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26 de Fevereiro de 2010 PRIMEIRA COLUNA Eustáquio Amaral
Eleições. O maior ato da democracia.
Pelo visto, Patrocínio não aprendeu. Pouco importa
o que é melhor para o Município. O que importa é
o momento. É o curto prazo. Ah! Até na política
o planejamento é desconsiderado na terra do visionário
e estadista Olímpio Garcia Brandão. Sintetizando,
nesse cenário, o bom senso indica três caminhos,
três alternativas, para a Santa Terrinha. Vamos lá. Hipótese 3 – Se a opção for novos candidatos, a sorte de Patrocínio se iguala à loteria. Pode dar certo. Pode dar errado. Como nas duas eleições passadas para deputado. Sintomas – O Município merece e padece de união. De força. De espírito rangeliano. De trabalho. De coração. Em prol da cidade. Isso seria maravilhoso. Mas parece que a divisão dos patrocinenses é a proposta. Ou melhor, é a aposta. Cada qual com cada qual. Vamos ver o que acontece. Dá a impressão que é brincadeira de carnaval. Por fim – Em política, inúmeras cidades estão na faculdade. Algumas fazendo mestrado ou doutorado. Infelizmente, Patrocínio encontra-se no primário. Ultrapassada. Ou será que estamos vendo outro filme? Outro jogo? A terra natal evoluída, ética e pacificada sempre foi o nosso desejo. Continuamos sonhando, como se vê.
2 – Atenção – Não
devemos esquecer de combater o mosquito da dengue diariamente.
Água parada, empoçada, jamais. 19 de Fevereiro de 2010 MAIS UM RETRATO NA PAREDE Devaneio. Puro devaneio. Patrocínio, cidade
turística. Patrocínio, cidade limpa e agradável.
Patrocínio, estância hidromineral. Embora o momento
é adverso para dizer alguma coisa. Pois, somente se fala
que mineração é a salvação
(?) do Município. Mineração gera receita.
Gera empregos. Gera tudo de bom e nada de mau. Ah! Meu Deus. Ah!
Patrocinenses que moram no Céu. Perdoem esses incautos.
Eles não sabem o que falam ou fazem. Dito isso, vamos ao
maior patrimônio ecológico de Patrocínio,
um dos maiores de Minas. À Serra Negra. Ao hotel abandonado.
Às águas minerais. Às matas (ainda!) na região.
À Lagoa Vulcânica do Chapadão (está
na UTI, quase sem vida). Desta vez, com a colaboração
da Internet. Com muitas pessoas esclarecidas (www.skyscrapercity.com). Continua o Bom Internauta... – “Meus avós e tios falam com muita nostalgia do hotel. Lembram da época de glamour e das celebridades (JK e Tancredo Neves, para exemplificar) que um dia passaram pelos seus salões. Consta que foi construído para suprir a demanda crescente da elite regional por um local mais refinado, visto que o Grande Hotel de Araxá não era tão próximo” (naquela época). Infelizmente, na atualidade, o hotel encontra-se em precário estado devido à questão judicial envolvendo herdeiros de Gentil Nascimento. Opinião de Gente de Bem (I) – “A capital do café pode se transformar em importante setor turístico de Minas, se explorada sua produção tradicional, como turismo de negócios também. Poderíamos ter projetos ambiciosos para a recuperação da Lagoa do Chapadão (no topo da serra a 1.200m de altitude, na cratera de um vulcão com 6 km de diâmetro), do Hotel Serra Negra e tornar Patrocínio centro turístico. Com “tour” mostrando a produção de café, como ela é realizada. E também os engenhos na produção de rapadura e a (nossa) farinha preparada no tacho”. Deputado Silas Brasileiro ao repórter José Maria Campos – Difusora, em 19 de novembro passado. Opinião de Gente de Bem (II) – “O balneário de Serra Negra é uma prioridade que não pode ser esquecida”. Governador em exercício, Antônio Augusto Anastasia, em discurso, quando da inauguração do Centro Regional Viva Vida D. Lica, em abril de 2009. Engenheiro Uberlandense – Prosseguem as manifestações na Internet: “Gostaria de lembrar que a região é de grande importância para todo o País, já que irá ser implantado pela Fosfértil grande projeto de mineração, suficiente para dobrar a produção de fertilizantes da empresa, diminuindo a dependência de insumos importados. Não tenho noção da área que abrangerá a mina de Patrocínio, mas considerando, que mesmo sendo tombado, o Complexo do Barreiro (Araxá) teve a autorização de lavra da Bunge até à porta das Termas. Assim, afirmo que o futuro da Estância de Serra Negra pode estar com os dias contados. Tomara que os patrocinenses se mobilizem com o intuito de preservar esse patrimônio. Se o hotel fosse de domínio público, a Prefeitura poderia pedir à Fosfértil, como compensação pelos danos ambientais, a reforma (preservação) de todo o complexo”. E mais... – “Acho que a instalação
da Fosfértil é a última oportunidade daquele
local se tornar viável. Transformar aquela região
em um parque ou em área protegida já seria o primeiro
passo”. Oração – Na casa dos verdadeiros
patrocinenses é colocada outra fotografia na parede do
tempo. Ao vê-la a velha guarda chorará. De saudade.
A jovem guarda, a nova geração, se surpreenderá.
De verdade. Pois, a natureza foi benevolente. Deus concedente.
A cidade displicente. Com tamanha riqueza. Fazer o quê?
Orar é a solução. PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES
2 – Sonho – No JP, nas décadas
de 80 e 90, justificamos e falamos muito da ligação
asfáltica Serra do Salitre–Rio Paranaíba.
Sempre achamos boa alternativa para BH. No Carnaval, a agência
Minas na Internet, informou que o Governador em exercício,
Professor Anastasia, garantiu o início das obras para o
trecho de 60 km ainda nesse ano. Faz parte do Programa Links Faltantes/DER-MG.
Boa notícia. 12 de Fevereiro de 2010 VIAGEM PATROCÍNIO-BH DUROU TRÊS DIAS Novamente. Outro passeio pelo tempo. O veículo
é a revista Presença, edição de março
de 1993. Naquela época, cada exemplar custava Cr$ 50.000,00
(cinquenta mil cruzeiros). Que louca inflação! E
mais, Romeu Queiroz deixava a presidência da Assembléia.
Hélio Garcia era o governador de Minas. Marlenísio
Ferreira lançava o seu livro Cisquim. CAP montava a equipe
para o campeonato mineiro/93 (divisão de Cruzeiro e Galo).
Patrocínio era prioridade para a reativação
econômica mineira, segundo estudo do INDI e Cemig. Rádio
Difusora apresentava o Show do Noite, com Luiz Antônio Costa
e José Maria Campos. E a Coluna “De Volta ao Passado”,
de nossa autoria, mostrava as priscas eras patrocinenses, reapresentada
a seguir. Isso há 17 anos atrás. 1929: Escolas – No intuito de inibir a expansão da Igreja Presbiteriana na cidade, os padres holandeses do recém-criado Ginásio Dom Lustosa fundam o Colégio N. S. do Patrocínio, destinado às meninas, em 6 de janeiro. Logo em seguida, a escola é entregue às Irmãs do Imaculado Coração de Maria. E o Dom Lustosa inicia o seu terceiro ano letivo com 136 alunos matriculados, sendo 47 internos (residência na própria escola), 2 semi-internos e 87 externos. Começo dos Anos 60: Futebol – A equipe do Flamengo (o maior celeiro de craques que Patrocínio já viu) está tão harmônica e jogando “por música”, sob o comando do lendário Véio do Didino, que Bougleux, júnior do Atlético Mineiro, tem que se contentar com a reserva no jogo com o Clube dos Cem, em Monte Carmelo. No segundo tempo, naquele distante domingo, ele entra e joga entre os titulares. Bougleux jogou ainda a Seleção Mineira, Santos e Vasco da Gama e autor do primeiro gol no Mineirão. Março de 1965: Maior Viagem – A
linha de ônibus ligando Patrocínio à Belo
Horizonte só tem um horário por dia, pela manhã,
em ônibus Ciferal do Expresso União. Na segunda-feira,
após a semana santa, lotado com patrocinenses que vieram
visitar a cidade no feriado, depois de passar em Rio Paranaíba
e São Gotardo (ponto para o almoço) e enfrentar
muita poeira (não havia a BR-262), o ônibus quebra
próximo à cidade de Melo Viana (hoje, Serra da Saudade),
por volta de 15 horas. Em Dores do Indaiá, via telefone
arcaico, é solicitado um ônibus reserva, em Patrocínio,
que chega na manhã do outro dia, terça-feira. Após
a baldeação e mais algum tempo de viagem, o segundo
ônibus pára também, com defeito mecânico,
próximo à cidade de Luz. 1978 – Rodovia – Depois de justificar como argumentos técnicos e econômicos, a “Primeira Coluna”, do “Jornal de Patrocínio” em 24 de junho, conclui: “... é o momento de nossa liderança reinvindicar e clamar prioridade para a BR-462, trecho Perdizes-Patrocínio”. O engenheiro Olímpio Garcia Brandão atende à sugestão. Abril de 1980: Inaugurações Inesquecíveis
– Na comemoração dos 138 anos de emancipação
política do Município, com as presenças do
governador Francelino Pereira, vice-presidente da República
Aureliano Chaves, diversos deputados e enorme público,
são inaugurados o Palácio Brumado dos Pavões
(sede da Prefeitura), o Palácio da Justiça Presidente
Juscelino (Fórum), o novo prédio da Caixa Econômica
Federal, a pavimentação de acesso à Minasilk
e Sericitêxtil, a Escola Venina Amaral (Salitre), 150 casas
populares do bairro Matinha I (e iniciadas mais 300 no Bairro
Matinha II) e a pavimentação da rua Artur Botelho,
acesso à Faculdade. A cidade está encantada com
o progresso. Principalmente, o folclórico Pedro Alves do
Nascimento no seu programa “Frente Patrocinense de Reportagem”,
na Difusora. O prefeito é Afrânio Amaral. 29 de Janeiro de 2010 UM POUCO DE HISTÓRIA PATROCINENSE
“1815 – Economia Patrocinense
– Segundo o fazendeiro Damaso, as terras da região
são propícias a todas as culturas. A produção
é enviada a Paracatu (até então sede do Município),
distante 250km. Apenas o algodão é exportado para
o Rio de Janeiro, via Barbacena. O gado é a principal atividade,
entretanto os marchantes vêm comprá-lo dos proprietários
locais (inclusive carneiros). PALAVRA FINAL EM QUATRO LANCES 1 – Registro – Agradecemos as palavras
do secretário municipal Alcides Dornelas, por telefone.
Segundo ele, leitor incondicional deste espaço. 4 – A Semana – Mudanças no
secretariado de Aécio Neves. Marcus Pestana retorna à
Assembléia Legislativa. Tempo restrito para este autor,
inclusive para escrever. Mas, a Secretaria Estadual de Saúde
está liberando mais R$ 200 mil para o Hospital do Câncer.
