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12 de Março de 2010 UM POUCO DE HISTÓRIA DA POLÍTICA PATROCINENSE Tempo. É diminuto para este escriba. Por
isso, às vezes, o autor é obrigado a recorrer ao
arquivo. E recordar. Para que a geração atual conheça
o que de bom Patrocínio já teve. Na política,
há diversos exemplos de eficácia, bondade e sobretudo,
probidade. A seguir, a reprodução da exitosa coluna
“De Volta ao Passado”, publicada na edição
de março de 1997 da Revista Presença. Há
treze anos... Época que vieram à cidade o Governador,
o Vice-Governador, dois Ministros do Governo Federal e diversos
deputados. Todos juntos para uma solenidade. Bons dias que não
voltam mais. 1870: Veneno – Nas fazendas da região, os escravos bebem muito leite para reporem as energias. Mas economicamente é desvantagem para os fazendeiros, que precisam vender a sua produção leiteira. Como os negros gostam muito de manga, os fazendeiros criam a solução para o problema. Incentivam os escravos a comerem manga e espalham que a manga com leite mata. Dá indigestão mortal (esta versão polêmica perdura por um século). 1930: Mudança – Os municípios deixam de ser administrados por agentes executivos passando para prefeito. Em Patrocínio, o último agente executivo, que também é presidente da Câmara Municipal, é João Pereira de Melo (jornalista e rábula). O primeiro prefeito, nomeado, é Francisco Batista de Matos. 1945: Primeira Vez – Durante o Estado Novo do presidente Getúlio Vargas, o jovem médico Amir Amaral é nomeado prefeito de Patrocínio. Benedito Valadares é o governador. Permanece como prefeito até 1947 (em 1946, junto com João Alves do Nascimento, funda o lendário PSD patrocinense). 1951: Segunda Vez – Em janeiro, Amir Amaral é empossado prefeito e José Francisco Queiroz (oriundo de Carmo do Paranaíba) vice-prefeito. Ambos tinham sido eleitos em 3 de outubro de 1950, pelo PSD, que venceu a UDN. A administração de Amir é taxada de progressista. Tanto é que a cidade o chama de “o JK de Patrocínio”. Melhorias significativas no serviço elétrico municipal, começo da pavimentação das vias urbanas, construção da Praça de Esportes (hoje, PTC), construção da primeira Rodoviária (hoje, Policlínica) e, construção da Escola João Beraldo, dentre outras obras, sacodem Patrocínio. 1955: Terceira Vez – Na eleição
de 3 de outubro de 1954, um fato inédito ocorre na política
de Patrocínio. Devido ao excelente governo de Dr. Amir,
o PSD torna-se imbatível. Diante disso, a UDN faz acordo
com o PSD e não apresenta candidatos, desde que Amir continuasse
à frente da nova administração. Como não
há reeleição, mas há o voto em separado
para prefeito e vice (podia-se votar no candidato para prefeito
de um partido e para vice-prefeito de outro partido), a saída
encontrada é colocar o prefeito Amir Amaral como candidato
a vice-prefeito. 26 de Fevereiro de 2010 PRIMEIRA COLUNA Eustáquio Amaral
Eleições. O maior ato da democracia.
Pelo visto, Patrocínio não aprendeu. Pouco importa
o que é melhor para o Município. O que importa é
o momento. É o curto prazo. Ah! Até na política
o planejamento é desconsiderado na terra do visionário
e estadista Olímpio Garcia Brandão. Sintetizando,
nesse cenário, o bom senso indica três caminhos,
três alternativas, para a Santa Terrinha. Vamos lá. Hipótese 3 – Se a opção for novos candidatos, a sorte de Patrocínio se iguala à loteria. Pode dar certo. Pode dar errado. Como nas duas eleições passadas para deputado. Sintomas – O Município merece e padece de união. De força. De espírito rangeliano. De trabalho. De coração. Em prol da cidade. Isso seria maravilhoso. Mas parece que a divisão dos patrocinenses é a proposta. Ou melhor, é a aposta. Cada qual com cada qual. Vamos ver o que acontece. Dá a impressão que é brincadeira de carnaval. Por fim – Em política, inúmeras cidades estão na faculdade. Algumas fazendo mestrado ou doutorado. Infelizmente, Patrocínio encontra-se no primário. Ultrapassada. Ou será que estamos vendo outro filme? Outro jogo? A terra natal evoluída, ética e pacificada sempre foi o nosso desejo. Continuamos sonhando, como se vê.
2 – Atenção – Não
devemos esquecer de combater o mosquito da dengue diariamente.
Água parada, empoçada, jamais. 19 de Fevereiro de 2010 MAIS UM RETRATO NA PAREDE Devaneio. Puro devaneio. Patrocínio, cidade
turística. Patrocínio, cidade limpa e agradável.
Patrocínio, estância hidromineral. Embora o momento
é adverso para dizer alguma coisa. Pois, somente se fala
que mineração é a salvação
(?) do Município. Mineração gera receita.
