosidade.
O papel desempenhado pelo amigo, além de ser de grande relevância profissional, servindo de exemplo para a área jornalística, é a mais expressiva contribuição democrática e de cidadania, que se consubstancia através das suas manifestações feitas na Primeira Coluna.”

A conclusão de Silas será na semana que vem.

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PALAVRA FINAL EM CINCO LANCES


1 – Registro – Dia 16 de dezembro, 20 horas, quarta-feira, a Medalha Sebastião Ferreira do Amaral – Véio Didino será entregue aos melhores do futebol amador patrocinense. Seja da Primeira, Segunda ou Terceira Divisão. Promoção da Câmara Municipal. Como pertencente à família do homenageado, agradecemos, sensibilizado, o convite do presidente Humberto Donizete Ferreira.

2 – O Que É – A medalha é uma criação do ex-vereador Deley Despachante, aprovada pelos vereadores da época. O objetivo é valorizar o futebol de Patrocínio de agora com o nome daquele que mais o valorizou, Véio do Didino, no passado (anos 40, 50 e 60).

3 – Moralidade É Dever – A corrupção no governo do Distrito Federal é mais uma razão, dentre inúmeras, para o nosso propósito intransigente de quase trinta anos. Dinheiro público é sagrado. Tem que ser respeitado. Bem aplicado para o cidadão. Quem lida com o que é de todos (público) tem que ser ético. Tem que ter mãos limpas. Em qualquer lugar do País. Brasil Honesto é indispensável.

4 – Farmácia Popular – Quatro caixas de Enalabal por R$ 3,60 numa drogaria em BH. Noutra por R$ 15,56. Quem escreve sobre esses desvios no preço é o patrocinense Lúcio Lemos no jornal “Hoje em Dia”, edição de 03/12/09.

5 – Acredite Se Quiser – Há dezessete anos ... 1992. No dia 19 de dezembro, Clube Atlético Patrocinense 8 (oito), Araxá 0 (zero). Antes, em fevereiro, CAP 7 (sete), Uberaba 2 (dois). Bons tempos... que um dia voltará. Sonho de um sonhador.

04 de Dezembro de 2009

VIDA SAUDÁVEL, UMA INCESSANTE LUTA

Saúde. No meio de reclamações, surgem notícias positivas. Se reclamam, há necessidade de melhorias. Melhorar mais. Pois saúde é prioridade. Para tanto, o Governo do Estado tem buscado soluções. Patrocínio é cidade-pólo de uma microrregião. Daí, os recursos têm chegado. Como em exemplos, a seguir.

Hospital do Câncer – O ideal do médico Ocacyr Siqueira parece próximo de se tornar realidade. Na semana passada foi inaugurado o Centro Oncológico AZ do Noroeste, situado em Patos de Minas. Essa referência do Hospital São Lucas, deverá ser o parceiro de Patrocínio. A gestão é do Instituto Oncológico de Juiz de Fora, dirigido pelo médico Olamir Rossini Júnior, expressivo especialista da Sociedade Brasileira de Cancerologia. Ele já esteve em nossa cidade, por algumas vezes, viabilizando a parceria. E voltará em breve. Pelo acordado, o Centro Oncológico AZ, o credenciado pelo Ministério da Saúde, se responsabilizará pela radioterapia. E contratará o Hospital do Câncer de Patrocínio para o tratamento, via quimioterapia, nesse desejável entendimento.

A Ajuda da SES – Nos próximos dias será assinado convênio de R$ 170 mil entre o Centro de Referência em Diagnóstico e Tratamento Oncológico Ocacyr Siqueira e a Secretaria Estadual de Saúde–SES, visando o custeio hospitalar. Secretário Marcus Pestana é o mentor desse benefício pelo Estado.

Saúde na Região – O Consórcio Intermunicipal de Saúde–CIS/Paranaíba agora está no rumo certo. Sediado em Patrocínio e presidido pelo prefeito Lucas Siqueira, a construção de sua sede é um dos próximos passos concretos. O terreno será doado pelo Município e R$ 260 mil (da SES) já está em caixa para a obra.

Planejamento do SETS Regional – Na quinta-feira, dia 26 de novembro, a gerente do Sistema Estadual de Transporte em Saúde (SETS), Marta Lima esteve na Prefeitura. Juntamente com diversos prefeitos, e o secretário-executivo Marcos Arantes, definiram a logística de transporte de pacientes (horários, rotas, destinos). Os oito modernos micro-ônibus começam a circular entre as cidades consorciadas e os grandes centros nos próximos dias. Consórcio é a grande alternativa para a saúde. Não há melhor caminho.

Pronto Socorro – Pelo que informa a imprensa, há falhas no atendimento. O prefeito Lucas Siqueira alega falta de gerenciamento (e como falta no setor saúde!). Para colaborar, na equação do problema, a SES criou o Programa de Urgência e Emergência–PROURGE. Conforme Resolução nº 2121, publicada dia 28/11/2009, Patrocínio receberá R$ 37.500,00 todo mês da Secretaria Estadual de Saúde/SES. Portanto, até dezembro de 2010, o Pronto Socorro receberá da SES R$ 487.500,00.

Centro de Saúde – Patrocínio foi contemplada com o montante de R$345.000,00 destinado à construção de uma UBS, tipo 2 (Unidade Básica de Saúde) e aquisição de equipamentos, no bairro Constantino. Isso devido ao município ter 15 equipes do PSF (Programa da Saúde da Família). Parte do recurso (R$ 115 mil) está em Patrocínio. A outra parte (R$ 230 mil) chegará em janeiro/2010, infalivelmente.

E Por Falar em UBS... – A reconstrução da UBS S. Vicente (próximo ao Asilo), entregue à população, e a construção da UBS no Bairro Enéas Aguiar foram custeadas por recursos do Governo Estadual/SES. São ações acima de questões políticas. São políticas públicas de Saúde.

PROHOSP – O Programa de Fortalecimento dos Hospitais (de cidades-pólo) viabilizou a Santa Casa. Até dezembro de 2010 a grande instituição filantrópica de Patrocínio poderá contar com esses significativos recursos. Mais de R$ 700 mil. Pois estão no Orçamento Estadual para o próximo ano. Além do PROHOSP, o serviço de hemodiálise está com os recursos assegurados e a construção da UTI-Neonatal encontra-se na agenda governamental.

Jure et Facto – Há muito por fazer pela saúde pública. Mas o que esse governo estadual e o secretário Marcus Pestana fizeram ninguém fez. Mais de R$ 20 milhões colocados em Patrocínio, efetivamente. Embora, embora o agradecimento patrocinense ainda não apareceu. Mesmo assim, a cidade receberá mais benefícios.


PALAVRA FINAL EM CINCO LANCES


1 – Muito Cuidado – Segundo trabalho científico da Faculdade de Ciências Médicas, de Belo Horizonte, dirigir veículo falando no celular é mais perigoso do que dirigir bêbado.

2 – Pra Não Esquecer – Você conferiu a volta de Luiz Antônio Costa e o seu Roda Viva, na Rádio Rainha da Paz?

3 – Velhos Tempos... – Dia 3 de dezembro, o Estádio Pedro Alves do Nascimento (deveria ser grande e moderno como sonhou Silas Brasileiro) comemorou o seu 17º aniversário. Em 1992, na inauguração, o CAP venceu o Atlético Mineiro por 1 a 0, gol do Dudu, o craque patrocinense votado pela imprensa mineira (Troféu Guará) como um dos melhores armadores do futebol de Minas (1993).

4 – Deputado – Próximas edições, uma bela carta de Silas Brasileiro.

5 – Marco Regional – O Centro Viva Vida está na sua primeira fase. Novos serviços, atendimento ampliado para a região, virão paulatinamente. Voltaremos ao tema.

27 de Novembro de 2009

TURISMO, AINDA UM FIO DE ESPERANÇA

Debate. Atualmente, ele está concentrado em duas grandes ações propostas para Patrocínio. Mineração e retirada dos trilhos. Não há unanimidade para nenhuma das duas. Mas há diferenças. A primeira deixará buracos e devastação. A segunda não. Uma pertence à iniciativa empresarial. A outra à promoção governamental. Todavia, a inteligência patrocinense deve prevalecer para ambas. A seguir, uma reflexão sobre a ferrovia.

Reconhecimento – O trabalho para a transferência dos trilhos para a zona rural é do deputado Silas Brasileiro. Concretizada ou não, independente também de quando será a obra, uma ação voltada para o turismo poderia ser também agendada. Ela custaria relativamente pouco. E se tornaria logo em grande atração.

A Tese – Desde nossa presença no Jornal de Patrocínio, defendemos o tombamento da estação ferroviária. Embora já tenha sua construção sido aviltada pela empresa Centro-Atlântica, mesmo assim, ela faz parte da história da cidade desde 1918. Por ali, passaram diversas etapas comerciais da região e de transporte de passageiros, inclusive de autoridades.

O Que É – Segundo o Manual de Atuação dos Agentes do Patrimônio Cultural, tombar é registrar e preservar. Tombamento é um conjunto de procedimentos da Prefeitura (em nosso caso) com o objetivo de assegurar a proteção e conservação de interesse cultural. Como a estação ferroviária.

E Mais... – Inovar é criar. Inovar é fazer algo diferente. Que tal reivindicar um trem turístico, uma Maria-Fumaça, ligando Patrocínio a Monte Carmelo via Folhados (Silvano). Nos finais de semana e feriados, uma viagem dessa modalidade, pelo meio da lavoura de café e soja, seria inesquecível.

Portanto – Estação tombada. Trem. Viagem como nos velhos tempos. Bom sinal para Patrocínio começar a sua transformação em cidade turística. Parceiros em potencial: Mineradoras, Ferrovia Centro-Atlântica, Estado, Ministério do Turismo, Prefeitura, grandes empresas de patrocinenses. Pra não esquecer: o retorno do Museu Nacional dos Transportes é inadiável. Pois Patrocínio precisa dele. Tanto a Patrocínio de hoje. Como a sonhada Patrocínio de amanhã.


PALAVRA FINAL EM SETE LANCES


1 – Liberdade de Expressão – Patrocínio necessita de uma imprensa livre. Imprensa que veja o bem de Patrocínio sem vinculações políticas ou financeiras. Felizmente, a polêmica da mineração (e essa polêmica é indispensável) fez emergir três opiniões que os patrocinenses de verdade devem agradecê-las. Aurivam de Freitas Borges no site dianewsnoticias.com.br (é bom conferir a sua crônica “A Viúva e o Buraco do Inferno”). Leid Carvalho ex-Rádio Itatiaia, agora na Módulo FM. E o insuperável Flávio Almeida no seu jornal na Internet.