Via convênio. É a SES mais uma vez beneficiando Patrocínio. 22 de Janeiro de 2010 SAUDADE NÃO TEM IDADE Reprodução. Com permissão, transcrevemos o texto de José Elói Neto (Neto porque tivemos a felicidade de conhecer seu avô José Elói). A publicação se deu quarta-feira, às 18h, no jornal eletrônico Maisumonline.com.br. Por ser irreverente e informativo, o site é uma das grandes atrações do mundo virtual. “O MAISUMONLINE encerrou na tarde desta quarta-feira (20) mais uma de suas enquetes virtuais. O tema da semana foi a história política do município. A pergunta era: “ Quem foi o autor da frase ‘patrocinense vota em patrocinense’, criada no início dos anos 80 e conclama o nosso povo da necessidade de se votar em candidatos nascidos em Patrocínio a deputado estadual e federal”. Demonstrando estar sempre atento e antenado ao que aconteceu, acontece e ao que poderá acontecer no microcosmo rangeliano, o internauta escolheu a opção certa. O autor da antológica frase ‘patrocinense vota em patrocinense’ foi o atual colunista da Gazeta (na época titular da ‘Primeira Coluna no JP’) e blogueiro do POL, Eustáquio Amaral, que obteve 44%. Nossa enquete virtual somou 301 votos. Conhecido e reconhecido como um defensor intransigente
das causas de Patrocínio este patrocinense, membro da Academia
Patrocinense de Letras, reside em BH há mais de 3 décadas,
ocupando com destaque o cargo de superintendente de Planejamento
e Finanças na Secretaria de Estado de Saúde, cujo
titular é o deputado Marcus Pestana. O tempo passou (passou o tempo), mas a realidade
política patrocinense pouco ou nada mudou. Vira e mexe
(ou mexe e vira), no período que antecede as eleições,
recebemos aqui dezenas de candidatos de outras plagas, a grande
maioria deles sem nenhum lastro ou compromisso com a cidade, mas
com algum grupo e/ou liderança política. Oxalá, Eustáquio Amaral, o Menestrel Rangeliano, possa reavivar, agora nas páginas da Gazeta, sua antológica frase, transformando-a mais uma vez no farol que guiará os eleitores de nossa santa terrinha, conduzindo-os no rumo de uma autêntica representatividade patrocinense na Câmara Federal e na Assembléia Mineira.” Texto do jornalista José Elói. PALAVRA FINAL EM OITO LANCES 1 – O Bairrismo Chora – A imprensa
local divulga que a COOPA, a Cooperativa Agropecuária de
Patrocínio, avalisou à CEMIL construir a fábrica
de leite condensado. Como a COOPA é uma das quatro cooperativas
que formam a CEMIL de Patos de Minas, a expansão dessa
favorecerá os produtores de leite patrocinenses. Que terão
o (seu) leite consumido. Mas... mas... a geração
de empregos e os impostos arrecadados não estão
– nem estarão – em Patrocínio. Por ser
a segunda maior produção de leite de Minas, o sonho
de Pedro Alves do Nascimento, Sebastião Elói e deste
escriba não era assim. Não seria isso. Patrocínio
mereceu sempre ter a sua indústria laticínia. O
resto tem pouca explicação. 4 – ICMS – Betim, Belo Horizonte, Contagem, Ipatinga, Juiz de Fora e Uberlândia são os municípios de maiores VAF’s do Estado. Na região Triângulo-Noroeste são Uberlândia, Uberaba, Araxá, Araguari, Iturama, Paracatu, Unaí, Patrocínio, Ituiutaba e Patos de Minas. Nessas relações apenas Paracatu poderia ser considerada município onde predomina a mineração. Interessante. Interessante mesmo! 5 – Receita – Em 2009, até dezembro, Patrocínio recebeu R$18.114.661,00 de ICMS e R$ 281.239,00 de IPI/Exportação. Patos recebeu um pouco mais. Todavia, como já antecipamos, em 2010, Patrocínio receberá ICMS superior a Patos de Minas. A situação se inverterá ligeiramente. 6 – Recordar é Viver – Paulo Roberto é o técnico do Ituiutaba (forte equipe) no campeonato mineiro/2010. Na terça-feira, em entrevista à Rádio Itatiaia, apresentou sua trajetória em Minas. Destacou sua passagem pelo Patrocinense (CAP). Bons tempos em que o grande futebol era praticado na cidade. 7 – Atenção Máxima
– Já acabou com a dengue hoje? Mantenha a limpeza
de seu lote. De sua casa. Isso é o remédio. 15 de Janeiro de 2010 SONHO DE VERÃO
Visão Principal – Seja para deputado neste ano, seja para futuro prefeito, o respeito ao dinheiro público é o primeiro mandamento da lei de Deus e dos homens. Pouco adianta discutir se é fulano ou beltrano o melhor. O melhor é, sempre será, aquele que fizer ou trazer benefício para Patrocínio. Sem levar vantagem. Aquele que amar Patrocínio sobre todas as coisas terrestres, principalmente as coisas pessoais. Mais Visão – Esse ou aquele político pode (até) não ser a melhor solução. Mas se é probo, seus pecados poderão ser perdoados. Ao contrário dos que causam danos ao Erário. Esses são imperdoáveis, pois prejudicam ou poderão prejudicar à população inteira. São nefastos. Clareza é Indispensável – Em política, não se pode ser contra ou a favor do ciclano. O bom cidadão, o sábio eleitor, tem que ser contra ou a favor de métodos ou de modelos que um ou outro adota para administrar ou fazer política. O Município (e o País também) merece transparência, ética e bom uso da máquina pública. Bom uso em nome de todas as pessoas que habitam essa terra. “Bom uso” expressado de forma direta é “gestão com honestidade”. Pois dinheiro público é sagrado. Vêm de impostos e taxas que cada cidadão paga. Afinal – Sonhar é preciso. Sonhar com homens públicos públicos. Homens que apenas pensam no coletivo (em todos). Homens que mereçam ouvir pelas ruas da cidade: Nesse! Nesse! Eu confio! E Mais... – Não apenas o político, mas também o administrador público (por exemplo: presidente da Cemig, diretor de um hospital ou escola, etc.) precisa de saudável espírito público. O que é de todos tem que ser respeitado. E até louvado.
5 – Registro – Em janeiro de 1984 faleceu em Araguari, Dom Almir Marques Ferreira, até então bispo de Uberlândia. Portanto, há 26 anos. D. Almir é o primeiro bispo patrocinense. Na década de 20, foi “coroinha” do emblemático Monsenhor Joaquim Tiago. 6 – UAI!? – Recursos para Patrocínio
somente nos anos de eleição! Que nos outros três
anos continuem chegando do mesmo jeito. 08 de Janeiro de 2010 AVE! CIDADE DE PATROCÍNIO, ANO 136
Antecedentes – A cidade foi instalada 32 anos depois da emancipação municipal de 7 de abril de 1842. E 206 anos após o primeiro homem civilizado pisar esse chão. Que foi o bandeirante Lourenço Castanho Taques, a caminho de Paracatu, em 1668. Município – Ao emancipar-se de Araxá, pela Lei Provincial nº 171, de 23/março/1840, foi criada (também) a Vila de N. S. do Patrocínio. À época, havia 357 casas. O primeiro presidente da Câmara Municipal e agente executivo (prefeito), foi o capitão Francisco Martins Mundim. Segundo alguns historiadores, a prefeitura e a residência do mandatário localizavam-se no casarão do Largo da Matriz, atual Casa da Cultura. Conturbação (I) – De 1842 a 1874, diversas ocorrências na Vila tornaram-se históricas. Em 1852, no distrito patrocinense de Bagagem (hoje, Estrela do Sul), foi encontrado o maior diamante do Brasil naquele tempo e um dos maiores até agora. Por causa do tráfego de pedras preciosas, havia muitos bandidos nas estradas (caminhos) da região. Entretanto, surgiram corajososos voluntários de Patrocínio que venceram (eliminaram) o principal bando, em 1853. De outro lado, a lendária Dona Beja tem a ver com Patrocínio. Nesse período, ela residia em Bagagem (pertencia a Patrocínio) e suas viagens tinham a rota Araxá–Patrocíno–Bagagem. Em 1858, Estrela do Sul emancipou-se de Patrocínio, levando consigo Araguari e Monte Carmelo. Conturbação (II) – Pela Lei 1291, de 30 de outubro de 1866, surgiu o município de Patos, também desmembrado de Patrocínio. A família Maciel teve decisiva participação na emancipação. Antes, porém, aconteceram diversas sedições (movimentos bélicos, batalhas), chamadas também de “fogos”. Há versões históricas de que a Vila de N. S. do Patrocínio foi invadida pelos patenses em busca da liberdade. De certo, segundo Tião Elói, teve o “Fogo do Mundim” em 1855. Por volta de 1865, houve trinta horas de ferrenho combate. Quando 60 patrocinenses resistiram heroicamente a invasão de 140 pessoas armadas, sob o comando de dois juízes. O Largo do Rosário (hoje, Praça Honorato Borges) foi o palco principal do tiroteio. O Epílogo – Passados as três décadas de lutas, em 13 de novembro de 1873, foi criada a cidade de Patrocínio, pela Lei Provincial nº 1995. Oficialmente, instalada em 12 de janeiro de 1874. Primeiros Passos da Cidade – Padre Modesto Marques Ferreira era o vigário da Paróquia N. S. do Patrocínio. Bernardo Bueno da Silva, político patrocinense de prestígio na capital mineira (Ouro Preto), tornava-se o primeiro agente executivo da nova cidade, além de vereador. Antônio Oliveira Pinto Dias era o juiz municipal. Já É Tempo – O Dia da Cidade deveria ter uma agenda cívica simples. Pelo menos. Alvorada com a Banda de Música Abel Ferreira desfilando pelas principais vias e encantando a população. Hasteamento das bandeiras do Brasil, Minas Gerais e Patrocínio. Foguetes. E muito amor à terra natal. Passar 12 de janeiro em branco e no silêncio é falta de cidadania. E de cultura também. Portanto, mãos-à-obra. Patrocinenses que gostam de Patrocínio. PALAVRA FINAL EM TRÊS LANCES
01 de Janeiro de 2010 MAIS R$ 1,5 MILHÃO NAS MÃOS DE PATROCÍNIO, E IMPORTÂNCIA REGIONAL Saúde. Outra vez, despontam novos recursos do Governo Estadual. Agora, destinam-se à criação do Centro Hiperdia, o centro para tratamento da hipertensão e do diabetes. E para outras benesses que pouca gente comenta. Aprovado! – Já estão garantidos R$ 359.804,00 para o Hiperdia. Não é conversa de político em campanha. É palavra de uma administração pública séria que fez o Centro Viva Vida. Aliás, o Centro Hiperdia será regional. E funcionará integrado ao CVV D. Lica. O Que é – É uma unidade de atenção secundária à saúde voltada aos portadores de hipertensão arterial (pressão alta) e ou aos portadores de diabetes insulino-dependentes. O objetivo é reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares e diabetes mellitus em Minas. O Município é Destaque – Pela Resolução nº 2133, de 9/12/2009, da SES, a (nossa) cidade é uma das (apenas) oito beneficiadas no Estado com a instalação do Hiperdia. E será a segunda que receberá mais recursos (a primeira é Santa Luzia). Os R$ 360 mil, a serem liberados nos próximos dias, serão aplicados pela Prefeitura Municipal na aquisição de diversos equipamentos. Tais como eletrocardiógrafo, caixa de instrumental cirúrgico e holter. Além Disso: UBS – O Hiperdia chegará no primeiro semestre. Mas dia 28 de dezembro o prefeito municipal inaugurou duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), o conceito moderno de centro de saúde. Lucas Siqueira afirmou-nos que os imóveis estavam prestes a serem depredados, por isso a celeridade para inaugurá-las. Afinal, os recursos para o Centro de Saúde S. Vicente (próximo ao Asilo) e o do Bairro Enéas Aguiar foram destinados totalmente pela Secretaria Estadual da Saúde/SES, sem mediação de ninguém. Fazem parte das políticas públicas empreendidas pela SES, independente de quem esteja administrando a cidade. A propósito, outra UBS será construída no Bairro Constantino. Para tanto, R$ 345 mil estão a caminho dos cofres municipais. Garantidos (empenhados) como de costume. Além Disso: Hospital do Câncer – Nessa semana o ideal do médico Ocacyr Siqueira, receberá R$ 170 mil da SES. O convênio está assinado, desde a última semana. Em 2010, provavelmente mais recursos para esse grande empreendimento regional. Novos Benefícios por Acontecer – O Consórcio Intermunicipal da Saúde – CIS Paranaíba, com sede em Patrocínio, tem oito ônibus zero (novos). Receberá o nono, em breve (está encomendado à fábrica). Os nove ônibus servirão às cidades que pertencem ao Consórcio. E Tem Mais... – O CIS-Paranaíba acaba de receber R$ 250 mil. Este recurso propiciará a construção da sede do Consórcio na Av. Aécio Neves, próximo ao Centro Regional Viva Vida. Assim, aquela região se tornará referência regional em saúde. A polarização regional sempre foi uma reivindicação patrocinense. Justa por sinal. E Não Para Por Aí... – Outros presentes de Natal virão. Como por exemplo, convênio para o CVV D. Lica, visando compra de equipamentos adicionais. Pra Jamais Ser Esquecido – O Centro Viva Vida é mantido monetariamente pela SES e administrado pela Prefeitura. A escolha de Patrocínio para sediá-lo deveu-se exclusivamente ao tirocínio, técnica e planejamento regional do Secretário Marcus Pestana. A construção foi realizada por uma construtora licitada, e paga pelo DEOP. E quem contratou o DEOP, liberando o recurso, foi a SES. Sem nenhuma interferência. É política pública do Governo Estadual. Por Fim – Será que algum patrocinense
passou um telegrama (ou e-mail) de agradecimento a Marcus Pestana
e Aécio Neves? Ou, pelo menos, um cartão de Boas
Festas? 25 de Dezembro de 2009 UM POUCO MAIS DE HISTÓRIA... 1990. Em dezembro, circulava a edição nº 35 da Revista Presença. Nela este escriba lançava a coluna “De Volta ao Passado”, que permaneceu até o final. A seguir, a reprodução do lançamento, há dezenove anos atrás. Apresentação – “Esta coluna, esta crônica, será um canto da saudade. As lembranças, aqueles fatos que o tempo não consegue apagá-los, deverão ser registrados em tópicos. Por ter afinidade com o ontem, sempre vou a ele. Há alguns anos, escrevi a série Reminiscências de uma Geração (14 capítulos) no Jornal de Patrocínio, com sucesso. Agora De Volta ao Passado, adotando estilo diferente, para leitura mais rápida, continuo com essa gostosa odisséia pela época que não volta mais. Porém, que deixou suas sementes.” Rodoviária – “Antes da Estação Rodoviária ser construída pelo prefeito Amir Amaral ( o melhor prefeito de Patrocínio), em frente ao PTC, por volta de 1952, o então Bar Trianon, no Hotel Santa Luzia, funcionava como ponto das “jardineiras”. Uberaba, Patos de Minas e Monte Carmelo – eram as principais linhas de ônibus.” Ecologia – “Não faz muito tempo a cidade tinha no seu perímetro urbano, uma reserva florestal com nascentes, animais silvestres e árvores nativas, entre as quais, espécies raras. Era o chamado Matão, localizado nas proximidades do (então) Enxó e Minasilk.” Futebol – “Os dois maiores atletas que defenderam as cores de Patrocínio foram Múcio e Bougleux. O craque Múcio, filho do saudoso Augusto Caetano, antigo morador da região do Dom Lustosa, nos anos 50, vestiu as camisas do Atlético Mineiro (pentacampeão), Seleção Mineira, Palmeiras e Santa Cruz de Recife. Em Patrocínio, pertenceu aos legendários Ipiranga e Flamengo. Já Bougleux, meio campo do Atlético, Seleção Mineira, Vasco da Gama e Santos, foi autor do primeiro gol do Mineirão no inesquecível Minas Gerais 1, River Plate 0, em 05 de setembro de 1965. Em Patrocínio, jogou no Flamengo, do Véio do Didino.” Rádio – “Até meados dos anos 60, a Rádio Difusora apresentava nas manhãs de domingo programas de auditório (na sua sede no edifício Rosário, 2º andar, a emissora possuía um pequeno auditório). No comando dos programas passaram Antônio Augusto, Humberto Novais, Auxiliadora Guarda, Sérgio Aníbal, Oliveira Júnior e Petrônio de Ávila.” Política – “A UDN e o PSD eram as grandes correntes políticas até a Revolução Militar de 1964. No município, as famílias Borges, Paiva e Aguiar – formavam o núcleo da UDN e as famílias Alves, Queiroz e Amaral o núcleo do PSD. Bons tempos em que se fazia política por paixão e ideal.” Cinema – “O filme Manto Sagrado com Victor Mature, inaugurou o “cinemascope” no Cine-Teatro Rosário (praça Honorato Borges). Quatro dias de sucesso, muitos namorados (que hoje são avós) na platéia e o Branco – depois pastor Gaspar Albano – puxando as cortinas para o início do espetáculo cinematográfico. Isso há quarenta anos...”(década de 40/50).