Gera empregos. Gera tudo de bom e nada de mau. Ah! Meu Deus. Ah!
Patrocinenses que moram no Céu. Perdoem esses incautos.
Eles não sabem o que falam ou fazem. Dito isso, vamos ao
maior patrimônio ecológico de Patrocínio,
um dos maiores de Minas. À Serra Negra. Ao hotel abandonado.
Às águas minerais. Às matas (ainda!) na região.
À Lagoa Vulcânica do Chapadão (está
na UTI, quase sem vida). Desta vez, com a colaboração
da Internet. Com muitas pessoas esclarecidas (www.skyscrapercity.com). Continua o Bom Internauta... – “Meus avós e tios falam com muita nostalgia do hotel. Lembram da época de glamour e das celebridades (JK e Tancredo Neves, para exemplificar) que um dia passaram pelos seus salões. Consta que foi construído para suprir a demanda crescente da elite regional por um local mais refinado, visto que o Grande Hotel de Araxá não era tão próximo” (naquela época). Infelizmente, na atualidade, o hotel encontra-se em precário estado devido à questão judicial envolvendo herdeiros de Gentil Nascimento. Opinião de Gente de Bem (I) – “A capital do café pode se transformar em importante setor turístico de Minas, se explorada sua produção tradicional, como turismo de negócios também. Poderíamos ter projetos ambiciosos para a recuperação da Lagoa do Chapadão (no topo da serra a 1.200m de altitude, na cratera de um vulcão com 6 km de diâmetro), do Hotel Serra Negra e tornar Patrocínio centro turístico. Com “tour” mostrando a produção de café, como ela é realizada. E também os engenhos na produção de rapadura e a (nossa) farinha preparada no tacho”. Deputado Silas Brasileiro ao repórter José Maria Campos – Difusora, em 19 de novembro passado. Opinião de Gente de Bem (II) – “O balneário de Serra Negra é uma prioridade que não pode ser esquecida”. Governador em exercício, Antônio Augusto Anastasia, em discurso, quando da inauguração do Centro Regional Viva Vida D. Lica, em abril de 2009. Engenheiro Uberlandense – Prosseguem as manifestações na Internet: “Gostaria de lembrar que a região é de grande importância para todo o País, já que irá ser implantado pela Fosfértil grande projeto de mineração, suficiente para dobrar a produção de fertilizantes da empresa, diminuindo a dependência de insumos importados. Não tenho noção da área que abrangerá a mina de Patrocínio, mas considerando, que mesmo sendo tombado, o Complexo do Barreiro (Araxá) teve a autorização de lavra da Bunge até à porta das Termas. Assim, afirmo que o futuro da Estância de Serra Negra pode estar com os dias contados. Tomara que os patrocinenses se mobilizem com o intuito de preservar esse patrimônio. Se o hotel fosse de domínio público, a Prefeitura poderia pedir à Fosfértil, como compensação pelos danos ambientais, a reforma (preservação) de todo o complexo”. E mais... – “Acho que a instalação
da Fosfértil é a última oportunidade daquele
local se tornar viável. Transformar aquela região
em um parque ou em área protegida já seria o primeiro
passo”. Oração – Na casa dos verdadeiros
patrocinenses é colocada outra fotografia na parede do
tempo. Ao vê-la a velha guarda chorará. De saudade.
A jovem guarda, a nova geração, se surpreenderá.
De verdade. Pois, a natureza foi benevolente. Deus concedente.
A cidade displicente. Com tamanha riqueza. Fazer o quê?
Orar é a solução. PALAVRA FINAL EM DOIS LANCES
2 – Sonho – No JP, nas décadas
de 80 e 90, justificamos e falamos muito da ligação
asfáltica Serra do Salitre–Rio Paranaíba.
Sempre achamos boa alternativa para BH. No Carnaval, a agência
Minas na Internet, informou que o Governador em exercício,
Professor Anastasia, garantiu o início das obras para o
trecho de 60 km ainda nesse ano. Faz parte do Programa Links Faltantes/DER-MG.
Boa notícia. 12 de Fevereiro de 2010 VIAGEM PATROCÍNIO-BH DUROU TRÊS DIAS Novamente. Outro passeio pelo tempo. O veículo
é a revista Presença, edição de março
de 1993. Naquela época, cada exemplar custava Cr$ 50.000,00
(cinquenta mil cruzeiros). Que louca inflação! E
mais, Romeu Queiroz deixava a presidência da Assembléia.
Hélio Garcia era o governador de Minas. Marlenísio
Ferreira lançava o seu livro Cisquim. CAP montava a equipe
para o campeonato mineiro/93 (divisão de Cruzeiro e Galo).