2 – As Coisas Começam a Mudar... – De tanto essa brava gente batalhar, empunhando a bandeira patrocinense, e modestamente este escriba também, já se fala que a mineradora poderia participar da preservação e revitalização da Matinha e Horto Florestal. Tomara que seja confirmada a informação. Isso seria apenas uma pequena parte do que é possível fazer para suavizar a destruição ambiental provocada pela mineração. Vida saudável é inegociável.

3 – Velho Heroi Novo – Dia 1º, ele estará de volta. Do jeito que gosta. Do jeito que o povo adora. O mais completo radialista de Patrocínio em todas as épocas estará na Rádio Rainha da Paz. De 16 às 18h. Diariamente. Com o seu tradicional programa Roda Viva. O Versátil, Luiz Antônio Costa, certamente encantará a cidade, região e aos patrocinenses em qualquer canto do planeta (www.redehoje.com.br). É uma grande alegria tê-lo e ouvi-lo como outrora...

4 – Você Sabia? – Patrocínio é o 32º mais antigo município de Minas. Antes, foram criados apenas 31 municípios. Portanto, dentre os 853 municípios mineiros, a Santa Terrinha deveria ter muita história pra contar. Infelizmente, não tem.

5 – Receita da Vitória – Nas próximas eleições, para deputado, Patrocínio tem que ter dois candidatos, no máximo. Seja estadual, seja federal. Candidatos que nunca fizeram nada para o Município e candidatos só para compor legendas (aqueles que entram nas eleições para perderem) nem pensar.

6 – Registro – “Estudei na Escola Dom Lustosa. Porém ninguém falou para os alunos quem foi Dom Lustosa. Há algumas semanas, você, Eustáquio, revelou-nos quem foi o então Bispo de Uberaba. Recortei a crônica e a arquivei como fonte histórica”. Palavras de Ivan Silva, empresário do ramo imobiliário em BH e presidente da Associação dos Patrocinenses Ausentes-APA.

7 – E por Falar em BH... – Em dezembro é só festa na casa da mais patrocinense moradora da capital, Dulce Castro. É o casamento de uma filha (Renata) e graduação (PUC/MG) de outra (Cristina).

20 de Novembro de 2009

 

ENTRE A CRUZ E A ESPADA

Mineração. Ter ou não ter. Vir ou não vir. Que venha. Mas com muita responsabilidade da empresa. Responsabilidade dos políticos locais. Responsabilidade da imprensa. O custo social e ambiental é elevado. Para aliviar, Patrocínio precisa de benefícios econômicos. Principalmente, aplicados no meio ambiente, saúde e no lazer patrocinense. Felizmente, a discussão apenas está começando.

Emprego – Fala-se que a mineradora gerará 320 empregos diretos. Excelente. Porém é diminuto diante das nefastas consequências e da mão-de-obra disponível no Município. Calcula-se algo em torno de 4.000 pessoas, economicamente ativas, buscando seu emprego formal. Assim, a mineradora atingirá apenas de 10 a 25% do contingente desempregado em Patrocínio. Como curiosidade, é bom citar o genuíno Expresso União, que emprega muito mais do que isso. Por isso, justificar criação de empregos como razão para a mineração é pouco. Muito pouco. Não dá nem para prosperar um sadio debate.

Lucro – Parece que 0,5% do investimento anunciado de R$ 2 bilhões destina-se a um fundo estadual de meio ambiente. Portanto, seriam R$ 10 milhões para o Estado. Certamente, parte desse recolhimento deverá ser investido na cidade pelo Governo do Estado. Contudo, todavia, entretanto (como escreve o jornalista José Elói Neto), é necessário também que algum percentual, mesmo que pequeno, do lucro da exploração mineral seja aplicado onde o minério é retirado graciosamente. Como fez a Vale em Itabira. Por isso, a mineradora em instalação precisa colocar no seu planejamento estratégico parcerias com os patrocinenses. No sistema municipal de saúde. No aviltado meio ambiente. E quem sabe, no lazer e no turismo regional. Propaganda na mídia local é informativa. Mas na prática não gera proteção e vida saudável para o cidadão comum.

Por Fim – Patrocínio não pode ser retrógrada. Nem o seu povo. Mineração sim. Com inteligência. Com recompensas pela destruição ambiental. Com respeito ao patrocinense de amanhã. O que se vê por aí é mais entusiasmo do que prudência. Qualidade de vida não tem preço. Tem alguma tolerância para não tê-la plenamente. O resto é balela.


PALAVRA FINAL EM QUATRO LANCES


1 – BH – Domingo, dia 15, ao anoitecer, aconteceu show patrocinense na Savassi. Mais precisamente, no recanto cultural Livraria Status. O médico-cantor José Carlos Lassi interpretou diversos sucessos. Wanderley Guarda mostrou sua arte com a guitarra. E Hulda Carvalho (irmã do empresário e ex-Difusora Sérgio Anibal) encantou os quase 80 patrocinenses com o bolero La Barca.

2 – Em Ação – O prefeito Lucas Siqueira visitou alguns Órgãos Estaduais, terça-feira, dia 17. Na capital, buscou benefícios para o Município. Como o funcionamento adequado do Consórcio Intermunicipal de Saúde, ora sendo reconstruído e saneado. Dia 27, a gestora estadual dos Consórcios, Marta Lima, estará em Patrocínio. A efetiva organização do transporte em saúde (de pacientes) consta da pauta de sua visita. Bem como, motivação aos municípios consorciados. Consórcio é a grande alternativa para a saúde.

3 – Novidade – O novo Patrocinioonline.com.br entra na rede mundial de computadores (internet) em poucos dias. Vereador Alberto Sanarelli, o seu diretor, nos garante inovações e o mesmo “modus operandi” dos melhores sites do País. Vale a pena conferir.

4 – Há trinta e dois anos... – Em novembro de 1977, estreou na Rádio Difusora o locutor Roberto Taylor. Mais tarde, comandou por alguns anos o Show da Manhã. Hoje, Robertão é assessor da Prefeitura Municipal e apresentador da Rádio Cultura-FM.

 

13 de Novembro de 2009

DEVANEIOS...

Ideal. É um sentimento nobre do ser humano. O patrocinense que gosta de Patrocínio tem o seu. Aquele que pensa, trabalha e vive pela cidade sem visar recompensas é um idealista de primeira linha. Gente como Sebastião Elói, Pedro Alves do Nascimento, Abdias Alves Nunes (o vereador do século XX), Milton Magalhães (Gazeta), Gerson de Oliveira e Ocacir Siqueira (Hospital do Câncer). Mais remotamente, podemos citar também o prefeito (anos 50) Amir Amaral. Parece que eles pertencem a um estereótipo de gente pública em plena extinção. Inspirado nessas pessoas, imaginamos a Patrocínio de todos os sonhos. Possível é. Mas o caminho é longo e cheio de obstáculos.

Meio Ambiente – O atual PMDI mineiro (planejamento de longo prazo) prevê que em 2023, Minas será o melhor Estado para se viver. Muita gente não sabe que a Santa Terrinha no passado foi identificada como a água nº 1 da região e a melhor água mineral das Gerais. Para promover a volta do que é bom, é necessário sonhar. Água Mineral Serra Negra preservada, explorada e distribuída para todo o Brasil. Respeito à ecologia. Atenção máxima com o agrotóxico. Priorizar matas ciliares, plantio de árvores em toda a cidade e vitalização de córregos e riachos.

Política – Continua o sonho. Os políticos patrocinenses se unirão em prol do Município. Por aqui não há políticos que desrespeitem o dinheiro público. A verdade sempre é dita. A paz impera. Por ora, é sonho mesmo.

Economia – Patrocínio, realmente, é a capital do café. Há industrialização cafeeira e até é realizada a festa nacional do café. O leite também se destina ao laticínio patrocinense para ser industrializado. É a economia café com leite.
Esporte – Como na década de 90, o CAP enfrentará o Cruzeiro e Atlético no Estádio de 20.000 torcedores, totalmente reconstruído. O PTC é novamente campeão do interior no futsal. Que sonho!

Quimera – A mineradora, visando mitigar a exploração do minério, investe maciçamente no sistema municipal de saúde. Como também é parceira perene da Secretaria Municipal do Meio Ambiente na preservação do verde. A educação, o esporte (CAP, principalmente) e o turismo (destaque para o Balneário Serra Negra) têm investimentos significativos da mineradora. Enfim, o minério retirado graciosamente da terra rangeliana dá lucro e pequena parte desse lucro é aplicado no Município.

Enfim – Patrocínio é cidade-polo. É a líder da microrregião. O aeroporto, ampliado, mostra a pujança patrocinense. Há linhas aéreas diárias para BH, Brasília e Uberlândia. E os sonhos continuam...


PALAVRA FINAL EM SEIS LANCES


1 – Rápidas – Hospital do Câncer receberá mais recursos da Secretaria Estadual de Saúde. Marcus Pestana na história. xxx Artistas patrocinenses se exibem nesse domingo na Savassi (região sul) de Belo Horizonte. Entre eles o cantor-médico José Carlos Lassi, o empresário-guitarrista (Jovem Guarda) Wanderley Guarda e o médico-pianista José Maurício Figueiredo. xxx A seguir, um pouco da coluna “De Volta ao Passado”, de nossa autoria, publicada na edição da Revista Presença, novembro de 1993. Há dezesseis anos...

2 – 1772: Primeiras Cenas – Durante a fundação de Patrocínio, o capitão Inácio de Oliveira Campos, vindo de Pintagui, que criou uma fazenda para abastecer os viajantes, destruiu alguns quilombos (refúgio de escravos fugitivos), aprisionou mais de 50 negros e devolveu-os a seus donos em Paracatu. Já o padre José Teixeira de Camargo celebrou a primeira missa nas proximidades do cemitério (hoje, região da Igreja Matriz), denominado Campos de Catiguá ou Salitre, em março de 1771.

3 – 1830: Comportamento – Diversos viajantes e pesquisadores, inclusive de outros países, visitaram Patrocínio, no séc. XIX. Castelnau, o mais sisudo e severo deles, segundo a História, manifestou sobre os patrocinenses dizendo que eram diferentes dos povos que tinha encontrado, principalmente quanto à jovialidade e ao acolhimento fino oferecido aqueles que pisavam em sua terra (nessa época, Patrocínio pertencia ao município de Paracatu).

4 – 1939: Marciano Pires – No dia 24 de dezembro, faleceu Marciano Pires, aos 85 anos de idade. Nasceu a 13 de janeiro de 1854, em Paracatu. Segundo o Professor Júlio César Resende, foi major da guarda nacional, comerciante e presidente do Executivo Municipal (correspondente a prefeito, hoje) e proprietário de casarões, onde se localizaram o ginásio Dom Lustosa e a Escola Normal no final dos anos 20. Fora também, o tesoureiro do grupo de construção da Igreja Matriz em 1898 (hoje, é nome de avenida).