3 – Carta (I) – Sobre o projeto-sonho do trem turístico, ligando Patrocínio a Monte Carmelo, escreve Rondes Machado, o patrocinense-carioca. “Eustáquio, esta é uma idéia que me entusiasma. É difícil. Foi possível em inúmeras cidades. Poderá ser possível em Patrocínio. O trem de carga poderá ser desviado para o contorno da cidade. Mas os trilhos deveriam ficar para o trem turístico. E para o trem de passageiros que um dia voltará. O meio ambiente exigirá isso.” 4 – Carta (II) – Ainda Rondes, em outra missiva. “Admiro-o especialmente pelo seu idealismo na defesa dos interesses da nossa Patrocínio, que você faz com competência, franqueza e destemor, apesar de alguns políticos. E ainda temos em comum o gosto pelo grande futebol. Como o Flamengo (do Véio do Didino), uma lenda regional, e o CAP.” 5 – Feliz Natal! – É o que
desejamos aos inesquecíveis conterrâneos, por meio
da jovem Elenir de Oliveira (editora desta coluna) e João
Borges Alves (amigo desde à nossa infância). 18 de Dezembro de 2009 MANIFESTAÇÃO DE UM DEPUTADO PATROCINENSE (II) Conclusão. Carta de Silas Brasileiro. Edição anterior ele destacou o VAF. Nesta dá vez à Saúde e ao CAP. A Bondade – “Outra vertente de grande admiração é o trabalho que o amigo, colega de estudos, você Eustáquio, tem desenvolvido à frente da Secretaria Estadual de Saúde no cargo de Superintendente de Planejamento e Finanças, que de forma austera e proba, vem primando pela utilização responsável da aplicação dos recursos públicos, administrando um setor de tamanha importância dentro de uma Secretaria de fundamental relevância social para Minas Gerais, ao lado do competente e extraordinário Secretário Marcus Pestana.” A Emoção – “A frente desta Secretaria Estadual, tem conseguido incluir Patrocínio em vários e importantes programas da Saúde no Estado, dentre eles orgulho-me do trabalho pela conquista do Centro Viva Vida, que homenageia o nome de minha mãe (D. Lica), me proporcionando um dos momentos mais emocionantes em toda convivência familiar.” A Visão Exemplar – “Temos na memória outras experiências sempre mencionadas em seus artigos. Citamos o exemplo do Clube Atlético Patrocinense, que chegou ao auge no ano de 1992 quando éramos Prefeito de Patrocínio, entusiasmado com a equipe que jogou contra Cruzeiro e Atlético em partidas memoráveis na Primeira Divisão do Campeonato Mineiro. Seus argumentos sensatos, em especial publicados no último dia 06, serviram para que nós investíssemos no esporte profissional gerando assim mídia espontânea, já que o nome de Patrocínio figurava semanalmente na Loteria Esportiva, nos gols do Fantástico, da Rede Globo, tornando o município uma referência esportiva.” A Obra – “Tudo isso contribuiu para que trabalhássemos na construção do Estádio Pedro Alves do Nascimento que deu ao torcedor patrocinense todo conforto necessário para o acompanhamento da equipe nos torneios que disputou. Com a construção do Estádio findaram as reclamações dos esportistas, cronistas esportivos, moradores vizinhos do Estádio Júlio Aguiar, que já não comportava o grande número de torcedores que se dirigiam ao centro da cidade para acompanhar os memoráveis jogos do CAP.” A Vontade – “Compactuamos com a sua visão de que o CAP não pode morrer. São 55 anos de uma história vasta e rica, que deve ser preservada e resgatada para que o Clube volte a disputar o torneio estadual. Sonhamos com o dia em que veremos o Estádio Pedro Alves do Nascimento explodindo de alegria como acontecia no passado. Acreditamos que o CAP só mantém a esperança do renascimento porque alguns idealistas como você não deixam a história se esvair.” A Fidalguia – “Face à experiência adquirida no Executivo, o nobre opidano tem a maestria na condução da opinião pública por ser conhecedor de causa e ter vivenciado diversas administrações públicas, posto que desde muito jovem esteve presente e envolvido com os pleitos de interesse comum de todos os patrocinenses.” O Juízo – “Conclusivamente, parabenizo-o pelos artigos publicados e pela iniciativa de alcançar a conscientização e o crescimento intelectual de toda comunidade que anseia por informações fidedignas, sérias e verossímeis. Porque somente bem instruídos e conhecedores dos seus direitos e deveres uma população poderá fazer valer seus interesses e efetivamente alcançar e exercer a verdadeira cidadania. Fraternalmente, Silas Brasileiro.”
4 – Alta Temperatura – Com o calor
quase insuportável na cidade, alguém pensou no plantio
de árvores? Principalmente, nas ruas. É o único
remédio. 11 de Dezembro de 2009 MANIFESTAÇÃO DE UM DEPUTADO PATROCINENSE (I) Cartas. Sempre envaidecem o cronista. Principalmente este que só almeja ver a cidade feliz, saudável, proba e em paz. Nada além. De Brasília, Silas Brasileiro nos escreve uma, no seu elegante estilo. Dividimo-la em duas partes. A primeira nesta edição. A segunda na próxima. O Começo – “Prezado amigo Eustáquio, Ao cumprimentá-lo cordialmente, venho
manifestar e registrar a satisfação e o orgulho
de tê-lo como amigo e conterrâneo, que ao longo de
sua estada na capital do Estado, tem exercido relevantes cargos. O VAF – “Venho agradecer a menção feita à minha pessoa, em sua Coluna publicada no dia 23 de outubro, cujo título era: “Patrocínio ultrapassa Patos e Ituiutaba mas é superado por Iturama e Unaí”, em que de forma bem clara e pontual, expôs a importância da gestão VAF (Valor Adicionado Fiscal) para o Município, visto que através da definição do seu índice é que corresponderá o valor de repasse do ICMS para Patrocínio. Assim, quanto maior o índice, maior serão os recursos para o Tesouro do município.” O Reconhecimento – “Verifica-se a preocupação do respeitado conterrâneo em alertar as autoridades sobre a necessidade de gerir o VAF, tendo em vista que a Prefeitura de Patrocínio depende do IPTU e fundamentalmente do ICMS e do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), que é menor do que o ICMS.” A Gratidão – “Agradecido ainda,
fiquei com a referência feita no mesmo veículo de
comunicação na publicação do dia 06
de novembro, em que mais uma vez expressou seu respeito ao trabalho
que tenho desenvolvido em prol dos interesses da nossa terra natal,
destacando a discrição, a fidelidade partidária
conduzida ao longo de todos estes anos de exercício político,
titularizando-me, ainda, como um “líder rangeliano”,
o que pode ser somente fruto de sua generosidade. A conclusão de Silas será na semana que vem. XXXXXXXXXXXXX PALAVRA FINAL EM CINCO LANCES
3 – Moralidade É Dever – A corrupção no governo do Distrito Federal é mais uma razão, dentre inúmeras, para o nosso propósito intransigente de quase trinta anos. Dinheiro público é sagrado. Tem que ser respeitado. Bem aplicado para o cidadão. Quem lida com o que é de todos (público) tem que ser ético. Tem que ter mãos limpas. Em qualquer lugar do País. Brasil Honesto é indispensável. 4 – Farmácia Popular – Quatro caixas de Enalabal por R$ 3,60 numa drogaria em BH. Noutra por R$ 15,56. Quem escreve sobre esses desvios no preço é o patrocinense Lúcio Lemos no jornal “Hoje em Dia”, edição de 03/12/09. 5 – Acredite Se Quiser – Há
dezessete anos ... 1992. No dia 19 de dezembro, Clube Atlético
Patrocinense 8 (oito), Araxá 0 (zero). Antes, em fevereiro,
CAP 7 (sete), Uberaba 2 (dois). Bons tempos... que um dia voltará.
Sonho de um sonhador. 04 de Dezembro de 2009 VIDA SAUDÁVEL, UMA INCESSANTE LUTA Saúde. No meio de reclamações,
surgem notícias positivas. Se reclamam, há necessidade
de melhorias. Melhorar mais. Pois saúde é prioridade.
Para tanto, o Governo do Estado tem buscado soluções.
Patrocínio é cidade-pólo de uma microrregião.
Daí, os recursos têm chegado. Como em exemplos, a
seguir. Saúde na Região – O Consórcio Intermunicipal de Saúde–CIS/Paranaíba agora está no rumo certo. Sediado em Patrocínio e presidido pelo prefeito Lucas Siqueira, a construção de sua sede é um dos próximos passos concretos. O terreno será doado pelo Município e R$ 260 mil (da SES) já está em caixa para a obra. Planejamento do SETS Regional – Na quinta-feira, dia 26 de novembro, a gerente do Sistema Estadual de Transporte em Saúde (SETS), Marta Lima esteve na Prefeitura. Juntamente com diversos prefeitos, e o secretário-executivo Marcos Arantes, definiram a logística de transporte de pacientes (horários, rotas, destinos). Os oito modernos micro-ônibus começam a circular entre as cidades consorciadas e os grandes centros nos próximos dias. Consórcio é a grande alternativa para a saúde. Não há melhor caminho. Pronto Socorro – Pelo que informa a imprensa, há falhas no atendimento. O prefeito Lucas Siqueira alega falta de gerenciamento (e como falta no setor saúde!). Para colaborar, na equação do problema, a SES criou o Programa de Urgência e Emergência–PROURGE. Conforme Resolução nº 2121, publicada dia 28/11/2009, Patrocínio receberá R$ 37.500,00 todo mês da Secretaria Estadual de Saúde/SES. Portanto, até dezembro de 2010, o Pronto Socorro receberá da SES R$ 487.500,00. Centro de Saúde – Patrocínio foi contemplada com o montante de R$345.000,00 destinado à construção de uma UBS, tipo 2 (Unidade Básica de Saúde) e aquisição de equipamentos, no bairro Constantino. Isso devido ao município ter 15 equipes do PSF (Programa da Saúde da Família). Parte do recurso (R$ 115 mil) está em Patrocínio. A outra parte (R$ 230 mil) chegará em janeiro/2010, infalivelmente. E Por Falar em UBS... – A reconstrução da UBS S. Vicente (próximo ao Asilo), entregue à população, e a construção da UBS no Bairro Enéas Aguiar foram custeadas por recursos do Governo Estadual/SES. São ações acima de questões políticas. São políticas públicas de Saúde. PROHOSP – O Programa de Fortalecimento dos Hospitais (de cidades-pólo) viabilizou a Santa Casa. Até dezembro de 2010 a grande instituição filantrópica de Patrocínio poderá contar com esses significativos recursos. Mais de R$ 700 mil. Pois estão no Orçamento Estadual para o próximo ano. Além do PROHOSP, o serviço de hemodiálise está com os recursos assegurados e a construção da UTI-Neonatal encontra-se na agenda governamental. Jure et Facto – Há muito por fazer pela saúde pública. Mas o que esse governo estadual e o secretário Marcus Pestana fizeram ninguém fez. Mais de R$ 20 milhões colocados em Patrocínio, efetivamente. Embora, embora o agradecimento patrocinense ainda não apareceu. Mesmo assim, a cidade receberá mais benefícios.
5 – Marco Regional – O Centro Viva
Vida está na sua primeira fase. Novos serviços,
atendimento ampliado para a região, virão paulatinamente.
Voltaremos ao tema. 27 de Novembro de 2009 TURISMO, AINDA UM FIO DE ESPERANÇA Debate. Atualmente, ele está concentrado
em duas grandes ações propostas para Patrocínio.
Mineração e retirada dos trilhos. Não há
unanimidade para nenhuma das duas. Mas há diferenças.
A primeira deixará buracos e devastação.
A segunda não. Uma pertence à iniciativa empresarial.
A outra à promoção governamental. Todavia,
a inteligência patrocinense deve prevalecer para ambas.
A seguir, uma reflexão sobre a ferrovia. O Que É – Segundo o Manual de Atuação dos Agentes do Patrimônio Cultural, tombar é registrar e preservar. Tombamento é um conjunto de procedimentos da Prefeitura (em nosso caso) com o objetivo de assegurar a proteção e conservação de interesse cultural. Como a estação ferroviária. E Mais... – Inovar é criar. Inovar é fazer algo diferente. Que tal reivindicar um trem turístico, uma Maria-Fumaça, ligando Patrocínio a Monte Carmelo via Folhados (Silvano). Nos finais de semana e feriados, uma viagem dessa modalidade, pelo meio da lavoura de café e soja, seria inesquecível. Portanto – Estação tombada. Trem. Viagem como nos velhos tempos. Bom sinal para Patrocínio começar a sua transformação em cidade turística. Parceiros em potencial: Mineradoras, Ferrovia Centro-Atlântica, Estado, Ministério do Turismo, Prefeitura, grandes empresas de patrocinenses. Pra não esquecer: o retorno do Museu Nacional dos Transportes é inadiável. Pois Patrocínio precisa dele. Tanto a Patrocínio de hoje. Como a sonhada Patrocínio de amanhã.
2 – As Coisas Começam a Mudar...
– De tanto essa brava gente batalhar, empunhando a bandeira
patrocinense, e modestamente este escriba também, já
se fala que a mineradora poderia participar da preservação
e revitalização da Matinha e Horto Florestal. Tomara
que seja confirmada a informação. Isso seria apenas
uma pequena parte do que é possível fazer para suavizar
a destruição ambiental provocada pela mineração.
Vida saudável é inegociável. 4 – Você Sabia? – Patrocínio é o 32º mais antigo município de Minas. Antes, foram criados apenas 31 municípios. Portanto, dentre os 853 municípios mineiros, a Santa Terrinha deveria ter muita história pra contar. Infelizmente, não tem. 5 – Receita da Vitória – Nas próximas eleições, para deputado, Patrocínio tem que ter dois candidatos, no máximo. Seja estadual, seja federal. Candidatos que nunca fizeram nada para o Município e candidatos só para compor legendas (aqueles que entram nas eleições para perderem) nem pensar. 6 – Registro – “Estudei na Escola Dom Lustosa. Porém ninguém falou para os alunos quem foi Dom Lustosa. Há algumas semanas, você, Eustáquio, revelou-nos quem foi o então Bispo de Uberaba. Recortei a crônica e a arquivei como fonte histórica”. Palavras de Ivan Silva, empresário do ramo imobiliário em BH e presidente da Associação dos Patrocinenses Ausentes-APA. 7 – E por Falar em BH... – Em dezembro
é só festa na casa da mais patrocinense moradora
da capital, Dulce Castro. É o casamento de uma filha (Renata)
e graduação (PUC/MG) de outra (Cristina). 20 de Novembro de 2009
ENTRE A CRUZ E A ESPADA Mineração. Ter ou não ter.
Vir ou não vir. Que venha. Mas com muita responsabilidade
da empresa. Responsabilidade dos políticos locais. Responsabilidade
da imprensa. O custo social e ambiental é elevado. Para
aliviar, Patrocínio precisa de benefícios econômicos.
Principalmente, aplicados no meio ambiente, saúde e no
lazer patrocinense. Felizmente, a discussão apenas está
começando. Por Fim – Patrocínio não pode ser retrógrada. Nem o seu povo. Mineração sim. Com inteligência. Com recompensas pela destruição ambiental. Com respeito ao patrocinense de amanhã. O que se vê por aí é mais entusiasmo do que prudência. Qualidade de vida não tem preço. Tem alguma tolerância para não tê-la plenamente. O resto é balela.
2 – Em Ação – O prefeito
Lucas Siqueira visitou alguns Órgãos Estaduais,
terça-feira, dia 17. Na capital, buscou benefícios
para o Município. Como o funcionamento adequado do Consórcio
Intermunicipal de Saúde, ora sendo reconstruído
e saneado. Dia 27, a gestora estadual dos Consórcios, Marta
Lima, estará em Patrocínio. A efetiva organização
do transporte em saúde (de pacientes) consta da pauta de
sua visita. Bem como, motivação aos municípios
consorciados. Consórcio é a grande alternativa para
a saúde. 4 – Há trinta e dois anos... –
Em novembro de 1977, estreou na Rádio Difusora o locutor
Roberto Taylor. Mais tarde, comandou por alguns anos o Show da
Manhã. Hoje, Robertão é assessor da Prefeitura
Municipal e apresentador da Rádio Cultura-FM.
13 de Novembro de 2009 DEVANEIOS... Ideal. É um sentimento nobre do ser humano.
O patrocinense que gosta de Patrocínio tem o seu. Aquele
que pensa, trabalha e vive pela cidade sem visar recompensas é
um idealista de primeira linha. Gente como Sebastião Elói,
Pedro Alves do Nascimento, Abdias Alves Nunes (o vereador do século
XX), Milton Magalhães (Gazeta), Gerson de Oliveira e Ocacir
Siqueira (Hospital do Câncer). Mais remotamente, podemos
citar também o prefeito (anos 50) Amir Amaral. Parece que
eles pertencem a um estereótipo de gente pública
em plena extinção. Inspirado nessas pessoas, imaginamos
a Patrocínio de todos os sonhos. Possível é.
Mas o caminho é longo e cheio de obstáculos. Economia – Patrocínio, realmente,
é a capital do café. Há industrialização
cafeeira e até é realizada a festa nacional do café.
O leite também se destina ao laticínio patrocinense
para ser industrializado. É a economia café com
leite. Quimera – A mineradora, visando mitigar
a exploração do minério, investe maciçamente
no sistema municipal de saúde. Como também é
parceira perene da Secretaria Municipal do Meio Ambiente na preservação
do verde. A educação, o esporte (CAP, principalmente)
e o turismo (destaque para o Balneário Serra Negra) têm
investimentos significativos da mineradora. Enfim, o minério
retirado graciosamente da terra rangeliana dá lucro e pequena
parte desse lucro é aplicado no Município.
2 – 1772: Primeiras Cenas – Durante
a fundação de Patrocínio, o capitão
Inácio de Oliveira Campos, vindo de Pintagui, que criou
uma fazenda para abastecer os viajantes, destruiu alguns quilombos
(refúgio de escravos fugitivos), aprisionou mais de 50
negros e devolveu-os a seus donos em Paracatu. Já o padre
José Teixeira de Camargo celebrou a primeira missa nas
proximidades do cemitério (hoje, região da Igreja
Matriz), denominado Campos de Catiguá ou Salitre, em março
de 1771. 4 – 1939: Marciano Pires – No dia 24 de dezembro, faleceu Marciano Pires, aos 85 anos de idade. Nasceu a 13 de janeiro de 1854, em Paracatu. Segundo o Professor Júlio César Resende, foi major da guarda nacional, comerciante e presidente do Executivo Municipal (correspondente a prefeito, hoje) e proprietário de casarões, onde se localizaram o ginásio Dom Lustosa e a Escola Normal no final dos anos 20. Fora também, o tesoureiro do grupo de construção da Igreja Matriz em 1898 (hoje, é nome de avenida). 5 – Anos 50: Torcida – Quase não se dá importância ao Campeonato Mineiro de Futebol. Praticamente, as atenções dos desportistas se voltam para o Rio, a capital do Brasil. As notícias chegam a Patrocínio por meio das rádios Nacional (AM e OC), Tupi (AM e OC) e Continental (OC e 49M). A torcida patrocinense está dividida entre o Flamengo (40%), Vasco (30%), Botafogo (20%), Fluminense (9%) e outros (1%). No final da década, começa a surgir os santistas, encantados com o Santos de Pelé e Cia. No início dos anos 60, a torcida do “Peixe” iguala-se a do Flamengo em números de torcedores. Isso nos anos dourados. 6 – Anos 60: Alkmim – O mais folclórico
dos políticos brasileiros é o deputado majoritário
de Patrocínio, José Maria Alkmim. Nascido em Bocaiúva-MG,
mantem grandes amigos na cidade, entre os quais Amir Amaral, Mário
Alves do Nascimento, Picum e Abdias Alves Nunes. A turma do velho
PSD. Ele sempre visita Patrocínio: muitas vezes, trazendo
benefícios. Entre tantas histórias engraçadas
de Alkmim, há a de um de seus compadres no interior de
Minas. 06 de Novembro de 2009 CIDADANIA PATROCINENSE: REFLEXÕES Opção. É escolha. É
o direito de decidir pelo o que achar melhor. Afinal é
o exercício da liberdade. Seja na política, seja
no esporte, seja nos caminhos alternativos que a vida oferece.
A seguir, pequenas análises do cotidiano. Feitas com idiossincrasia. Deiró Marra – A Santa Terrinha deve agradecê-lo pelo que está fazendo. Um deputado atrai recursos. Sua presença estimula a vinda de benefícios. Como Silas e Romeu, tem adversários. O que, sob ética e discussão de ideias, é até louvável. Deiró pertence ao PR (partido de José Alencar). Deverá ser candidato a deputado estadual em 2010. Lucas Siqueira (PPS) – Apenas pelo fato de apresentar postura proba e ser educado, já entra em campo com vantagem. A oposição faz-lhe críticas pela demora em algumas decisões. Mais importante do que isso é o seu desafio. A reconstrução de Patrocínio. Tomara que a faça. Fausto Amaral – É interessante,
é estratégico, Patrocínio ter na sua administração
um partidário do PT. Além disso, o vice-prefeito
tem qualidades políticas e administrativas, já demonstradas. CAP – Devido à teimosia e irracionalidade da FMF, que parece pensar só em dinheiro de imediato, há obstáculos para o retorno do Atlético Patrocinense ao profissionalismo. Embora haja idealistas como Ronan Andrade. Contudo, nada impede que participe do campeonato municipal e dos torneios regionais amadores. O CAP tem 55 anos. Não pode morrer. O Paranaíba, de Carmo do Paranaíba, como referência, está preparando o seu centenário. Isso é tradição. Para disputar as competições oficiais, a ressurreição do Patrocínio Esporte, talvez seja a solução. O que não é solução é ver Patrocínio fora do futebol estadual. Isto é decepção. Mineração ou Não? – Sim. Exploração mineral com sustentabilidade. Ou seja, com compensações ambientais e sociais. Quando vier, a mineradora deverá oferecer questões práticas. Saúde (como participará do sistema municipal?). Turismo (que tal responsabilizar-se pelo Hotel Serra Negra?). Esporte (a manutenção do CAP seria viável?). Natureza (parcerias para a proteção de matas ciliares e da lagoa vulcânica e, plantio incessante de árvores). Educação (qual a contribuição possível?). Somente emprego é pouco. Pouco diante do lucro que o mineral extraído do solo patrocinense gerará. E dos buracos que ficarão para sempre.