5 – Anos 50: Torcida – Quase não se dá importância ao Campeonato Mineiro de Futebol. Praticamente, as atenções dos desportistas se voltam para o Rio, a capital do Brasil. As notícias chegam a Patrocínio por meio das rádios Nacional (AM e OC), Tupi (AM e OC) e Continental (OC e 49M). A torcida patrocinense está dividida entre o Flamengo (40%), Vasco (30%), Botafogo (20%), Fluminense (9%) e outros (1%). No final da década, começa a surgir os santistas, encantados com o Santos de Pelé e Cia. No início dos anos 60, a torcida do “Peixe” iguala-se a do Flamengo em números de torcedores. Isso nos anos dourados.

6 – Anos 60: Alkmim – O mais folclórico dos políticos brasileiros é o deputado majoritário de Patrocínio, José Maria Alkmim. Nascido em Bocaiúva-MG, mantem grandes amigos na cidade, entre os quais Amir Amaral, Mário Alves do Nascimento, Picum e Abdias Alves Nunes. A turma do velho PSD. Ele sempre visita Patrocínio: muitas vezes, trazendo benefícios. Entre tantas histórias engraçadas de Alkmim, há a de um de seus compadres no interior de Minas.
Certo dia, apressado, um seu compadre, habituado às “facadas”, visita Alkmim e foi logo dizendo:
“ – Compadre, sua comadre está passando mal para ter criança: levei-a ao hospital e lá me pediram cinco mil de depósito. Como estou desprevenido, vim pedir ao amigo compadre Alkmim para me emprestar.”
Alkmim não titubeou e lhe disse:
“– Compadre, você sabe disso há nove meses e está desprevenido. O que dizer então de mim, que estou sabendo agora?!”
Esta história é confirmada por integrantes da família de Alkmim. Em 1964, Alkmim torna-se vice-presidente da República, no governo militar.

06 de Novembro de 2009

CIDADANIA PATROCINENSE: REFLEXÕES

Opção. É escolha. É o direito de decidir pelo o que achar melhor. Afinal é o exercício da liberdade. Seja na política, seja no esporte, seja nos caminhos alternativos que a vida oferece. A seguir, pequenas análises do cotidiano. Feitas com idiossincrasia.

Silas Brasileiro – Tem contribuído com o desenvolvimento de Patrocínio. De comportamento discreto, ainda pode colaborar muito com a cidade. É um dos dois maiores líderes rangelianos dos últimos trinta anos. Como qualquer político, possui adversários. Porém, é um grande nome para deputado federal em 2010. Pertence ao PMDB. Jamais mudou de partido. Jamais baixou o nível.

Romeu Queiroz – Patrocínio muito lhe deve pelo que fez. Provavelmente, seja o político que mais viabilizou recursos para o Município. Candidato ou não, (se julgado) culpado ou não, os patrocinenses não podem atirar pedras (nele). Poderão atirar votos de gratidão. Também tem adversários, inclusive na cidade. Recentemente, saiu do PTB para o PSB (partido de Ciro Gomes). Há indícios que se torne candidato a deputado estadual nas próximas eleições.

Deiró Marra – A Santa Terrinha deve agradecê-lo pelo que está fazendo. Um deputado atrai recursos. Sua presença estimula a vinda de benefícios. Como Silas e Romeu, tem adversários. O que, sob ética e discussão de ideias, é até louvável. Deiró pertence ao PR (partido de José Alencar). Deverá ser candidato a deputado estadual em 2010.

Lucas Siqueira (PPS) – Apenas pelo fato de apresentar postura proba e ser educado, já entra em campo com vantagem. A oposição faz-lhe críticas pela demora em algumas decisões. Mais importante do que isso é o seu desafio. A reconstrução de Patrocínio. Tomara que a faça.

Fausto Amaral – É interessante, é estratégico, Patrocínio ter na sua administração um partidário do PT. Além disso, o vice-prefeito tem qualidades políticas e administrativas, já demonstradas.

Marcus Pestana – Não é da região. Não pediu nem pede votos. Mas ninguém trabalhou mais para a área da saúde regional do que ele. Santa Casa, Prohosp, Centro Viva Vida, três UBS (postos de saúde), ambulâncias e Consórcio Intermunicipal, dentre outros, são produtos de sua vontade. Deverá ser candidato a deputado federal pelo PSDB. Se Patrocínio tiver que reconhecer algum benfeitor, certamente Pestana está entre os maiores da história patrocinense.

CAP – Devido à teimosia e irracionalidade da FMF, que parece pensar só em dinheiro de imediato, há obstáculos para o retorno do Atlético Patrocinense ao profissionalismo. Embora haja idealistas como Ronan Andrade. Contudo, nada impede que participe do campeonato municipal e dos torneios regionais amadores. O CAP tem 55 anos. Não pode morrer. O Paranaíba, de Carmo do Paranaíba, como referência, está preparando o seu centenário. Isso é tradição. Para disputar as competições oficiais, a ressurreição do Patrocínio Esporte, talvez seja a solução. O que não é solução é ver Patrocínio fora do futebol estadual. Isto é decepção.

Mineração ou Não? – Sim. Exploração mineral com sustentabilidade. Ou seja, com compensações ambientais e sociais. Quando vier, a mineradora deverá oferecer questões práticas. Saúde (como participará do sistema municipal?). Turismo (que tal responsabilizar-se pelo Hotel Serra Negra?). Esporte (a manutenção do CAP seria viável?). Natureza (parcerias para a proteção de matas ciliares e da lagoa vulcânica e, plantio incessante de árvores). Educação (qual a contribuição possível?). Somente emprego é pouco. Pouco diante do lucro que o mineral extraído do solo patrocinense gerará. E dos buracos que ficarão para sempre.


Enfim – Patrocínio merece o melhor. Tem o que há de melhor. Falta mesmo é um pouco mais de amor. Pela cidade. Pela paz. Entre os (e pelos) patrocinenses de coração.


PALAVRA FINAL EM QUATRO LANCES


1 – Cidades-Irmãs – Paracatu, 210 anos. Araxá, 176 anos. Uberaba, 172 anos. Patrocínio, 167 anos. Estrela do Sul, 151 anos. Patos de Minas, 141 anos. As demais são mais jovens. Têm menos idade. Por isso, o ICMS Cultural de Patrocínio deveria refletir o 4º mais antigo município da região. Deveria... contudo, não acontece. Até o dia 20, algo poderá ser feito junto ao IEPHA, conforme o publicado na edição anterior da Primeira Coluna.

2 – Registro – Recebemos convite sobre os 30 anos da Casa da Cultura. De 20 de outubro a 20 de novembro, diversos eventos na programação. Vale a pena conferi-los. E participar.

3 – Expectativa – Em dezembro, a Secretaria Estadual da Fazenda publicará o VAF definitivo para 2010. Patrocínio passando do 9º ao 7º lugar na região é a esperança. VAF é a maior riqueza da Prefeitura. Por isso, o alerta de sempre.

4 – Que Beleza! – Rádio Difusora-AM, 60 anos. 98 FM, 24 anos. Parabéns. A data de 5 de novembro é para ser muito bem comemorada pelos patrocinenses.

 

30 de Outubro de 2009

PATROCÍNIO DÁ POUCA IMPORTÂNCIA A SUA HISTÓRIA

Preservação. Seja ambiental, seja histórica, é questão cidadã. Mais do que isso, é questão humana. De vida. É questão de inteligência. Hoje, vamos focalizar a arte de Sérgio Buarque de Holanda. Pois, a dedicação cultural de uma cidade pode lhe render também dinheiro. Por meio do ICMS. Como é sabido, o ICMS que se torna receita da prefeitura, tem no VAF a sua maior base de cálculo (80%). Porém, a cultura e outras variáveis contribuem com 20%. O pífio desempenho patrocinense quanto ao patrimônio histórico e cultural está demonstrado a seguir. Com dados oficiais do IEPHA.

Época de Trabalho – A Secretaria da Fazenda já publicou o VAF preliminar para 2010. As prefeituras podem pedir revisão até a próxima semana. O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico – IEPHA/MG por sua vez divulgou, na semana passada, a pontuação provisória dos municípios mineiros, quanto ao ICMS do Patrimônio Cultural. Até 20 de novembro, o município interessado poderá recorrer/reclamar do número divulgado. Dos 853 municípios, 692 enviaram documentação para receberem o ICMS Cultural (reconhecido pela ONU/UNICEF). Patrocínio é um deles.

Entre os Piores – Nessa relação, dentre as grandes cidades da região, Patrocínio tem uma das pontuações mais baixa. Ibiá com 10,8 pontos está em 1º lugar. Seguem Araxá (10,1 pts), Uberlândia (10 pts), Araguari (9,9 pts), Uberaba (8,5), Patos de Minas (8), Sacramento (8), Monte Carmelo (7,5), Coromandel (7) e até Grupiara com 7 pontos. Só depois vem a Capital do Café com 6,95 pontos. Para se ter uma referência, Ouro Preto alcança 37,9 pontos.


Como se Chega à Pontuação – O IEPHA considera a criação da lei municipal de patrimônio cultural, programas de educação patrimonial, instalação do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, bens culturais tombados, elaboração do inventário de proteção ao acervo cultural, investimentos em manifestações e bens culturais. Tombamentos de núcleos históricos, conjuntos paisagísticos, bens imóveis (nesse item, teriam valor os velhos casarões rangelianos derrubados) e bens móveis recebem pontuação maior. Alguns desses quesitos existem em Patrocínio, timidamente.

Números – Patrocínio possui a mesma quantidade de tombamentos municipais de Coromandel, Monte Carmelo, Ibiá e Grupiara; quatro. Araguari tem seis, Patos e Araxá cinco. Enquanto Patrocínio não é beneficiada com nenhum tombamento estadual e federal (a Estação Ferroviária, ano 1918, está prestes a desaparecer), Ibiá conta com três, Araguari cinco e Araxá sete tombamentos federais e estaduais.

O ICMS Cultural de 2008 – De um lado, Patrocínio recebeu R$ 121 mil. Do outro, Araguari embolsou R$ 202 mil, Araxá R$ 214 mil, Ibiá R$ 125 mil e Patos de Minas R$ 103 mil.

Ano de 2009 – Até setembro, Patrocínio foi contemplada com R$ 65 mil de ICMS Cultural. Já Araguari R$ 140 mil e Araxá R$ 95 mil. Isso sem contar Ibiá, Grupiara, Patos de Minas, Monte Carmelo e Coromandel que receberam cada uma, R$ 10 mil a mais do que Patrocínio, em média, até agora. A pontuação da Santa Terrinha em 2009 (processada em 2008) é muito pequena. É a história e a cultura marginalizadas na terra de 167 anos de idade. Literalmente.