2 – Registro – Recebemos convite
sobre os 30 anos da Casa da Cultura. De 20 de outubro a 20 de
novembro, diversos eventos na programação. Vale
a pena conferi-los. E participar. 4 – Que Beleza! – Rádio Difusora-AM,
60 anos. 98 FM, 24 anos. Parabéns. A data de 5 de novembro
é para ser muito bem comemorada pelos patrocinenses.
30 de Outubro de 2009 PATROCÍNIO DÁ POUCA IMPORTÂNCIA A SUA HISTÓRIA Preservação. Seja ambiental, seja histórica, é questão cidadã. Mais do que isso, é questão humana. De vida. É questão de inteligência. Hoje, vamos focalizar a arte de Sérgio Buarque de Holanda. Pois, a dedicação cultural de uma cidade pode lhe render também dinheiro. Por meio do ICMS. Como é sabido, o ICMS que se torna receita da prefeitura, tem no VAF a sua maior base de cálculo (80%). Porém, a cultura e outras variáveis contribuem com 20%. O pífio desempenho patrocinense quanto ao patrimônio histórico e cultural está demonstrado a seguir. Com dados oficiais do IEPHA. Época de Trabalho – A Secretaria
da Fazenda já publicou o VAF preliminar para 2010. As prefeituras
podem pedir revisão até a próxima semana.
O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico
– IEPHA/MG por sua vez divulgou, na semana passada, a pontuação
provisória dos municípios mineiros, quanto ao ICMS
do Patrimônio Cultural. Até 20 de novembro, o município
interessado poderá recorrer/reclamar do número divulgado.
Dos 853 municípios, 692 enviaram documentação
para receberem o ICMS Cultural (reconhecido pela ONU/UNICEF).
Patrocínio é um deles.
Números – Patrocínio possui a mesma quantidade de tombamentos municipais de Coromandel, Monte Carmelo, Ibiá e Grupiara; quatro. Araguari tem seis, Patos e Araxá cinco. Enquanto Patrocínio não é beneficiada com nenhum tombamento estadual e federal (a Estação Ferroviária, ano 1918, está prestes a desaparecer), Ibiá conta com três, Araguari cinco e Araxá sete tombamentos federais e estaduais. O ICMS Cultural de 2008 – De um lado, Patrocínio
recebeu R$ 121 mil. Do outro, Araguari embolsou R$ 202 mil, Araxá
R$ 214 mil, Ibiá R$ 125 mil e Patos de Minas R$ 103 mil. Ponto por Ponto – Embora distante de Araguari, Araxá, Uberaba e Ibiá, Patrocínio tem potencial de melhoria. Em 2008 (dados processados em 2007), o Município obteve 7,5 pontos. Que foi satisfatório. Mas, em 2009 caiu para 6,5 e em 2010 tende a ficar com 6,95 pts. A tabela do IEPHA demonstra que Patrocínio oscila para baixo. Coromandel, Patos e Monte Carmelo oscilam para cima. O Porquê dessa Batalha – Patrocínio é o terceiro município mais velho do Alto Paranaíba–Triângulo. Apenas Uberaba (instalado em 1837) e Araxá (1833) são pouco mais antigos. Todas os demais são mais jovens. Ibiá, por exemplo, foi instalado em 1924 e Grupiara em 1963. Curiosamente, Araguari (1884), Patos de Minas (1868), Coromandel (1924) e Monte Carmelo (instalado em 1889) pertenceram a Patrocínio. A rigor mesmo, por essa banda das Gerais, somente Paracatu é mais antigo (instalado em 1799). Por isso, Patrocínio tem mais história. Deveria ter mais tradição. Deveria ter mais movimentos culturais. Alguma coisa é preciso ser feita para resgatar fundamentalmente a força histórica e cultural de Patrocínio e de sua gente. Aliás, (muito) boa gente. Agenda Positiva – Empreender mais visitas
ao IEPHA(BH) e IPHAN(Brasília). Proceder tombamentos (do
pouco que resta). Jamais confundir restauração com
reconstrução (Escolas Dom Lustosa e Honorato Borges
são exemplos de como não fazer nada artisticamente).
Criar mentalidade de preservação do patrimônio
histórico e cultural, principalmente na área educacional.
Conhecer de onde viemos. Para saber aonde iremos. O presente é
apenas elo entre o passado e o futuro. Vale à pena a preservação
do patrimônio histórico e da cultura. 23 de Outubro de 2009 PATROCÍNIO ULTRAPASSA PATOS E ITUIUTABA MAS É SUPERADO POR ITURAMA E UNAÍ Planejamento. É a santa palavra em Administração Pública. Há muitos anos desconhecida em Patrocínio. Nessa época do ano, é discutido o orçamento municipal para o ano seguinte. Especificamente, as Câmaras Municipais estão debatendo o Plano Plurianual (é o orçamento de quatro anos, 2010/2013) e o Orçamento para 2010. Algumas cidades levam isso a sério. A maioria nem tanto. Porém, a nossa obrigação cívica e pública é pregar o que é correto. É evangelizar. O VAF e a estimativa do ICMS/2010 (constante do Orçamento Estadual, ora sendo analisado pela Assembléia Legislativa) são ferramentas para colaborar na visão do cenário 2010 de Patrocínio. Vamos a eles. A Economia – Os indicadores mostram que
a receita tributária (o ICMS é parte) estará
em patamar melhor em 2010 do que 2009. Porém, no mesmo
nível de 2008. Assim sendo, a gestão do VAF reveste-se
de importância. Porque é ele que praticamente determina
o quanto as prefeituras vão receber de ICMS. É sabido,
por exemplo, que a Prefeitura de Patrocínio depende do
IPTU, e fundamentalmente do ICMS e do FPM (Fundo de Participação
dos Municípios), que é menor do que o ICMS. Patrocínio Melhorou o VAF – Nessa classificação para 2010, o Município encontra-se no 8º lugar. Em 2009, é o 9º na região formada pelo Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas. Embora, agora, tenha surpreendentemente passado Patos de Minas e Ituiutaba para trás, Unaí saltou à frente de Patrocínio. Por muito pouco. Diferença mínima entre a Capital do Café e a Capital do Feijão. A Análise – O melhor ano de Patrocínio foi em 2007. O índice atingiu 0,467. Patos de Minas 0,415. Naquele ano o VAF individual de Patrocínio foi quase R$ 100 milhões maior do que o patense. Porém, em 2008, teve brusca queda. O índice patrocinense caiu para 0,413. Enquanto que, o de Patos aumentou um pouco: 0,435. O Que Isso Significa? – O VAF de um município é sempre considerado pela média dos VAF’s dos últimos dois anos. Assim, o VAF de Patrocínio calculado para 2010 é 0,440. Que é a média dos índices de 2007 mais 2008. Portanto, Patrocínio poderia estar em melhor situação. Se não fosse o seu mau desempenho em 2008. Os Índices para 2010 – Uberlândia é a campeã (5,337). Seguem Uberaba (1,990), Araxá (1,445) e Araguari (0,734). Em 5º lugar, a incrível Iturama (0,677). Em 6º lugar Paracatu (0,512) e Unaí (0,441) em 7º lugar. Essa cidade praticamente empatada com Patrocínio. O que irá desempatar é a rapidez de cada prefeitura na revisão dos números. E o civismo (o gosto pela terra natal) dos contadores (contabilidade). Quem sabe Patrocínio salte para o 7º lugar em dezembro. O Restante da Tabela – Patrocínio em 8º lugar (0,440), vindo logo após Patos de Minas (0,4250). Em 10º lugar, Ituiutaba (0,421) mostrando redução na atividade econômica nos últimos anos. Alguns vizinhos – Coromandel tem melhorado e tenta encostar em Monte Carmelo, contudo, as duas estão bem distantes de Patrocínio. O índice de Coromandel é 0,160 e o de Monte Carmelo 0,189. Ibiá com 0,200 recebe e receberá mais ICMS do que a Capital do Diamante e a Capital da Telha. Já as amigas Guimarânia (0,021), Serra do Salitre (0,081) e Cruzeiro da Fortaleza (0,014) pertencem à segunda divisão na área econômica. Assim sendo – O debate está aberto. A palavra está franca. A corrida ao ouro começou (o VAF vale ouro). Poucos políticos, que compreendem a relevância do tema, buscam ajuda. Buscam esclarecimentos. Silas Brasileiro é um deles. Bola em jogo.
2 – Registros Históricos –
Em 19 de outubro de 1986, morria Véio do Didino (Sebastião
Ferreira Amaral). Comerciante e o maior nome esportivo de Patrocínio
nas décadas de 40, 50 e 60. Em 12 de outubro de 1987, era
a vez do radialista Joaquim Assis Filho. Também vereador
e escrivão policial. Um pouco antes, em 31 de outubro de
1983, foi lançada a Revista Presença. Um dos melhores
veículos de informação surgidos na cidade
até agora. Infelizmente, há alguns anos, deixou
de circular.
16 de Outubro de 2009 HÁ QUASE TRÊS SÉCULOS ... História. A de nossa querida Patrocínio precisa ser mais conhecida. E seus verdadeiros autores/pesquisadores serem reconhecidos (como Sebastião Elói e Joaquim Carlos dos Santos). Nesta edição, o primórdio patrocinense é o prato do dia. Os Primeiros Civilizados – As expedições
dos bandeirantes Lourenço Castanho Taques (1675) e Bartolomeu
Bueno da Silva, o “Anhanguera” (1682), passaram pela
região de Patrocínio. Castanho, filho de português,
atacou e venceu os índios araxás, cataguases e cataguás.
A região de Paracatu foi o seu destino, em busca de ouro
e prata. Já Anhanguera dirigiu-se para Goiás, atraído
pelo ouro. Inácio de Oliveira Campos – Esse capitão-mor da Milícia foi da confiança de Conde Valadares. Inácio era descendente de paulistas, neto do bandeirante Antônio Rodrigues. Em 1764, casou-se aos 30 anos (ela, Joaquina, 12 anos). Do casamento, houve dez filhos. Joaquina de Pompeu – Nasceu em Mariana
(1752) e faleceu em Pitangui (1824). Dama do Sertão ou
uma Messalina? Administrou Patrocínio por alguns anos,
de Pitangui. Uma das mulheres mais poderosas da história
mineira. Filha de advogado português, educada à moda
européia. Segundo estimativas, deixou herança avaliada
(hoje) em mais de R$ 2 bilhões. Seu enorme nome: Joaquina
Bernarda da Silva de Abreu e Silva Castelo Branco Souto Maior
de Oliveira Campos. Capítulo 1 – A ex-noiva de Inácio Campos de Oliveira, Maria Tangará, teria mandado um presente de casamento à sua inimiga Joaquina de Pompeu. Um grande pote de vidro transparente, usado para doces, cheio de fezes. Como agradecimento, Joaquina enviou-lhe um vaso com rosas colhidas no seu jardim e o bilhete: “aos meus inimigos, o melhor de minha casa”. Capítulo 2 – Segundo a versão que fala mal de Joaquina, ela seria cruel com os escravos. E uma mulher imoral. Há narrativa de relacionamento sexual dela com um escravo, próximo a um monjolo, durante o dia. O ritmo do ato era ditado pelo monjolo, conforme o folclore de Pitangui. Ajustes Históricos a Fazer – Alguns documentos, inclusive do IBGE, registram que Anhanguera, Lourenço Castanho e outras bandeiras abasteceram na Fazenda Brumado dos Pavões. “Outras” podem ser. Mas, de Lourenço e Anhanguera aconteceram de 80 a 100 anos antes da fundação da fazenda. Outros documentos, que divulgam a História de Patrocínio, inclusive da Prefeitura Municipal, informam que o começo do povoado ocorreu em 1738. Não está certo. Nessa época foi feita é a Picada de Goiás (caminho de cavalo, boi e carroça). Até nós, no Anuário de Patrocínio (utilizado por tanta gente), fomos incertos com a morte (data) de Inácio de Oliveira Campos. Correções são necessárias. Por fim – O pesquisador alemão Wilheim
Von Eschwege, que visitou Patrocínio por volta de 1818,
hospedou-se por algumas semanas no solar de Joaquina de Pompeu.
Quando ela morreu, deixou 55.000 cabeças de gado, 10.000
cavalos, 1.200 escravos, 334 bisnetos e inúmeras fazendas.
Uma matriarca. Respeitada na corte brasileira.
09 de Outubro de 2009 UM CRESCIMENTO BUROCRÁTICO Patrocínio. A nossa amada terra natal. Vamos continuar refletindo sobre alguns indicadores de seu desenvolvimento socioeconômico. Que na verdade foi pífio nos últimos anos. PIB – O Produto Interno Bruto de um Município
ou Estado é a soma de todos os bens e serviços produzidos
durante um período. Segundo o IBGE, de 2003 a 2006, o PIB
patrocinense tem crescido. Inclusive o PIB per capita (por pessoa),
ou seja, a riqueza média por habitante. Em 2003, cada cidadão
de Patrocínio produziu, em média, R$ 8.175,00. Já
em 2006, pulou para R$11.148,00. Mesmo com o aumento da população,
houve um acréscimo de 36%. Ou seja, a cidade está
um pouco mais rica. Como a maioria das outras cidades. Números – Segundo o IBGE, em 2007, Patrocínio tinha 122.471 cabeças bovinas e 56.292 suínas. O café é a lavoura de maior quantidade produzida e de receita, seguida pelo milho e soja. Quanto à produção de frutas, a banana, a tangerina e o maracujá lideram. Nas lavouras temporárias, ainda têm importância o tomate e a batata inglesa. Rápidas e Boas (I) – No portal da
Confederação Nacional dos Municípios não
têm pontos turísticos de Patrocínio cadastrados.
Nem hotéis. Nem restaurantes. E ainda temos pretensão
de sermos cidade turística! Será? Por fim – Patrocínio tem tudo para reencontrar o caminho do progresso pra valer. Para isso, é necessário líderes (políticos e econômicos) desprovidos de vaidades. Líderes com mentes abertas ao trabalho pela comunidade. Verdadeiros, afinal.
1 – Repercussão – A crônica “Ou Muda Ou Chora” (Gazeta 18/set/2009), foi reproduzida pelo país afora. O site nacional juridicobrasil.com.br é um deles. Segundo a sua mensagem “... é o seu portal jurídico, livre e consciente”. Seu objeto é “primar pela divulgação da verdadeira informação, desprovida de qualquer interesse”. Honra-nos esse artigo sobre indicadores da economia patrocinense, que publicamos, sendo comentado por gente séria. 2 – Outra – O portal da empresa Cervo Advogados de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, também reproduziu o mesmo texto. Isso além de três ícones da querida imprensa rangeliana (já comentado por nós). 3 – Registro Histórico – Há 15 anos, nas eleições de outubro de 1994, Romeu Queiroz é eleito deputado estadual pela terceira vez consecutiva. E Silas Brasileiro, deputado federal. Nesse mandato, Queiroz foi presidente da Assembléia Legislativa pela segunda vez e cotado até para ser candidato a governador, apoiado por Hélio Garcia (na verdade, deu Eduardo Azeredo). Velhos Tempos... 4 – 1938 – Em 2 de outubro, Sebastião
Elói fundou a Gazeta de Patrocínio. Tião
Elói foi o maior autodidata que conhecemos. Insuperável.
02 de Outubro de 2009 QUALIDADE DE VIDA, PRIORIDADE Nº 1 Meio Ambiente. As lições sobre esse vital tema acontecem a todo instante no mundo. Nem assim, Patrocínio consegue aprender. O Município é bastante atrasado quando o quesito focalizado é ecologia e preservação ambiental. Na edição de domingo (27/9/2009), o jornal Estado de São Paulo destacou a fragilidade do Cerrado, em sua principal reportagem. Isso e mais alguma coisa estão a seguir. Pelo menos, para provocar reflexão. Para pensar num futuro saudável. Retrato – No Cerrado é possível
desmatar até 80% legalmente (às vezes, o que aconteceu
é mais do que isso). Os efeitos ecológicos e climáticos
dessa devastação estão longe de ser compreendidos,
garante o Estadão. Já os efeitos econômicos
são positivos, pois 47% dos grãos e parte da pecuária
lá estão. Mas 50% da área está destruída/alterada,
segundo a UFG (Universidade Federal de Goiás). E mais... – A excelente matéria cita até viagens no passado remoto ao Cerrado. A Expedição Cruls (belga), por volta de 1900, e do naturalista francês Auguste Saint-Hilaire, que em 1819, passou alguns dias em Patrocínio. Enfim, a leitura dos textos do grande jornal nos leva a acreditar que a exploração agrícola sustentável é a única saída. Outra Face – Há muitos anos, temos dito que Patrocínio é uma cidade sem árvores. Principalmente, em sua área central. Nessa semana, a economista patrocinense Marlene Calixto, residente em BH, disse-nos: “Você precisa dizer que é impossível andar pelas ruas de nossa cidade, quando o sol está quente. Coitados dos conterrâneos! Não há árvores como nas boas cidades...”. É Duro! – A consciência pela natureza não existe. O Matão (próximo à sede do Enxó Campestre) desapareceu há muito tempo. A Matinha, mesmo ferida, ainda existe, devido a campanha feita por alguns abnegados, inclusive nós. Por aqui, até escola cortou árvores sem plantar outras. Lagoa vulcânica do Chapadão está evaporando-se. Parque Florestal da Serra Negra ameaçado. O Horto Florestal (próximo ao destruído Estádio Pedro Alves do Nascimento) sobrevive? Nós não sabemos. Tem algum político patrocinense que tem o verde na sua agenda? Também não sabemos se tem. A Face do Momento – O Pré-sal emergiu discussão sobre os estados mineradores. É inconcebível somente os estados do litoral serem beneficiados com a exploração do petróleo. Já o minério só dá uma safra e sua retirada é traumática. Deixa buracos e meio ambiente devassado. Por isso, os estados mineradores e os municípios que têm minérios devam ser muito bem recompensados. A exploração mineral tem que ser autosustentável e bem negociada. Apenas geração de empregos é pouco. Muito pouco. Propaganda na mídia não significa nada para a população. Cautela, água limpa e caldo de galinha não fazem mal. A luz amarela está acesa.
2 – Maravilha! – Escreve quem sabe
escrever: “Grande Eustáquio, honre-me com sua audição.
Por favor, abra o anexo. Fraterno abraço. Saúde
e Paz! Flávio Almeida”. Com um bonito arranjo musical
(uma toada), o jornalista-escritor (e amigo) Flávio canta,
via internet, Meu Amorzím, letra e música de sua
autoria. 25 de Setembro de 2009 VEM AÍ OUTRO SANTO QUE PATROCÍNIO CONHECE Sorte. Patrocínio a tem. Embora, de um lado, com alguns políticos falta-lhe muita (sorte). Mas, na religiosidade, os patrocinenses são abençoados. Seja qual o credo/crença a que pertence. Na Igreja Católica, a predominante na população rangeliana, segundo o IBGE, um futuro santo residiu na cidade. É Padre Eustáquio. Ou Beato Eustáquio (desde junho de 2006, em Belo Horizonte). Felizmente, há outro sacerdote, cujo nome está sendo postulado (reivindicado) para beatificação. O seu nome é mais conhecido no Município do que o nome de Padre Eustáquio. Isso porque na mais emblemática, na mais histórica, escola da urbe. Dom Lustosa. A seguir, quem foi ele. Biografia – Dom Antônio de Almeida Lustosa nasceu em São João Del Rei em 11 de fevereiro de 1886. Como padre salesiano, tornou-se o segundo bispo de Uberaba, em 11/2/1925, quando recebeu ordenação episcopal do Papa Pio XI. Permaneceu até dezembro de 1928, época em que foi nomeado bispo de Corumbá-MS (estava sendo ameaçado em Uberaba). Depois, como arcebispo, foi pastor em Belém do Pará, de julho/1931 a julho/1941. Desse ano até fevereiro/1963, como arcebispo de Fortaleza-Ce, realizou inúmeras obras, inclusive participando da fundação da CNBB. Em 14 de agosto de 1974, Dom Lustosa faleceu na casa salesiana de Carpina (Pernambuco), aos 88 anos de idade (viveu seus últimos 10 anos lá). Está sepultado na catedral de Fortaleza. A sua beatificação/canonização foi instaurada em Roma no dia 19 de março de 1992. Pedido de Fortaleza e Belém. Dom Lustosa na Região – Em 1925 foi o idealizador do grandioso santuário de N. S. de Água Suja (Romaria). Criador de escolas de nível nacional em Uberaba, Araguari, Patrocínio e Araxá. É bom explicar que até a década de 50, existia apenas a Diocese de Uberaba, no Triângulo. A Diocese de Patos de Minas foi instalada em 1955, quando Patrocínio deixou a Diocese de Uberaba. Já Uberlândia foi criada em 1961 e Ituiutaba em 1982. Dom Lustosa, um sábio, um abnegado, conhecia seis idiomas. Dom Lustosa em Patrocínio – Sete meses depois de ter sido sagrado bispo de Uberaba, Dom Almeida Lustosa fez visita pastoral à Paróquia de Patrocínio (setembro de 1925). Estimulado (e preocupado) com a (recente) presença presbiteriana (diversos norte-americanos) na cidade, sentiu a necessidade da instalação de escolas católicas. Uma masculina (para meninos) e outra feminina (para meninas). Nessa viagem, constituiu comissão de patrocinenses para viabilização dos colégios. Fizeram parte dela Elmiro Alves do Nascimento (pai de Pedro Alves do Nascimento), Nelson Queiroz, Tobias Machado, João Cândido de Aguiar (pai do ex-prefeito Enéas Aguiar), José Pedro de Paiva (pai das professoras Clérida Borges e Tuniquinha Pereira) e Joaquim Cardoso Naves. A História Patrocinense continua... – A comissão se comprometeu a arrumar o prédio. E Dom Lustosa se responsabilizou pela congregação religiosa para dirigir a escola. Por ter postura mais determinada e já por possuir residência no Brasil (Água Suja) os padres dos Sagrados Corações foram convidados e aceitaram o desafio de Dom Lustosa. Isso no final de 1925. Um ano depois, os holandeses Padre Eustáquio, Padre Gil e Padre Matias assinaram o contrato de doação de um prédio (Rua Afonso Pena). Em 15 de fevereiro de 1927 foi inaugurado o Ginásio Dom Lustosa. Esse nome em justa homenagem ao venerando bispo, responsável pela sua fundação. Até 1960, durante 33 anos, os padres holandeses dirigiram e ministraram aulas no educandário. Daí... – Patrocínio pertencia à Diocese de Uberaba. O bispo D. Lustosa, idealizador do Ginásio/Escola, esteve na cidade por duas ou três vezes, na sua permanência em Uberaba (1925-1928). Por isso, mais um (futuro) beatificado é do conhecimento e vinculado a esta Santa Terrinha. Padre Eustáquio já é beatificado e Dom Lustosa será. Assim seja. PALAVRA FINAL EM TRÊS LANCES 1 – Saúde – O novo secretário-executivo do CIS/Paranaíba (Consórcio Intermunicipal de Saúde), Marcos Arantes, esteve, na quarta-feira, na Secretaria Estadual de Saúde (BH). Muito serviço, muito recurso, muita carência e muita organização à vista. São os desafios dele. Pra começar, em outubro, oito micro-ônibus (novinhos na garagem da Prefeitura) deverão rodar na região, de maneira técnica e por controle informatizado. 2 – Registro (I) – A crônica “Ou Muda Ou Chora”, edição passada, foi comentada e reproduzida pelos sites www.redehoje.com.br (versátil Luiz Antônio Costa), www.jornaldoflavioalmeida.com (escritor Flávio Almeida) e www.patrociniovip.com.br (nosso parceiro). Agradecemos a credibilidade. 3 – Registro (II) – O radialista
(e amigo) José Maria Campos fez menções sobre
nossa pessoa na sua coluna Ciranda da Cidade (17/9/09) no novel
site www.dianewsnoticias.com.br (Renato Oliveira). E frequentemente
no Comentário do Meio-Dia (Difusora). Agradecemos a amizade.