Ponto por Ponto – Embora distante de Araguari, Araxá, Uberaba e Ibiá, Patrocínio tem potencial de melhoria. Em 2008 (dados processados em 2007), o Município obteve 7,5 pontos. Que foi satisfatório. Mas, em 2009 caiu para 6,5 e em 2010 tende a ficar com 6,95 pts. A tabela do IEPHA demonstra que Patrocínio oscila para baixo. Coromandel, Patos e Monte Carmelo oscilam para cima.

O Porquê dessa Batalha – Patrocínio é o terceiro município mais velho do Alto Paranaíba–Triângulo. Apenas Uberaba (instalado em 1837) e Araxá (1833) são pouco mais antigos. Todas os demais são mais jovens. Ibiá, por exemplo, foi instalado em 1924 e Grupiara em 1963. Curiosamente, Araguari (1884), Patos de Minas (1868), Coromandel (1924) e Monte Carmelo (instalado em 1889) pertenceram a Patrocínio. A rigor mesmo, por essa banda das Gerais, somente Paracatu é mais antigo (instalado em 1799). Por isso, Patrocínio tem mais história. Deveria ter mais tradição. Deveria ter mais movimentos culturais. Alguma coisa é preciso ser feita para resgatar fundamentalmente a força histórica e cultural de Patrocínio e de sua gente. Aliás, (muito) boa gente.

Agenda Positiva – Empreender mais visitas ao IEPHA(BH) e IPHAN(Brasília). Proceder tombamentos (do pouco que resta). Jamais confundir restauração com reconstrução (Escolas Dom Lustosa e Honorato Borges são exemplos de como não fazer nada artisticamente). Criar mentalidade de preservação do patrimônio histórico e cultural, principalmente na área educacional. Conhecer de onde viemos. Para saber aonde iremos. O presente é apenas elo entre o passado e o futuro. Vale à pena a preservação do patrimônio histórico e da cultura.

23 de Outubro de 2009

PATROCÍNIO ULTRAPASSA PATOS E ITUIUTABA MAS É SUPERADO POR ITURAMA E UNAÍ

Planejamento. É a santa palavra em Administração Pública. Há muitos anos desconhecida em Patrocínio. Nessa época do ano, é discutido o orçamento municipal para o ano seguinte. Especificamente, as Câmaras Municipais estão debatendo o Plano Plurianual (é o orçamento de quatro anos, 2010/2013) e o Orçamento para 2010. Algumas cidades levam isso a sério. A maioria nem tanto. Porém, a nossa obrigação cívica e pública é pregar o que é correto. É evangelizar. O VAF e a estimativa do ICMS/2010 (constante do Orçamento Estadual, ora sendo analisado pela Assembléia Legislativa) são ferramentas para colaborar na visão do cenário 2010 de Patrocínio. Vamos a eles.

A Economia – Os indicadores mostram que a receita tributária (o ICMS é parte) estará em patamar melhor em 2010 do que 2009. Porém, no mesmo nível de 2008. Assim sendo, a gestão do VAF reveste-se de importância. Porque é ele que praticamente determina o quanto as prefeituras vão receber de ICMS. É sabido, por exemplo, que a Prefeitura de Patrocínio depende do IPTU, e fundamentalmente do ICMS e do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que é menor do que o ICMS.

Lista Oficial – A Secretaria da Fazenda publicou a Resolução nº 4154, de 05/10/09, que divulga os VAF’s (Valores Adicionados Fiscais) dos 853 municípios mineiros. Até 04 de novembro próximo, o município interessado poderá reclamar do índice divulgado. Depois, em dezembro, é publicada a resolução com os valores corrigidos. Portanto, atenção gente de Patrocínio envolvida com o VAF (contadores e Prefeitura). Qualquer alteração para mais, significará adicional de muito recurso aos cofres municipais.

Patrocínio Melhorou o VAF – Nessa classificação para 2010, o Município encontra-se no 8º lugar. Em 2009, é o 9º na região formada pelo Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas. Embora, agora, tenha surpreendentemente passado Patos de Minas e Ituiutaba para trás, Unaí saltou à frente de Patrocínio. Por muito pouco. Diferença mínima entre a Capital do Café e a Capital do Feijão.

A Análise – O melhor ano de Patrocínio foi em 2007. O índice atingiu 0,467. Patos de Minas 0,415. Naquele ano o VAF individual de Patrocínio foi quase R$ 100 milhões maior do que o patense. Porém, em 2008, teve brusca queda. O índice patrocinense caiu para 0,413. Enquanto que, o de Patos aumentou um pouco: 0,435.

O Que Isso Significa? – O VAF de um município é sempre considerado pela média dos VAF’s dos últimos dois anos. Assim, o VAF de Patrocínio calculado para 2010 é 0,440. Que é a média dos índices de 2007 mais 2008. Portanto, Patrocínio poderia estar em melhor situação. Se não fosse o seu mau desempenho em 2008.

Os Índices para 2010 – Uberlândia é a campeã (5,337). Seguem Uberaba (1,990), Araxá (1,445) e Araguari (0,734). Em 5º lugar, a incrível Iturama (0,677). Em 6º lugar Paracatu (0,512) e Unaí (0,441) em 7º lugar. Essa cidade praticamente empatada com Patrocínio. O que irá desempatar é a rapidez de cada prefeitura na revisão dos números. E o civismo (o gosto pela terra natal) dos contadores (contabilidade). Quem sabe Patrocínio salte para o 7º lugar em dezembro.

O Restante da Tabela – Patrocínio em 8º lugar (0,440), vindo logo após Patos de Minas (0,4250). Em 10º lugar, Ituiutaba (0,421) mostrando redução na atividade econômica nos últimos anos.

Alguns vizinhos – Coromandel tem melhorado e tenta encostar em Monte Carmelo, contudo, as duas estão bem distantes de Patrocínio. O índice de Coromandel é 0,160 e o de Monte Carmelo 0,189. Ibiá com 0,200 recebe e receberá mais ICMS do que a Capital do Diamante e a Capital da Telha. Já as amigas Guimarânia (0,021), Serra do Salitre (0,081) e Cruzeiro da Fortaleza (0,014) pertencem à segunda divisão na área econômica.

Assim sendo – O debate está aberto. A palavra está franca. A corrida ao ouro começou (o VAF vale ouro). Poucos políticos, que compreendem a relevância do tema, buscam ajuda. Buscam esclarecimentos. Silas Brasileiro é um deles. Bola em jogo.


PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES


1 – Show – O diretor da Rádio Rainha da Paz (onde está o versátil Luís Antônio Costa), José Rogério Carneiro, escreve-nos sobre o padre-cantor Reginaldo Manzotti. Amanhã, dia 24, às 17h, ele estará no Parque de Exposição Brumado dos Pavões. Sucessos do Padre e o seu novo DVD são a pauta da apresentação. Um quilo de arroz ou feijão ou açúcar ou macarrão é o ingresso. Vale a pena colaborar.

2 – Registros Históricos – Em 19 de outubro de 1986, morria Véio do Didino (Sebastião Ferreira Amaral). Comerciante e o maior nome esportivo de Patrocínio nas décadas de 40, 50 e 60. Em 12 de outubro de 1987, era a vez do radialista Joaquim Assis Filho. Também vereador e escrivão policial. Um pouco antes, em 31 de outubro de 1983, foi lançada a Revista Presença. Um dos melhores veículos de informação surgidos na cidade até agora. Infelizmente, há alguns anos, deixou de circular.

 

16 de Outubro de 2009

HÁ QUASE TRÊS SÉCULOS ...

História. A de nossa querida Patrocínio precisa ser mais conhecida. E seus verdadeiros autores/pesquisadores serem reconhecidos (como Sebastião Elói e Joaquim Carlos dos Santos). Nesta edição, o primórdio patrocinense é o prato do dia.

Os Primeiros Civilizados – As expedições dos bandeirantes Lourenço Castanho Taques (1675) e Bartolomeu Bueno da Silva, o “Anhanguera” (1682), passaram pela região de Patrocínio. Castanho, filho de português, atacou e venceu os índios araxás, cataguases e cataguás. A região de Paracatu foi o seu destino, em busca de ouro e prata. Já Anhanguera dirigiu-se para Goiás, atraído pelo ouro.

A Fundação de Patrocínio – Em 1771, Conde de Valadares determinou ao capitão Inácio de Oliveira Campos explorar a região de Catiguá (nome dado ao local pelos negros). Inácio foi casado com Joaquina de Pompeu. Residiam em Pitangui, a sétima vila (cidade, depois) de Minas (criada em 1715). Mas quem são esses personagens históricos?

Conde Valadares – José Luís de Menezes Castelo Branco, nobre português, foi o sexto Conde de Valadares (1742-1792) e governador da capitânia de Minas Gerais (capital: Vila Rica, hoje Ouro Preto). No seu governo houve suspeita de improbidade administrativa. Permaneceu sete anos no governo de Minas (retornou a Portugal em 1775).

Inácio de Oliveira Campos – Esse capitão-mor da Milícia foi da confiança de Conde Valadares. Inácio era descendente de paulistas, neto do bandeirante Antônio Rodrigues. Em 1764, casou-se aos 30 anos (ela, Joaquina, 12 anos). Do casamento, houve dez filhos.

Joaquina de Pompeu – Nasceu em Mariana (1752) e faleceu em Pitangui (1824). Dama do Sertão ou uma Messalina? Administrou Patrocínio por alguns anos, de Pitangui. Uma das mulheres mais poderosas da história mineira. Filha de advogado português, educada à moda européia. Segundo estimativas, deixou herança avaliada (hoje) em mais de R$ 2 bilhões. Seu enorme nome: Joaquina Bernarda da Silva de Abreu e Silva Castelo Branco Souto Maior de Oliveira Campos.

1772-1800 – Por cerca de 30 anos, Joaquina de Pompeu esteve envolvida com Patrocínio. No começo, como mulher do criador da fazenda, que abastecia os viajantes de Pitangui e Ouro Preto para Goiás. Em 1795, Inácio ficou paralítico (AVC). Morreu em 1804. Desde então, Joaquina assumiu a gestão do seu latifúndio. E as terras rangelianas fizeram parte dele.

Capítulo 1 – A ex-noiva de Inácio Campos de Oliveira, Maria Tangará, teria mandado um presente de casamento à sua inimiga Joaquina de Pompeu. Um grande pote de vidro transparente, usado para doces, cheio de fezes. Como agradecimento, Joaquina enviou-lhe um vaso com rosas colhidas no seu jardim e o bilhete: “aos meus inimigos, o melhor de minha casa”.

Capítulo 2 – Segundo a versão que fala mal de Joaquina, ela seria cruel com os escravos. E uma mulher imoral. Há narrativa de relacionamento sexual dela com um escravo, próximo a um monjolo, durante o dia. O ritmo do ato era ditado pelo monjolo, conforme o folclore de Pitangui.