18de Seembro de 2009 OU MUDA OU CHORA Indicadores. Sempre é bom analisá-los. Eles apontam para aonde o Município caminha. Nas últimas edições da Gazeta, mostramos dois deles. O VAF, Valor Adicionado Fiscal, que reflete a movimentação econômica municipal e propicia o repasse da arrecadação do ICMS para a Prefeitura. Quanto ao VAF, Patrocínio se encontra no 9º lugar no Triângulo-Noroeste de Minas. Perde para todas as cidades grandes dessa região, mais Iturama. O outro indicador é o Índice de Desenvolvimento da FIRJAN. Nele Patrocínio é apenas a 11ª colocada. Atrás das cidades maiores, mais Itapagipe, Iturama, Santa Juliana, Perdizes e Monte Carmelo. Portanto, é assustador quando se vê, por meio de números oficiais, Patrocínio em 11º (2006) ou 13º (2005), no que se refere ao progresso regional. Hoje, um terceiro indicador baliza a nossa reflexão. É o IPVA. Vamos a ele. Um Pouco Melhor – Patrocínio é a 7ª maior arrecadação do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores-IPVA. Nesse quesito, tradicionalmente, a Santa Terrinha não é superada pelos municípios menores. Mas também não supera os maiores. Como se sabe, o imposto é gerado pelo emplacamento de veículos na cidade. Dele 50% é para o Estado e 50% para a Prefeitura Municipal. Números Oficiais – De janeiro a julho, a Secretaria Estadual da Fazenda repassou para Patrocínio o montante de R$ 3.856.989,38. Um valor expressivo, contudo ainda pouco convincente. Pois, por exemplo, a nossa vizinha Patos de Minas recebeu R$ 7.824.413,09. Ou seja, mais do dobro. Classificação – Uberlândia com R$ 35,5 milhões é o primeiro lugar. Seguem os municípios de Uberaba (2º lugar), Patos de Minas (3º), Araxá com R$ 5 milhões (4º lugar), Araguari (5º), Ituiutaba (6º) e Patrocínio (7º). Logo abaixo, mais distantes monetariamente, Unaí (8º), Frutal (9º), Paracatu (10º) e Monte Carmelo (11º lugar). O Que Pode Ser Feito – Na atualidade, Patrocínio recebe de IPVA, em média, algo em torno de R$ 350 mil por mês. Nesta coluna, ao longo dos últimos trinta anos, temos definido que parte das empresas de ônibus de proprietários patrocinenses deveriam ter os seus veículos emplacados “Patrocínio”. Mesmo a sede das empresas sendo em outras cidades. Algumas empresas de outras origens, já fazem isso em Minas e no Brasil. Certamente, o IPVA de Patrocínio aumentaria. E a cidade seria grata aos filhos (empresários) residentes em outros centros. Essa ajuda a Patrocínio praticamente não custaria nada. À Vista – O genuíno (patrocinense) Expresso União emplaca os seus veículos na sua terra natal. Com a sua futura expansão, por causa da nova licitação das linhas interestaduais pela ANTT (Brasília), bons ventos poderão soprar sobre a cidade, terra da Família Constantino. O crescimento da empresa azul-laranja significa mais empregos para os patrocinenses e mais arrecadação para a Prefeitura. Por isso, o nosso estímulo de sempre. Por fim – VAF (9º lugar), progresso (11º) e IPVA (7º lugar) indicam que Patrocínio não está bem na competição. O advento de um novo tempo é inadiável. Senão, resta-nos chorar. De tristeza. PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES 1 – Pauta do Dia – Marina Silva, o símbolo da ecologia, é candidata ao Planalto. Aécio Neves terá como uma de suas bandeiras a proteção ao meio ambiente. Governo Federal preocupa-se com o cerrado, quase destruído. Diversas cidades plantam árvores. Natureza, meio ambiente, água e o verde são prioridades. Isso no Brasil sério. Enquanto que, numa certa cidade, estância hidromineral não tem importância, muito menos árvores; matas ciliares e nascentes ameaçadas (ou dissipadas); mineração à vista a custo zero; suas lideranças acham que a elevada temperatura é normal e que está tudo correndo bem. Será Patrocínio? Ou alguma urbe do Piauí? 2 – Há trinta e cinco anos... – Em 14 de setembro de 1974 faleceu José Elói dos Santos. No início do século passado, tornou-se um dos primeiros jornalistas do Município. Pai do ícone Sebastião Elói, foi o grande incentivador para que esse (Briola) criasse a Gazeta de Patrocínio, há quase 71 anos. José Elói também é avô de seu homônimo dos excelentes jornais Maisum e Maisumonline, e bisavô do nosso diretor (Gazeta) Luciano Capuano. Por isso, na família Elói, o jornalismo de verdade, atuante, corre no sangue e está na alma. Para o bem dessa terra rangeliana. O decano José Elói foi vereador e escrivão da justiça, quando o Fórum se localizava na Praça Honorato Borges (hoje, Superintendência de Ensino). 3 – Saudade – Na quarta-feira, faleceu
aos 92 anos a professora Clérida Borges Alves, ex-diretora
da Escola Honorato Borges e esposa do saudoso Elmiro Alves do
Nascimento. Deixa os filhos “evangelistas” Marcos,
Lucas, João e Mateus. Além do ambientalista José
Donizeti, Luci e Maria José (Zutinha). Clérida,
neta do histórico Honorato Borges foi um exemplo de vida
digna e ética.
11de Seembro de 2009 COM PATROCÍNIO NO CORAÇÃO Mensagens. Sejam por meio de cartas, telefonemas ou e-mails, sempre as recebemos. Às vezes concordando, às vezes discordando das idéias expostas neste valioso púlpito. A seguir, destacamos algumas. De BH – “Prezado Amaral (como dizia meu pai), acabei de ver o seu blog (www.patrocinioonline.com.br). Até então não conhecia. Gostei. Estou com você, Patrocínio merece mais. Acredito piamente no pedido do Dr. Carlos Pierucetti. Que haja união. Acabar de vez com o ranço político local. Tudo para o bem e o progresso da querida Patrocínio. Abraços. Wadhy”. Quem É – Wadhy Rebehy Neto, ou Dizinho, patrocinense, reside na capital mineira, há alguns anos. Filho do médico-poeta Michel Wadhy, criador e fundador da Academia Patrocinense de Letras. É o camisa 9 da Seleção de Patrocínio dos anos 60. E um dos jovens craques do mágico Flamengo (Véio do Didino). Em março, lamentável fato, envolvendo um de seus filhos, tornou-se notícia nacional. Breno Rebehy, triatleta, faleceu na Lagoa do Ingleses (RMBH), quando participava do campeonato estadual de triatlo. A carta de Pierucetti, a quem se referiu, a publicaremos breve. Pierucetti, patrocinense, diretor do memorável Jornal Cidade de Patrocínio dos anos 20, pertencia a uma família de notáveis de Minas. De Esmeraldas-MG – “Uma das boas coisas que aprendi com você, através da Primeira Coluna, foi o que dizer: recarregando a bateria. Ou seja, voltar à origem e rever um passado puro, lindo e inesquecível... Na semana passada, encontrei-me com queridas pessoas como o João da Banda, D. Tuniquinha (viúva do empresário Pedro Rodrigues), D. Zezé da Banca de Revista, Cândida (filha do ex-prefeito Enéas Aguiar), Solange Lemos e Luiz Alberto Ribeiro (Lojas do Lar)... E sempre que vou a Patrocínio faço a pé visita e homenagem à Árvore da Serra. Para quem não sabe ainda, ela fica no alto da serra, na direção de Perdizes e Represa. É um patrimônio histórico da cidade, tombada pelo prefeito Afrânio Amaral (1986-1989), em seu terceiro mandato”. Carta de Lúcio Lemos, pequeno empresário em Esmeralda e técnico do PROHOSP, o programa dos hospitais mineiros. Atenção: A Propósito – Continua Lúcio: “Faço um grande pedido por meio de você, Eustáquio. Tem um cupinzeiro enorme tomando conta do pé da árvore e um matagal em volta da mesma. Solicito ao Meio Ambiente da Prefeitura para providenciar a eliminação dos cupins e do mato. Afinal é patrimônio da cidade!” Então, é questão de preservação. E termina... – “Você como eu, torcemos muito por nossa terra, independentemente dos políticos, pelo seu desenvolvimento, respeito ao cidadão e, sobretudo, pela ética”. Do Rio de Janeiro – “... vejo com satisfação, você dedicar uma Primeira Coluna inteira a “O Senhor do Futebol” (Gazeta 31/7/2009), legítimo ícone do esporte patrocinense. Em que tive o privilégio de participar de parte daquela saga futebolística. E conviver fraternalmente com o Véio e muitos daqueles jogadores citados na crônica. Sinto-me muito lisonjeado com as reverências históricas com as quais você distinguiu todos aqueles excelentes jogadores e, especialmente, o destaque ao seu irmão Véio do Didino”. Trecho de carta de Rondes Machado. E Ele Continua... – “A reinauguração do Estádio Véio do Didino, pelo prefeito Lucas Siqueira e secretário Marcos Remis, representa o reconhecimento público dos méritos desportivos do Véio que, por longo tempo, elevou o nome da cidade no cenário regional, realizando um trabalho sem contribuição de qualquer espécie, nem da Prefeitura. Tudo por puro e lírico amadorismo...” Velhos tempos que não voltam. De Patrocínio – “Prezado acadêmico, com a proximidade das Comemorações das Bodas de Pérolas, 30 anos da Fundação Casa da Cultura de Patrocínio, em outubro, estão programadas várias apresentações artísticas e literárias para todo mês. Para o dia 02/10/2009 está programado a abertura oficial do Museu Prof. Hugo Machado da Silveira. A Academia Patrocinense de Letras-APL está convidada para a solenidade, com momento de recitação de obras dos próprios acadêmicos. Então, gostaríamos de antecipadamente informá-lo do evento e solicitar que nos envie um poema de sua autoria, até o dia 18 de setembro de 2009, para ser apresentado ao público. Com os nossos sinceros agradecimentos, cordialmente, Maria Helena de Rezende Malagoli (Presidente da APL)”. PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES
2 – Alerta – Repercutiu bastante
a posição de Patrocínio quanto ao desenvolvimento.
O 11º lugar (2006) e 13º lugar (2005) no Triângulo
assustam. Pois, os dados da FIRJAN (Fed. das Ind. do Rio) são
oficiais. Todas as grandes cidades do Triângulo-Noroeste
de Minas (e mais Santa Juliana, Perdizes, Itapagipe, Iturama e
Monte Carmelo) estão à frente. Com um ritmo de progresso
muito maior. Precisamos mudar alguma coisa. Precisamos repensar
Patrocínio, com trabalho e probidade. Detalhes sobre a
questão, seria bom consultar a Gazeta de 28/8/09 novamente,
ou a FIRJAN.
28/08 PATROCÍNIO COM A LANTERNA NA MÃO Progresso. Não é avaliado pelo item população. Nem pelas promessas de políticos. Nem pelo ufanismo de alguns da imprensa. Progresso é aferido pelo VAF. Ou por instituições sérias como a Fundação João Pinheiro e o IBGE. A FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) se enquadra nesse grupo e acaba de publicar o IFDM, que é o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal. Como mostramos a seguir, Patrocínio não está bem na fita. Dura Verdade – Patrocínio está em 11º lugar na região. Em 65º em Minas. E em 738º no Brasil. É pouco. Muito pouco para a terra sonhada por Sebastião Elói, Pedro Alves do Nascimento e por este escriba. Ranking – No Triângulo, como de costume, a liderança está com Uberlândia. Seguem Uberaba, Santa Juliana (3º lugar, que surpresa!), Itapagipe (Pontal do Triângulo), Araguari, Patos de Minas (6º lugar), Monte Carmelo (olha outra surpresa, aí), Perdizes (8º lugar), Araxá (9º lugar), Iturama (10º lugar) e Patrocínio (11º lugar). Portanto, na corrida desenvolvimentista, Patrocínio se encontra atrás das velozes Araguari, Patos de Minas, Monte Carmelo, Perdizes e Santa Juliana. Acredite! São números oficiais. Acredite! Patrocínio está no bloco dos rebaixados. Metodologia – Esse IFDM refere-se ao ano de 2006. Ele é composto igualmente por três variáveis. Três áreas de desenvolvimento humano: emprego&renda, educação e saúde. O primeiro é geração/estoque de emprego e salários (fonte: Ministério do Trabalho). Educação envolve taxa de matrícula e média de horas/aula diárias, dentre outros quesitos (fonte: Ministério da Educação). Saúde é mostrada pelas consultas pré-natal, mortes mal-definidas e óbitos infantis por causas evitáveis (fonte: Ministério da Saúde). Índice 2006 – Patrocínio obteve 0,64 (emprego&renda), 0,766 (educação) e 0,767 (saúde). Relativamente à região, o índice de educação foi o melhor e o da saúde o pior. Na prática, as cidades que estão à frente na região, levam vantagem significativa sobre Patrocínio na variável saúde. Na educação nem tanto. No geral, em Minas, Itabira (1º lugar), Nova Lima, Ouro Branco, BH (4º lugar), Varginha e Uberlândia (6º lugar) são as campeãs. Índice 2005 – No ano anterior, o desempenho de Patrocínio ainda era pior. Pois, ocupava o 67º lugar no Estado e o 833º no País, segundo a FIRJAN. E o 13º lugar no Triângulo. Se fosse no futebol, seria colocação de Terceira Divisão. Análise – O documento da FIRJAN indica que uma das vantagens do IFDM é a orientação para ações públicas e o acompanhamento gerencial pelos municípios. É uma ferramenta de gestão pública, a administração pública com eficácia, ausente de Patrocínio nessa década. É também ferramenta de accountability (responsabilidade social, prestação de contas de quem tem função pública, ética, respeito ao dinheiro público: tudo isso é accountability). O IFDM, anual, é superior ao IDH (índice de desenvolvimento humano), que é realizado pelo Censo, a cada dez anos. E mais... – Vitória, São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte são as capitais mais desenvolvidas. Quanto aos estados, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais (5º lugar) têm os maiores IFDM/2006. Lições (I) – O VAF de Patrocínio não é bom. Não evolui. O IFDM patrocinense é fraco. O desenvolvimento não existe. É coisa do passado distante. Patrocínio precisa de união política. Precisa de administradores públicos probos que pensem primeiro em Patrocínio. Precisa de renovação política parcial. Motivação, honestidade e efetividade também são indispensáveis para mudar o cenário. Lições (II) – A tão decantada mineração pode ser aceitável, se bem negociada. Porém, não é a vara de condão. Não é presente de fada. Em nosso entendimento, avanços na educação e tecnologia, melhoria na saúde, preservação do que resta no meio ambiente, recuperação do VAF por meio da atração de indústrias não poluentes e pacificação política são as prioridades máximas, nesse momento. Axioma – Patrocínio é a melhor cidade. É o melhor lugar para se viver em Minas. É a mais bela. É a mais saudável. É a terra de políticos sábios. É a capital da ética. Em algum dia do futuro iremos escrever isso. Assim seja. PALAVRA FINAL Que Gripe é Essa? – A Influenza
A é uma doença respiratória aguda (gripe),
causada pelo vírus A (H1N1). Este novo subtipo do vírus
da Influenza é transmitido de pessoa a pessoa, principalmente,
por meio da tosse ou espirro e de contato com secreções
respiratórias de pessoas infectadas. (eaamaral@hotmail.com)
04 de Setembro de 2009 UM SANTO QUE PATROCÍNIO CONHECE Padre Eustáquio. Dia 30 de agosto foi comemorado 66 anos de seu falecimento em BH. Esse venerável religioso da Congregação Sagrados Corações tem tudo a ver com os patrocinenses. Nos anos 80, escrevemos no Jornal de Patrocínio, uma série sobre sua passagem pela cidade. Posteriormente, sempre em agosto, voltamos ao tema. Como a seguir. Quem É – Humberto Van Lieshout nasceu em Aarle Rixtel, Holanda, em 3/11/1890. Em 10/8/1919 foi ordenado sacerdote já com o nome de Eustáquio. Em 22/4/1925, Padre Eustáquio, Padre Gil Boorgart e Padre Matias Van Rooy, como missionários, embarcaram em Amsterdam rumo ao Brasil. Em 15/7/1925, os três assumiram a paróquia de N. S. da Abadia de Água Suja (Romaria), Nova Ponte e Indianópolis. Divina Era – Em setembro/1925, o bispo
de Uberaba, D. Almeida Lustosa, visitou Patrocínio. Com
a liderança política local foi decidido a criação
de duas escolas de padrão nacional. Um ano depois (11/9/1926),
Padre Eustáquio pisou o solo rangeliano pela primeira vez.
Houve na cidade congresso católico e a assinatura da doação
de um prédio na Rua Afonso Pena, destinado a instalação
do futuro Ginásio Dom Lustosa. Os três padres, vindos
de Água Suja, assinaram o documento. Padre Matias (primeiro
diretor) e Padre Gil transferiram residência para Patrocínio,
onde pouco tempo depois (15/2/1927) colocaram em funcionamento
a escola. Padre Eustáquio retornou à Romaria. Na
mesma ocasião, foi criado o Colégio Regina Pacis
em Araguari. Segundo o escritor José Vicente Andrade, por
essas escolas de holandeses “passaram cidadãos, cujas
vidas e obras enaltecem o Brasil”. O outro excelente educandário
de Patrocínio, Colégio N. S. do Patrocínio,
foi instalado em janeiro/1929. O Seu Cotidiano – Como estava vivendo isolado (devido às multidões) nessa Santa Terrinha foi-lhe apresentada maior liberdade. Tanto é que fora designado pároco da (então) capela de Santa Luzia. Lá passou a atender aos fiéis por oito horas diárias. Padre Eustáquio voltou a sorrir, pois além de abençoar os enfermos, viajava às cidades vizinhas, estendendo sua obra de misericórdia. No final da tarde, sempre era visto saindo do Ginásio, passando pela Igreja Matriz, em direção à Santa Casa. Ele residiu no Ginásio Dom Lustosa, que além das salas de aula, tinha os aposentos dos padres e dos alunos internos (de outras cidades), laboratório do Padre Caprázio e diversas quadras esportivas. Crença – Padre Eustáquio revelou que tivera uma visão de São José. Devoto, sempre insistiu na necessidade social da valorização da família, berço das virtudes. Assim, a Oração a São José, foi elaborada por ele em seu quarto no D. Lustosa. Em 12 de maio de 1942, deixou Patrocínio para BH, a convite do arcebispo Dom Cabral. Mas antes, por dois meses, ele cuidaria da paróquia de Ibiá, a pedido do bispo de Uberaba. Capital de Minas – No dia 3 de abril de 1942, por trem (Rede Mineira de Viação), chegou em BH, dirigindo-se ao bairro que agora leva o seu nome. Em 7 de abril de 1942, foi empossado pároco dos Sagrados Corações (onde se encontra hoje o ex-vigário em Patrocínio, querido padre Vínicius Maciel). Mas, pela determinação superior, ele poderia atender apenas cinquenta pessoas por dia. E, coincidentemente, naquela data, Patrocínio festejava o seu centenário. Às 10h e 45 min da manhã de 30/8/1943, Padre Eustáquio faleceu, acomedido de tifo exantemático. 2006 – Após a cura de um câncer, cientificamente reconhecida, e de procedimentos que duraram sessenta anos, Padre Eustáquio foi beatificado em 15 de junho, em Belo Horizonte. Agora é o Beato Eustáquio. A beatificação inscreve um cristão falecido como bem-aventurado, o qual poderá ser venerado onde nasceu, viveu e morreu. E precede a canonização (quando o beato passa a ser santo). Honra – Nessa data de 2006, na narração
do inesquecível evento, estivemos ao lado de José
Maria Campos, Cristiano Romão e Alberto Sanarelli, no Estádio
Mineirão. A Difusora foi uma das três emissoras de
rádio que transmitiram a beatificação, perante
70.000 pessoas (cerca de 300 patrocinenses). A transmissão
durou sete horas sem interrupção (de 14 às
21 horas). Esse fato deveria pertencer ao site da rádio
(atenção amigo Márcio Resende Alves). As
outras emissoras foram a Rede Católica de Rádio
(RDC) e Rádio América de BH. Padre Eustáquio
é parte de nossa vida. Graças... quantas graças! 21/08 REFLEXÕES SOBRE A POPULAÇÃO REGIONAL Desenvolvimento. Há diversos indicadores para medi-lo. Renda per capita, qualidade de vida, atividade econômica (olha o VAF aí), tecnologia, emprego, cultura, dentre outros. Pode até citar população. Porém, não é fundamental. Se fosse, a Suíça (7.580.000 habitantes) seria muito menos desenvolvida do que o Paquistão (162.508.000 hab.). Ou Porto Alegre (1.436.123 hab.) ou Florianópolis (408.161 hab.) teriam menor importância do que Fortaleza (2.505.552 habitantes). Por isso, o 7º lugar de Patrocínio na região Triângulo/Noroeste de Minas é tão somente o 7º lugar, como diria Nelson Rodrigues. Nada mais do que isso. Os números publicados pelo IBGE estão a seguir. Ranking das Dez Mais – Uberlândia (634.345 hab.) é o 1º lugar regional, o 2º de Minas e uma das dez cidades, não capitais, mais populosas do Brasil. Seguem Uberaba, Patos de Minas (139.841 hab.), Araguari, Ituiutaba, Araxá (92.927 hab.), Patrocínio (86.467 hab.), Paracatu, Unaí e Frutal (54.819 hab.). Prova dos Nove – Embora Iturama se situe na segunda divisão quanto à população, 12ª colocada com apenas 33.321 habitantes, é uma das lideres quanto ao VAF (4º lugar). Conclusão: população não é progresso. O Bom Vizinho – Monte Carmelo conta com 45.975 habitantes. Aproximadamente, a metade da população patrocinense. É uma grande economia. Principalmente, por causa do café e da indústria de telhas. Mas, está distante de ser cidade-pólo como Patos de Minas, Araxá, Ituiutaba e Patrocínio. População na Microrregião – Guimarânia (7.322 hab.), Serra do Salitre (10.773 hab.), Cruzeiro da Fortaleza (3.897 hab.), Coromandel (28.296 hab.), Iraí de Minas (6.605 hab.), Estrela do Sul (7.439 hab.), Romaria (3.636 hab.), Perdizes (14.786 hab.), Ibiá (23.069 hab.), Santa Juliana (11.571 hab.) e Abadia dos Dourados (6.805 hab.). Portanto, Coromandel é a maior desse grupo. Patrocínio em Minas – A população patrocinense (residente no município) é a 34ª maior do Estado. Contudo, seguramente, cidades um pouco menores têm o índice desenvolvimentista maior. São os casos de Alfenas (sede de uma grande Universidade), Viçosa (sede da melhor Universidade mineira, segundo a última avaliação), Três Corações, Paracatu, Itaúna, São João Del Rei (cultura e história), Nova Lima (feia, porém tem bom VAF) e de Ouro Preto. Hoje, Patrocínio gira em torno da 45ª maior economia mineira. Mesmo sendo o maior produtor de café (parte da produção precisaria ser industrializada na cidade). Mesmo sendo a capital do leite. Ah! Nesse caso o patrocinense é bonzinho. Pois, Patos de Minas industrializa para esta terra que não quis a indústria de laticínios. Paciência! Fonte – O IBGE publicou as populações nos 5.565 municípios brasileiros em 14/8/09. É estimativa técnica para o dia 1º de julho de 2009. Se algum município discordar do número divulgado, tem prazo até 15 de setembro para apresentar reclamação fundamentada ao IBGE. Em outubro, será enviada ao Tribunal de Contas a versão final da população no Brasil, que é 191,5 milhões de habitantes, sendo 20 milhões nas Minas Gerais. Por Fim – A população de Patrocínio está de bom tamanho. O que não está é o desenvolvimento econômico, o verde, a segurança e o futebol. PALAVRA FINAL EM QUATRO LANCES
2 – Quando o Futebol é Arte – Um dos maiores craques da história mineira reside em Patrocínio. O lateral Mexicano. Atlético Mineiro, Palmeiras–SP e Seleção Mineira foram contemplados com a sua classe. A Seleção de Minas de 1948, segundo o livro Futebol no Embalo da Nostalgia (Plínio Barreto) era: Kafunga, Canhoto e Pescoço; Mexicano, Carango e Silva; Lucas, Ismael, Ceci, Paulo Florêncio e Nívio. 3 – Rádio Itatiaia – Semana passada, antes do jogo Galo (sua paixão) e Palmeiras (1 a 1), Mexicano contou histórias do esporte e chamou Patrocínio de “a melhor cidade, a mais bonita, do Estado”. Segundo ele, uma cidade de atleticanos. Um lugar para se viver bem. 4 – Gripe – A informação é a melhor alternativa. Saiba o necessário sobre a influenza A (H1N1) no site www.saude.mg.gov.br (atualizado diariamente).
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