Ajustes Históricos a Fazer – Alguns documentos, inclusive do IBGE, registram que Anhanguera, Lourenço Castanho e outras bandeiras abasteceram na Fazenda Brumado dos Pavões. “Outras” podem ser. Mas, de Lourenço e Anhanguera aconteceram de 80 a 100 anos antes da fundação da fazenda. Outros documentos, que divulgam a História de Patrocínio, inclusive da Prefeitura Municipal, informam que o começo do povoado ocorreu em 1738. Não está certo. Nessa época foi feita é a Picada de Goiás (caminho de cavalo, boi e carroça). Até nós, no Anuário de Patrocínio (utilizado por tanta gente), fomos incertos com a morte (data) de Inácio de Oliveira Campos. Correções são necessárias.

Por fim – O pesquisador alemão Wilheim Von Eschwege, que visitou Patrocínio por volta de 1818, hospedou-se por algumas semanas no solar de Joaquina de Pompeu. Quando ela morreu, deixou 55.000 cabeças de gado, 10.000 cavalos, 1.200 escravos, 334 bisnetos e inúmeras fazendas. Uma matriarca. Respeitada na corte brasileira.

 

09 de Outubro de 2009

UM CRESCIMENTO BUROCRÁTICO

Patrocínio. A nossa amada terra natal. Vamos continuar refletindo sobre alguns indicadores de seu desenvolvimento socioeconômico. Que na verdade foi pífio nos últimos anos.

PIB – O Produto Interno Bruto de um Município ou Estado é a soma de todos os bens e serviços produzidos durante um período. Segundo o IBGE, de 2003 a 2006, o PIB patrocinense tem crescido. Inclusive o PIB per capita (por pessoa), ou seja, a riqueza média por habitante. Em 2003, cada cidadão de Patrocínio produziu, em média, R$ 8.175,00. Já em 2006, pulou para R$11.148,00. Mesmo com o aumento da população, houve um acréscimo de 36%. Ou seja, a cidade está um pouco mais rica. Como a maioria das outras cidades.

Mas... – O PIB é composto pelos setores agropecuária, indústria, impostos e serviços. Nos últimos anos, a agropecuária tem cedido espaço para o aumento de impostos e serviços. A indústria nem se fala. De 2004 (R$ 123,3 milhões) para 2006 (R$ 95,5 milhões) houve sensível queda. Em outras palavras, a agropecuária e, sobretudo a indústria têm que ter maior participação na economia patrocinense.

Ajustamento – Indústrias (não poluentes) sempre são bem-vindas. Para tanto, a Prefeitura anuncia a possibilidade na atração de algumas, felizmente. Culturas alternativas, e fortalecimento da pecuária são indispensáveis. Pois, a dedicação à monocultura do café é pouco economicamente e propicia instabilidade na vida da cidade, ocasionalmente.

Números – Segundo o IBGE, em 2007, Patrocínio tinha 122.471 cabeças bovinas e 56.292 suínas. O café é a lavoura de maior quantidade produzida e de receita, seguida pelo milho e soja. Quanto à produção de frutas, a banana, a tangerina e o maracujá lideram. Nas lavouras temporárias, ainda têm importância o tomate e a batata inglesa.

Rápidas e Boas (I) – No portal da Confederação Nacional dos Municípios não têm pontos turísticos de Patrocínio cadastrados. Nem hotéis. Nem restaurantes. E ainda temos pretensão de sermos cidade turística! Será?

Rápidas e Boas (II) – Já no portal da Assembléia Legislativa-ALMG pode ser lido: “A 20 km do centro urbano encontra-se o Parque Hotel Serra Negra, com fontes de água mineral, banhos térmicos de água sulfurosa e de lama, duchas, lago, bosque, curral e montarias. No topo da serra, encontra-se a Lagoa do Chapadão de Ferro, de águas minerais e localizada na cratera de um vulcão extinto, com 6 km de diâmetro”. Será? A ALMG só não sabe que os patrocinenses já destruíram quase tudo. Lamentavelmente.

Por fim – Patrocínio tem tudo para reencontrar o caminho do progresso pra valer. Para isso, é necessário líderes (políticos e econômicos) desprovidos de vaidades. Líderes com mentes abertas ao trabalho pela comunidade. Verdadeiros, afinal.


PALAVRA FINAL EM QUATRO LANCES

1 – Repercussão – A crônica “Ou Muda Ou Chora” (Gazeta 18/set/2009), foi reproduzida pelo país afora. O site nacional juridicobrasil.com.br é um deles. Segundo a sua mensagem “... é o seu portal jurídico, livre e consciente”. Seu objeto é “primar pela divulgação da verdadeira informação, desprovida de qualquer interesse”. Honra-nos esse artigo sobre indicadores da economia patrocinense, que publicamos, sendo comentado por gente séria.

2 – Outra – O portal da empresa Cervo Advogados de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, também reproduziu o mesmo texto. Isso além de três ícones da querida imprensa rangeliana (já comentado por nós).

3 – Registro Histórico – Há 15 anos, nas eleições de outubro de 1994, Romeu Queiroz é eleito deputado estadual pela terceira vez consecutiva. E Silas Brasileiro, deputado federal. Nesse mandato, Queiroz foi presidente da Assembléia Legislativa pela segunda vez e cotado até para ser candidato a governador, apoiado por Hélio Garcia (na verdade, deu Eduardo Azeredo). Velhos Tempos...

4 – 1938 – Em 2 de outubro, Sebastião Elói fundou a Gazeta de Patrocínio. Tião Elói foi o maior autodidata que conhecemos. Insuperável.

 

02 de Outubro de 2009

QUALIDADE DE VIDA, PRIORIDADE Nº 1

Meio Ambiente. As lições sobre esse vital tema acontecem a todo instante no mundo. Nem assim, Patrocínio consegue aprender. O Município é bastante atrasado quando o quesito focalizado é ecologia e preservação ambiental. Na edição de domingo (27/9/2009), o jornal Estado de São Paulo destacou a fragilidade do Cerrado, em sua principal reportagem. Isso e mais alguma coisa estão a seguir. Pelo menos, para provocar reflexão. Para pensar num futuro saudável.

Retrato – No Cerrado é possível desmatar até 80% legalmente (às vezes, o que aconteceu é mais do que isso). Os efeitos ecológicos e climáticos dessa devastação estão longe de ser compreendidos, garante o Estadão. Já os efeitos econômicos são positivos, pois 47% dos grãos e parte da pecuária lá estão. Mas 50% da área está destruída/alterada, segundo a UFG (Universidade Federal de Goiás).

Mapas da Destruição – Interior de São Paulo, Sul de Goiás e Triângulo são visivelmente as regiões que mais perderam vegetação nativa e, consequentemente, de maior desmatamento.

Referências de Célebres – O escritor Euclides da Cunha escrevia que somos especialistas em fazer desertos. E o jornal paulista refere-se ao dito por Warren Dean, no clássico “A Ferro e Fogo”, de que os manuais de educação do futuro deverão explicar para as crianças como elas herdaram uma terra arrasada e tiveram antepassados tão ignorantes e brutais. Apenas existirá esperança para esse sertão, louvado por Guimarães Rosa, se abandonarmos nosso conformismo e nossa omissão. E como há.

E mais... – A excelente matéria cita até viagens no passado remoto ao Cerrado. A Expedição Cruls (belga), por volta de 1900, e do naturalista francês Auguste Saint-Hilaire, que em 1819, passou alguns dias em Patrocínio. Enfim, a leitura dos textos do grande jornal nos leva a acreditar que a exploração agrícola sustentável é a única saída.

Outra Face – Há muitos anos, temos dito que Patrocínio é uma cidade sem árvores. Principalmente, em sua área central. Nessa semana, a economista patrocinense Marlene Calixto, residente em BH, disse-nos: “Você precisa dizer que é impossível andar pelas ruas de nossa cidade, quando o sol está quente. Coitados dos conterrâneos! Não há árvores como nas boas cidades...”.

É Duro! – A consciência pela natureza não existe. O Matão (próximo à sede do Enxó Campestre) desapareceu há muito tempo. A Matinha, mesmo ferida, ainda existe, devido a campanha feita por alguns abnegados, inclusive nós. Por aqui, até escola cortou árvores sem plantar outras. Lagoa vulcânica do Chapadão está evaporando-se. Parque Florestal da Serra Negra ameaçado. O Horto Florestal (próximo ao destruído Estádio Pedro Alves do Nascimento) sobrevive? Nós não sabemos. Tem algum político patrocinense que tem o verde na sua agenda? Também não sabemos se tem.

A Face do Momento – O Pré-sal emergiu discussão sobre os estados mineradores. É inconcebível somente os estados do litoral serem beneficiados com a exploração do petróleo. Já o minério só dá uma safra e sua retirada é traumática. Deixa buracos e meio ambiente devassado. Por isso, os estados mineradores e os municípios que têm minérios devam ser muito bem recompensados. A exploração mineral tem que ser autosustentável e bem negociada. Apenas geração de empregos é pouco. Muito pouco. Propaganda na mídia não significa nada para a população. Cautela, água limpa e caldo de galinha não fazem mal. A luz amarela está acesa.


PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES


1 – Novidade na Internet – O www.patrocinioonline.com.br do vereador-radialista Alberto Sanarelli vem aí com inovações. Com muita honra (para este escriba) recebemos a mensagem: “Parabéns Eustáquio, você escreve bonito, fácil e é informativo. Informo-lhe que em breve o novo POL (Patrocinioonline) entra no ar com muitas novidades e um destaque especial para seu blog. Abraços, Sanarelli”. Agradecemos.

2 – Maravilha! – Escreve quem sabe escrever: “Grande Eustáquio, honre-me com sua audição. Por favor, abra o anexo. Fraterno abraço. Saúde e Paz! Flávio Almeida”. Com um bonito arranjo musical (uma toada), o jornalista-escritor (e amigo) Flávio canta, via internet, Meu Amorzím, letra e música de sua autoria.
“Tô doidím pra vê meu amorzím,
lascá a riviría uns beijím,
Meu coração tá assim piquininím,
trem mais rúim é ocê ficá sózim”.
(Vale a pena transcrever essa primeira estrofe).

25 de Setembro de 2009

VEM AÍ OUTRO SANTO QUE PATROCÍNIO CONHECE

Sorte. Patrocínio a tem. Embora, de um lado, com alguns políticos falta-lhe muita (sorte). Mas, na religiosidade, os patrocinenses são abençoados. Seja qual o credo/crença a que pertence. Na Igreja Católica, a predominante na população rangeliana, segundo o IBGE, um futuro santo residiu na cidade. É Padre Eustáquio. Ou Beato Eustáquio (desde junho de 2006, em Belo Horizonte). Felizmente, há outro sacerdote, cujo nome está sendo postulado (reivindicado) para beatificação. O seu nome é mais conhecido no Município do que o nome de Padre Eustáquio. Isso porque na mais emblemática, na mais histórica, escola da urbe. Dom Lustosa. A seguir, quem foi ele.

Biografia – Dom Antônio de Almeida Lustosa nasceu em São João Del Rei em 11 de fevereiro de 1886. Como padre salesiano, tornou-se o segundo bispo de Uberaba, em 11/2/1925, quando recebeu ordenação episcopal do Papa Pio XI. Permaneceu até dezembro de 1928, época em que foi nomeado bispo de Corumbá-MS (estava sendo ameaçado em Uberaba). Depois, como arcebispo, foi pastor em Belém do Pará, de julho/1931 a julho/1941. Desse ano até fevereiro/1963, como arcebispo de Fortaleza-Ce, realizou inúmeras obras, inclusive participando da fundação da CNBB. Em 14 de agosto de 1974, Dom Lustosa faleceu na casa salesiana de Carpina (Pernambuco), aos 88 anos de idade (viveu seus últimos 10 anos lá). Está sepultado na catedral de Fortaleza. A sua beatificação/canonização foi instaurada em Roma no dia 19 de março de 1992. Pedido de Fortaleza e Belém.

Dom Lustosa na Região – Em 1925 foi o idealizador do grandioso santuário de N. S. de Água Suja (Romaria). Criador de escolas de nível nacional em Uberaba, Araguari, Patrocínio e Araxá. É bom explicar que até a década de 50, existia apenas a Diocese de Uberaba, no Triângulo. A Diocese de Patos de Minas foi instalada em 1955, quando Patrocínio deixou a Diocese de Uberaba. Já Uberlândia foi criada em 1961 e Ituiutaba em 1982. Dom Lustosa, um sábio, um abnegado, conhecia seis idiomas.

Dom Lustosa em Patrocínio – Sete meses depois de ter sido sagrado bispo de Uberaba, Dom Almeida Lustosa fez visita pastoral à Paróquia de Patrocínio (setembro de 1925). Estimulado (e preocupado) com a (recente) presença presbiteriana (diversos norte-americanos) na cidade, sentiu a necessidade da instalação de escolas católicas. Uma masculina (para meninos) e outra feminina (para meninas). Nessa viagem, constituiu comissão de patrocinenses para viabilização dos colégios. Fizeram parte dela Elmiro Alves do Nascimento (pai de Pedro Alves do Nascimento), Nelson Queiroz, Tobias Machado, João Cândido de Aguiar (pai do ex-prefeito Enéas Aguiar), José Pedro de Paiva (pai das professoras Clérida Borges e Tuniquinha Pereira) e Joaquim Cardoso Naves.

A História Patrocinense continua... – A comissão se comprometeu a arrumar o prédio. E Dom Lustosa se responsabilizou pela congregação religiosa para dirigir a escola. Por ter postura mais determinada e já por possuir residência no Brasil (Água Suja) os padres dos Sagrados Corações foram convidados e aceitaram o desafio de Dom Lustosa. Isso no final de 1925. Um ano depois, os holandeses Padre Eustáquio, Padre Gil e Padre Matias assinaram o contrato de doação de um prédio (Rua Afonso Pena). Em 15 de fevereiro de 1927 foi inaugurado o Ginásio Dom Lustosa. Esse nome em justa homenagem ao venerando bispo, responsável pela sua fundação. Até 1960, durante 33 anos, os padres holandeses dirigiram e ministraram aulas no educandário.

Daí... – Patrocínio pertencia à Diocese de Uberaba. O bispo D. Lustosa, idealizador do Ginásio/Escola, esteve na cidade por duas ou três vezes, na sua permanência em Uberaba (1925-1928). Por isso, mais um (futuro) beatificado é do conhecimento e vinculado a esta Santa Terrinha. Padre Eustáquio já é beatificado e Dom Lustosa será. Assim seja.

PALAVRA FINAL EM TRÊS LANCES

1 – Saúde – O novo secretário-executivo do CIS/Paranaíba (Consórcio Intermunicipal de Saúde), Marcos Arantes, esteve, na quarta-feira, na Secretaria Estadual de Saúde (BH). Muito serviço, muito recurso, muita carência e muita organização à vista. São os desafios dele. Pra começar, em outubro, oito micro-ônibus (novinhos na garagem da Prefeitura) deverão rodar na região, de maneira técnica e por controle informatizado.

2 – Registro (I) – A crônica “Ou Muda Ou Chora”, edição passada, foi comentada e reproduzida pelos sites www.redehoje.com.br (versátil Luiz Antônio Costa), www.jornaldoflavioalmeida.com (escritor Flávio Almeida) e www.patrociniovip.com.br (nosso parceiro). Agradecemos a credibilidade.

3 – Registro (II) – O radialista (e amigo) José Maria Campos fez menções sobre nossa pessoa na sua coluna Ciranda da Cidade (17/9/09) no novel site www.dianewsnoticias.com.br (Renato Oliveira). E frequentemente no Comentário do Meio-Dia (Difusora). Agradecemos a amizade.

 

18de Seembro de 2009

OU MUDA OU CHORA

Indicadores. Sempre é bom analisá-los. Eles apontam para aonde o Município caminha. Nas últimas edições da Gazeta, mostramos dois deles. O VAF, Valor Adicionado Fiscal, que reflete a movimentação econômica municipal e propicia o repasse da arrecadação do ICMS para a Prefeitura. Quanto ao VAF, Patrocínio se encontra no 9º lugar no Triângulo-Noroeste de Minas. Perde para todas as cidades grandes dessa região, mais Iturama. O outro indicador é o Índice de Desenvolvimento da FIRJAN. Nele Patrocínio é apenas a 11ª colocada. Atrás das cidades maiores, mais Itapagipe, Iturama, Santa Juliana, Perdizes e Monte Carmelo. Portanto, é assustador quando se vê, por meio de números oficiais, Patrocínio em 11º (2006) ou 13º (2005), no que se refere ao progresso regional. Hoje, um terceiro indicador baliza a nossa reflexão. É o IPVA. Vamos a ele.

Um Pouco Melhor – Patrocínio é a 7ª maior arrecadação do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores-IPVA. Nesse quesito, tradicionalmente, a Santa Terrinha não é superada pelos municípios menores. Mas também não supera os maiores. Como se sabe, o imposto é gerado pelo emplacamento de veículos na cidade. Dele 50% é para o Estado e 50% para a Prefeitura Municipal.

Números Oficiais – De janeiro a julho, a Secretaria Estadual da Fazenda repassou para Patrocínio o montante de R$ 3.856.989,38. Um valor expressivo, contudo ainda pouco convincente. Pois, por exemplo, a nossa vizinha Patos de Minas recebeu R$ 7.824.413,09. Ou seja, mais do dobro.

Classificação – Uberlândia com R$ 35,5 milhões é o primeiro lugar. Seguem os municípios de Uberaba (2º lugar), Patos de Minas (3º), Araxá com R$ 5 milhões (4º lugar), Araguari (5º), Ituiutaba (6º) e Patrocínio (7º). Logo abaixo, mais distantes monetariamente, Unaí (8º), Frutal (9º), Paracatu (10º) e Monte Carmelo (11º lugar).

O Que Pode Ser Feito – Na atualidade, Patrocínio recebe de IPVA, em média, algo em torno de R$ 350 mil por mês. Nesta coluna, ao longo dos últimos trinta anos, temos definido que parte das empresas de ônibus de proprietários patrocinenses deveriam ter os seus veículos emplacados “Patrocínio”. Mesmo a sede das empresas sendo em outras cidades. Algumas empresas de outras origens, já fazem isso em Minas e no Brasil. Certamente, o IPVA de Patrocínio aumentaria. E a cidade seria grata aos filhos (empresários) residentes em outros centros. Essa ajuda a Patrocínio praticamente não custaria nada.

À Vista – O genuíno (patrocinense) Expresso União emplaca os seus veículos na sua terra natal. Com a sua futura expansão, por causa da nova licitação das linhas interestaduais pela ANTT (Brasília), bons ventos poderão soprar sobre a cidade, terra da Família Constantino. O crescimento da empresa azul-laranja significa mais empregos para os patrocinenses e mais arrecadação para a Prefeitura. Por isso, o nosso estímulo de sempre.

Por fim – VAF (9º lugar), progresso (11º) e IPVA (7º lugar) indicam que Patrocínio não está bem na competição. O advento de um novo tempo é inadiável. Senão, resta-nos chorar. De tristeza.

PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES

1 – Pauta do Dia – Marina Silva, o símbolo da ecologia, é candidata ao Planalto. Aécio Neves terá como uma de suas bandeiras a proteção ao meio ambiente. Governo Federal preocupa-se com o cerrado, quase destruído. Diversas cidades plantam árvores. Natureza, meio ambiente, água e o verde são prioridades. Isso no Brasil sério. Enquanto que, numa certa cidade, estância hidromineral não tem importância, muito menos árvores; matas ciliares e nascentes ameaçadas (ou dissipadas); mineração à vista a custo zero; suas lideranças acham que a elevada temperatura é normal e que está tudo correndo bem. Será Patrocínio? Ou alguma urbe do Piauí?

2 – Há trinta e cinco anos... – Em 14 de setembro de 1974 faleceu José Elói dos Santos. No início do século passado, tornou-se um dos primeiros jornalistas do Município. Pai do ícone Sebastião Elói, foi o grande incentivador para que esse (Briola) criasse a Gazeta de Patrocínio, há quase 71 anos. José Elói também é avô de seu homônimo dos excelentes jornais Maisum e Maisumonline, e bisavô do nosso diretor (Gazeta) Luciano Capuano. Por isso, na família Elói, o jornalismo de verdade, atuante, corre no sangue e está na alma. Para o bem dessa terra rangeliana. O decano José Elói foi vereador e escrivão da justiça, quando o Fórum se localizava na Praça Honorato Borges (hoje, Superintendência de Ensino).

3 – Saudade – Na quarta-feira, faleceu aos 92 anos a professora Clérida Borges Alves, ex-diretora da Escola Honorato Borges e esposa do saudoso Elmiro Alves do Nascimento. Deixa os filhos “evangelistas” Marcos, Lucas, João e Mateus. Além do ambientalista José Donizeti, Luci e Maria José (Zutinha). Clérida, neta do histórico Honorato Borges foi um exemplo de vida digna e ética.

 

11de Seembro de 2009

COM PATROCÍNIO NO CORAÇÃO

Mensagens. Sejam por meio de cartas, telefonemas ou e-mails, sempre as recebemos. Às vezes concordando, às vezes discordando das idéias expostas neste valioso púlpito. A seguir, destacamos algumas.

De BH – “Prezado Amaral (como dizia meu pai), acabei de ver o seu blog (www.patrocinioonline.com.br). Até então não conhecia. Gostei. Estou com você, Patrocínio merece mais. Acredito piamente no pedido do Dr. Carlos Pierucetti. Que haja união. Acabar de vez com o ranço político local. Tudo para o bem e o progresso da querida Patrocínio. Abraços. Wadhy”.

Quem É – Wadhy Rebehy Neto, ou Dizinho, patrocinense, reside na capital mineira, há alguns anos. Filho do médico-poeta Michel Wadhy, criador e fundador da Academia Patrocinense de Letras. É o camisa 9 da Seleção de Patrocínio dos anos 60. E um dos jovens craques do mágico Flamengo (Véio do Didino). Em março, lamentável fato, envolvendo um de seus filhos, tornou-se notícia nacional. Breno Rebehy, triatleta, faleceu na Lagoa do Ingleses (RMBH), quando participava do campeonato estadual de triatlo. A carta de Pierucetti, a quem se referiu, a publicaremos breve. Pierucetti, patrocinense, diretor do memorável Jornal Cidade de Patrocínio dos anos 20, pertencia a uma família de notáveis de Minas.

De Esmeraldas-MG – “Uma das boas coisas que aprendi com você, através da Primeira Coluna, foi o que dizer: recarregando a bateria. Ou seja, voltar à origem e rever um passado puro, lindo e inesquecível... Na semana passada, encontrei-me com queridas pessoas como o João da Banda, D. Tuniquinha (viúva do empresário Pedro Rodrigues), D. Zezé da Banca de Revista, Cândida (filha do ex-prefeito Enéas Aguiar), Solange Lemos e Luiz Alberto Ribeiro (Lojas do Lar)... E sempre que vou a Patrocínio faço a pé visita e homenagem à Árvore da Serra. Para quem não sabe ainda, ela fica no alto da serra, na direção de Perdizes e Represa. É um patrimônio histórico da cidade, tombada pelo prefeito Afrânio Amaral (1986-1989), em seu terceiro mandato”. Carta de Lúcio Lemos, pequeno empresário em Esmeralda e técnico do PROHOSP, o programa dos hospitais mineiros.

Atenção: A Propósito – Continua Lúcio: “Faço um grande pedido por meio de você, Eustáquio. Tem um cupinzeiro enorme tomando conta do pé da árvore e um matagal em volta da mesma. Solicito ao Meio Ambiente da Prefeitura para providenciar a eliminação dos cupins e do mato. Afinal é patrimônio da cidade!” Então, é questão de preservação.

E termina... – “Você como eu, torcemos muito por nossa terra, independentemente dos políticos, pelo seu desenvolvimento, respeito ao cidadão e, sobretudo, pela ética”.

Do Rio de Janeiro – “... vejo com satisfação, você dedicar uma Primeira Coluna inteira a “O Senhor do Futebol” (Gazeta 31/7/2009), legítimo ícone do esporte patrocinense. Em que tive o privilégio de participar de parte daquela saga futebolística. E conviver fraternalmente com o Véio e muitos daqueles jogadores citados na crônica. Sinto-me muito lisonjeado com as reverências históricas com as quais você distinguiu todos aqueles excelentes jogadores e, especialmente, o destaque ao seu irmão Véio do Didino”. Trecho de carta de Rondes Machado.

E Ele Continua... – “A reinauguração do Estádio Véio do Didino, pelo prefeito Lucas Siqueira e secretário Marcos Remis, representa o reconhecimento público dos méritos desportivos do Véio que, por longo tempo, elevou o nome da cidade no cenário regional, realizando um trabalho sem contribuição de qualquer espécie, nem da Prefeitura. Tudo por puro e lírico amadorismo...” Velhos tempos que não voltam.

De Patrocínio – “Prezado acadêmico, com a proximidade das Comemorações das Bodas de Pérolas, 30 anos da Fundação Casa da Cultura de Patrocínio, em outubro, estão programadas várias apresentações artísticas e literárias para todo mês. Para o dia 02/10/2009 está programado a abertura oficial do Museu Prof. Hugo Machado da Silveira. A Academia Patrocinense de Letras-APL está convidada para a solenidade, com momento de recitação de obras dos próprios acadêmicos. Então, gostaríamos de antecipadamente informá-lo do evento e solicitar que nos envie um poema de sua autoria, até o dia 18 de setembro de 2009, para ser apresentado ao público. Com os nossos sinceros agradecimentos, cordialmente, Maria Helena de Rezende Malagoli (Presidente da APL)”.

PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES


1 – Registro – Agradecemos ao site PatrocinioVIP.com.br (Fernando Reis e Elias Miranda) por estar reproduzindo esta coluna, publicada pela Gazeta, semanalmente.

2 – Alerta – Repercutiu bastante a posição de Patrocínio quanto ao desenvolvimento. O 11º lugar (2006) e 13º lugar (2005) no Triângulo assustam. Pois, os dados da FIRJAN (Fed. das Ind. do Rio) são oficiais. Todas as grandes cidades do Triângulo-Noroeste de Minas (e mais Santa Juliana, Perdizes, Itapagipe, Iturama e Monte Carmelo) estão à frente. Com um ritmo de progresso muito maior. Precisamos mudar alguma coisa. Precisamos repensar Patrocínio, com trabalho e probidade. Detalhes sobre a questão, seria bom consultar a Gazeta de 28/8/09 novamente, ou a FIRJAN.

 

28/08

PATROCÍNIO COM A LANTERNA NA MÃO

Progresso. Não é avaliado pelo item população. Nem pelas promessas de políticos. Nem pelo ufanismo de alguns da imprensa. Progresso é aferido pelo VAF. Ou por instituições sérias como a Fundação João Pinheiro e o IBGE. A FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) se enquadra nesse grupo e acaba de publicar o IFDM, que é o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal. Como mostramos a seguir, Patrocínio não está bem na fita.

Dura Verdade – Patrocínio está em 11º lugar na região. Em 65º em Minas. E em 738º no Brasil. É pouco. Muito pouco para a terra sonhada por Sebastião Elói, Pedro Alves do Nascimento e por este escriba.

Ranking – No Triângulo, como de costume, a liderança está com Uberlândia. Seguem Uberaba, Santa Juliana (3º lugar, que surpresa!), Itapagipe (Pontal do Triângulo), Araguari, Patos de Minas (6º lugar), Monte Carmelo (olha outra surpresa, aí), Perdizes (8º lugar), Araxá (9º lugar), Iturama (10º lugar) e Patrocínio (11º lugar). Portanto, na corrida desenvolvimentista, Patrocínio se encontra atrás das velozes Araguari, Patos de Minas, Monte Carmelo, Perdizes e Santa Juliana. Acredite! São números oficiais. Acredite! Patrocínio está no bloco dos rebaixados.

Metodologia – Esse IFDM refere-se ao ano de 2006. Ele é composto igualmente por três variáveis. Três áreas de desenvolvimento humano: emprego&renda, educação e saúde. O primeiro é geração/estoque de emprego e salários (fonte: Ministério do Trabalho). Educação envolve taxa de matrícula e média de horas/aula diárias, dentre outros quesitos (fonte: Ministério da Educação). Saúde é mostrada pelas consultas pré-natal, mortes mal-definidas e óbitos infantis por causas evitáveis (fonte: Ministério da Saúde).

Índice 2006 – Patrocínio obteve 0,64 (emprego&renda), 0,766 (educação) e 0,767 (saúde). Relativamente à região, o índice de educação foi o melhor e o da saúde o pior. Na prática, as cidades que estão à frente na região, levam vantagem significativa sobre Patrocínio na variável saúde. Na educação nem tanto. No geral, em Minas, Itabira (1º lugar), Nova Lima, Ouro Branco, BH (4º lugar), Varginha e Uberlândia (6º lugar) são as campeãs.

Índice 2005 – No ano anterior, o desempenho de Patrocínio ainda era pior. Pois, ocupava o 67º lugar no Estado e o 833º no País, segundo a FIRJAN. E o 13º lugar no Triângulo. Se fosse no futebol, seria colocação de Terceira Divisão.

Análise – O documento da FIRJAN indica que uma das vantagens do IFDM é a orientação para ações públicas e o acompanhamento gerencial pelos municípios. É uma ferramenta de gestão pública, a administração pública com eficácia, ausente de Patrocínio nessa década. É também ferramenta de accountability (responsabilidade social, prestação de contas de quem tem função pública, ética, respeito ao dinheiro público: tudo isso é accountability). O IFDM, anual, é superior ao IDH (índice de desenvolvimento humano), que é realizado pelo Censo, a cada dez anos.

E mais... – Vitória, São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte são as capitais mais desenvolvidas. Quanto aos estados, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais (5º lugar) têm os maiores IFDM/2006.

Lições (I) – O VAF de Patrocínio não é bom. Não evolui. O IFDM patrocinense é fraco. O desenvolvimento não existe. É coisa do passado distante. Patrocínio precisa de união política. Precisa de administradores públicos probos que pensem primeiro em Patrocínio. Precisa de renovação política parcial. Motivação, honestidade e efetividade também são indispensáveis para mudar o cenário.

Lições (II) – A tão decantada mineração pode ser aceitável, se bem negociada. Porém, não é a vara de condão. Não é presente de fada. Em nosso entendimento, avanços na educação e tecnologia, melhoria na saúde, preservação do que resta no meio ambiente, recuperação do VAF por meio da atração de indústrias não poluentes e pacificação política são as prioridades máximas, nesse momento.

Axioma – Patrocínio é a melhor cidade. É o melhor lugar para se viver em Minas. É a mais bela. É a mais saudável. É a terra de políticos sábios. É a capital da ética. Em algum dia do futuro iremos escrever isso. Assim seja.

PALAVRA FINAL

Que Gripe é Essa? – A Influenza A é uma doença respiratória aguda (gripe), causada pelo vírus A (H1N1). Este novo subtipo do vírus da Influenza é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente, por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas.
O vírus pode ficar incubado no organismo de 1 a 4 dias, sendo que a transmissão pode ocorrer de dois dias antes do aparecimento dos sintomas até cinco dias depois.
É muito importante que a pessoa com os sintomas da gripe fique em repouso e tome bastante líquido. Orientações: Comitê Municipal de Enfrentamento da Influenza A ou Comitê Estadual (0800.283.2255).

(eaamaral@hotmail.com)

 

04 de Setembro de 2009

UM SANTO QUE PATROCÍNIO CONHECE

Padre Eustáquio. Dia 30 de agosto foi comemorado 66 anos de seu falecimento em BH. Esse venerável religioso da Congregação Sagrados Corações tem tudo a ver com os patrocinenses. Nos anos 80, escrevemos no Jornal de Patrocínio, uma série sobre sua passagem pela cidade. Posteriormente, sempre em agosto, voltamos ao tema. Como a seguir.

Quem É – Humberto Van Lieshout nasceu em Aarle Rixtel, Holanda, em 3/11/1890. Em 10/8/1919 foi ordenado sacerdote já com o nome de Eustáquio. Em 22/4/1925, Padre Eustáquio, Padre Gil Boorgart e Padre Matias Van Rooy, como missionários, embarcaram em Amsterdam rumo ao Brasil. Em 15/7/1925, os três assumiram a paróquia de N. S. da Abadia de Água Suja (Romaria), Nova Ponte e Indianópolis.

Divina Era – Em setembro/1925, o bispo de Uberaba, D. Almeida Lustosa, visitou Patrocínio. Com a liderança política local foi decidido a criação de duas escolas de padrão nacional. Um ano depois (11/9/1926), Padre Eustáquio pisou o solo rangeliano pela primeira vez. Houve na cidade congresso católico e a assinatura da doação de um prédio na Rua Afonso Pena, destinado a instalação do futuro Ginásio Dom Lustosa. Os três padres, vindos de Água Suja, assinaram o documento. Padre Matias (primeiro diretor) e Padre Gil transferiram residência para Patrocínio, onde pouco tempo depois (15/2/1927) colocaram em funcionamento a escola. Padre Eustáquio retornou à Romaria. Na mesma ocasião, foi criado o Colégio Regina Pacis em Araguari. Segundo o escritor José Vicente Andrade, por essas escolas de holandeses “passaram cidadãos, cujas vidas e obras enaltecem o Brasil”. O outro excelente educandário de Patrocínio, Colégio N. S. do Patrocínio, foi instalado em janeiro/1929.
Trajetória Santa – Caridoso e fraternal, Padre Eustáquio tornou-se referência pastoral em Água Suja. Além de sua fé, carregava consigo o Manual de Medicina no Campo. Com ele e suas plantas, superou diversas enfermidades de inúmeras pessoas. Hoje, atrás da Igreja de N. S. da Abadia, há um memorial e a horta que ele cuidava. Vale a pena conferi-los em Romaria, cidade que o acolheu por mais tempo (10 anos). Nesse período, por algumas vezes, esteve em Patrocínio, pois a congregação dos padres era a mesma. De 15/2/1935 a maio de 1941 foi pároco de Poá-SP, levado pelo arcebispo de São Paulo, quando os jornais paulistas destacaram seu carisma e milagres. Depois, procurando não despertar tanto a atenção dos fiéis, Padre Eustáquio passou pelo Rio, Rio Claro-SP, Araguari e Romaria (outra vez). Chegou a Patrocínio no dia 13 de outubro de 1941.

O Seu Cotidiano – Como estava vivendo isolado (devido às multidões) nessa Santa Terrinha foi-lhe apresentada maior liberdade. Tanto é que fora designado pároco da (então) capela de Santa Luzia. Lá passou a atender aos fiéis por oito horas diárias. Padre Eustáquio voltou a sorrir, pois além de abençoar os enfermos, viajava às cidades vizinhas, estendendo sua obra de misericórdia. No final da tarde, sempre era visto saindo do Ginásio, passando pela Igreja Matriz, em direção à Santa Casa. Ele residiu no Ginásio Dom Lustosa, que além das salas de aula, tinha os aposentos dos padres e dos alunos internos (de outras cidades), laboratório do Padre Caprázio e diversas quadras esportivas.

Crença – Padre Eustáquio revelou que tivera uma visão de São José. Devoto, sempre insistiu na necessidade social da valorização da família, berço das virtudes. Assim, a Oração a São José, foi elaborada por ele em seu quarto no D. Lustosa. Em 12 de maio de 1942, deixou Patrocínio para BH, a convite do arcebispo Dom Cabral. Mas antes, por dois meses, ele cuidaria da paróquia de Ibiá, a pedido do bispo de Uberaba.

Capital de Minas – No dia 3 de abril de 1942, por trem (Rede Mineira de Viação), chegou em BH, dirigindo-se ao bairro que agora leva o seu nome. Em 7 de abril de 1942, foi empossado pároco dos Sagrados Corações (onde se encontra hoje o ex-vigário em Patrocínio, querido padre Vínicius Maciel). Mas, pela determinação superior, ele poderia atender apenas cinquenta pessoas por dia. E, coincidentemente, naquela data, Patrocínio festejava o seu centenário. Às 10h e 45 min da manhã de 30/8/1943, Padre Eustáquio faleceu, acomedido de tifo exantemático.

2006 – Após a cura de um câncer, cientificamente reconhecida, e de procedimentos que duraram sessenta anos, Padre Eustáquio foi beatificado em 15 de junho, em Belo Horizonte. Agora é o Beato Eustáquio. A beatificação inscreve um cristão falecido como bem-aventurado, o qual poderá ser venerado onde nasceu, viveu e morreu. E precede a canonização (quando o beato passa a ser santo).

Honra – Nessa data de 2006, na narração do inesquecível evento, estivemos ao lado de José Maria Campos, Cristiano Romão e Alberto Sanarelli, no Estádio Mineirão. A Difusora foi uma das três emissoras de rádio que transmitiram a beatificação, perante 70.000 pessoas (cerca de 300 patrocinenses). A transmissão durou sete horas sem interrupção (de 14 às 21 horas). Esse fato deveria pertencer ao site da rádio (atenção amigo Márcio Resende Alves). As outras emissoras foram a Rede Católica de Rádio (RDC) e Rádio América de BH. Padre Eustáquio é parte de nossa vida. Graças... quantas graças!

21/08

REFLEXÕES SOBRE A POPULAÇÃO REGIONAL

Desenvolvimento. Há diversos indicadores para medi-lo. Renda per capita, qualidade de vida, atividade econômica (olha o VAF aí), tecnologia, emprego, cultura, dentre outros. Pode até citar população. Porém, não é fundamental. Se fosse, a Suíça (7.580.000 habitantes) seria muito menos desenvolvida do que o Paquistão (162.508.000 hab.). Ou Porto Alegre (1.436.123 hab.) ou Florianópolis (408.161 hab.) teriam menor importância do que Fortaleza (2.505.552 habitantes). Por isso, o 7º lugar de Patrocínio na região Triângulo/Noroeste de Minas é tão somente o 7º lugar, como diria Nelson Rodrigues. Nada mais do que isso. Os números publicados pelo IBGE estão a seguir.

Ranking das Dez Mais – Uberlândia (634.345 hab.) é o 1º lugar regional, o 2º de Minas e uma das dez cidades, não capitais, mais populosas do Brasil. Seguem Uberaba, Patos de Minas (139.841 hab.), Araguari, Ituiutaba, Araxá (92.927 hab.), Patrocínio (86.467 hab.), Paracatu, Unaí e Frutal (54.819 hab.).

Prova dos Nove – Embora Iturama se situe na segunda divisão quanto à população, 12ª colocada com apenas 33.321 habitantes, é uma das lideres quanto ao VAF (4º lugar). Conclusão: população não é progresso.

O Bom Vizinho – Monte Carmelo conta com 45.975 habitantes. Aproximadamente, a metade da população patrocinense. É uma grande economia. Principalmente, por causa do café e da indústria de telhas. Mas, está distante de ser cidade-pólo como Patos de Minas, Araxá, Ituiutaba e Patrocínio.

População na Microrregião – Guimarânia (7.322 hab.), Serra do Salitre (10.773 hab.), Cruzeiro da Fortaleza (3.897 hab.), Coromandel (28.296 hab.), Iraí de Minas (6.605 hab.), Estrela do Sul (7.439 hab.), Romaria (3.636 hab.), Perdizes (14.786 hab.), Ibiá (23.069 hab.), Santa Juliana (11.571 hab.) e Abadia dos Dourados (6.805 hab.). Portanto, Coromandel é a maior desse grupo.

Patrocínio em Minas – A população patrocinense (residente no município) é a 34ª maior do Estado. Contudo, seguramente, cidades um pouco menores têm o índice desenvolvimentista maior. São os casos de Alfenas (sede de uma grande Universidade), Viçosa (sede da melhor Universidade mineira, segundo a última avaliação), Três Corações, Paracatu, Itaúna, São João Del Rei (cultura e história), Nova Lima (feia, porém tem bom VAF) e de Ouro Preto. Hoje, Patrocínio gira em torno da 45ª maior economia mineira. Mesmo sendo o maior produtor de café (parte da produção precisaria ser industrializada na cidade). Mesmo sendo a capital do leite. Ah! Nesse caso o patrocinense é bonzinho. Pois, Patos de Minas industrializa para esta terra que não quis a indústria de laticínios. Paciência!

Fonte – O IBGE publicou as populações nos 5.565 municípios brasileiros em 14/8/09. É estimativa técnica para o dia 1º de julho de 2009. Se algum município discordar do número divulgado, tem prazo até 15 de setembro para apresentar reclamação fundamentada ao IBGE. Em outubro, será enviada ao Tribunal de Contas a versão final da população no Brasil, que é 191,5 milhões de habitantes, sendo 20 milhões nas Minas Gerais.

Por Fim – A população de Patrocínio está de bom tamanho. O que não está é o desenvolvimento econômico, o verde, a segurança e o futebol.

PALAVRA FINAL EM QUATRO LANCES


1 – Registro – A Expocaccer – Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado e o INPEV nos convidam para participar do Dia Nacional do Campo Limpo. Pelo 5º ano consecutivo, Patrocínio comemora a retirada de milhares de toneladas de embalagens de agrotóxico do sagrado meio ambiente. Dia 18 (terça-feira) foi a data e a Fazenda da Epamig o local. Parabéns. Mais Parabéns. Pois, meio ambiente, qualidade de vida e natureza são inegociáveis.

2 – Quando o Futebol é Arte – Um dos maiores craques da história mineira reside em Patrocínio. O lateral Mexicano. Atlético Mineiro, Palmeiras–SP e Seleção Mineira foram contemplados com a sua classe. A Seleção de Minas de 1948, segundo o livro Futebol no Embalo da Nostalgia (Plínio Barreto) era: Kafunga, Canhoto e Pescoço; Mexicano, Carango e Silva; Lucas, Ismael, Ceci, Paulo Florêncio e Nívio.

3 – Rádio Itatiaia – Semana passada, antes do jogo Galo (sua paixão) e Palmeiras (1 a 1), Mexicano contou histórias do esporte e chamou Patrocínio de “a melhor cidade, a mais bonita, do Estado”. Segundo ele, uma cidade de atleticanos. Um lugar para se viver bem.

4 – Gripe – A informação é a melhor alternativa. Saiba o necessário sobre a influenza A (H1N1) no site www.saude.mg.gov.br (atualizado diariamente).