Patrocínio era prioridade para a reativação
econômica mineira, segundo estudo do INDI e Cemig. Rádio
Difusora apresentava o Show do Noite, com Luiz Antônio Costa
e José Maria Campos. E a Coluna “De Volta ao Passado”,
de nossa autoria, mostrava as priscas eras patrocinenses, reapresentada
a seguir. Isso há 17 anos atrás. 1929: Escolas – No intuito de inibir a expansão da Igreja Presbiteriana na cidade, os padres holandeses do recém-criado Ginásio Dom Lustosa fundam o Colégio N. S. do Patrocínio, destinado às meninas, em 6 de janeiro. Logo em seguida, a escola é entregue às Irmãs do Imaculado Coração de Maria. E o Dom Lustosa inicia o seu terceiro ano letivo com 136 alunos matriculados, sendo 47 internos (residência na própria escola), 2 semi-internos e 87 externos. Começo dos Anos 60: Futebol – A equipe do Flamengo (o maior celeiro de craques que Patrocínio já viu) está tão harmônica e jogando “por música”, sob o comando do lendário Véio do Didino, que Bougleux, júnior do Atlético Mineiro, tem que se contentar com a reserva no jogo com o Clube dos Cem, em Monte Carmelo. No segundo tempo, naquele distante domingo, ele entra e joga entre os titulares. Bougleux jogou ainda a Seleção Mineira, Santos e Vasco da Gama e autor do primeiro gol no Mineirão. Março de 1965: Maior Viagem – A
linha de ônibus ligando Patrocínio à Belo
Horizonte só tem um horário por dia, pela manhã,
em ônibus Ciferal do Expresso União. Na segunda-feira,
após a semana santa, lotado com patrocinenses que vieram
visitar a cidade no feriado, depois de passar em Rio Paranaíba
e São Gotardo (ponto para o almoço) e enfrentar
muita poeira (não havia a BR-262), o ônibus quebra
próximo à cidade de Melo Viana (hoje, Serra da Saudade),
por volta de 15 horas. Em Dores do Indaiá, via telefone
arcaico, é solicitado um ônibus reserva, em Patrocínio,
que chega na manhã do outro dia, terça-feira. Após
a baldeação e mais algum tempo de viagem, o segundo
ônibus pára também, com defeito mecânico,
próximo à cidade de Luz. 1978 – Rodovia – Depois de justificar como argumentos técnicos e econômicos, a “Primeira Coluna”, do “Jornal de Patrocínio” em 24 de junho, conclui: “... é o momento de nossa liderança reinvindicar e clamar prioridade para a BR-462, trecho Perdizes-Patrocínio”. O engenheiro Olímpio Garcia Brandão atende à sugestão. Abril de 1980: Inaugurações Inesquecíveis
– Na comemoração dos 138 anos de emancipação
política do Município, com as presenças do
governador Francelino Pereira, vice-presidente da República
Aureliano Chaves, diversos deputados e enorme público,
são inaugurados o Palácio Brumado dos Pavões
(sede da Prefeitura), o Palácio da Justiça Presidente
Juscelino (Fórum), o novo prédio da Caixa Econômica
Federal, a pavimentação de acesso à Minasilk
e Sericitêxtil, a Escola Venina Amaral (Salitre), 150 casas
populares do bairro Matinha I (e iniciadas mais 300 no Bairro
Matinha II) e a pavimentação da rua Artur Botelho,
acesso à Faculdade. A cidade está encantada com
o progresso. Principalmente, o folclórico Pedro Alves do
Nascimento no seu programa “Frente Patrocinense de Reportagem”,
na Difusora. O prefeito é Afrânio Amaral. 29 de Janeiro de 2010 UM POUCO DE HISTÓRIA PATROCINENSE
“1815 – Economia Patrocinense
– Segundo o fazendeiro Damaso, as terras da região
são propícias a todas as culturas. A produção
é enviada a Paracatu (até então sede do Município),
distante 250km. Apenas o algodão é exportado para
o Rio de Janeiro, via Barbacena. O gado é a principal atividade,
entretanto os marchantes vêm comprá-lo dos proprietários
locais (inclusive carneiros). PALAVRA FINAL EM QUATRO LANCES 1 – Registro – Agradecemos as palavras
do secretário municipal Alcides Dornelas, por telefone.
Segundo ele, leitor incondicional deste espaço. 4 – A Semana – Mudanças no
secretariado de Aécio Neves. Marcus Pestana retorna à
Assembléia Legislativa. Tempo restrito para este autor,
inclusive para escrever. Mas, a Secretaria Estadual de Saúde
está liberando mais R$ 200 mil para o Hospital do Câncer.
Via convênio. É a SES mais uma vez beneficiando Patrocínio. 22 de Janeiro de 2010 SAUDADE NÃO TEM IDADE Reprodução. Com permissão, transcrevemos o texto de José Elói Neto (Neto porque tivemos a felicidade de conhecer seu avô José Elói). A publicação se deu quarta-feira, às 18h, no jornal eletrônico Maisumonline.com.br. Por ser irreverente e informativo, o site é uma das grandes atrações do mundo virtual. “O MAISUMONLINE encerrou na tarde desta quarta-feira (20) mais uma de suas enquetes virtuais. O tema da semana foi a história política do município. A pergunta era: “ Quem foi o autor da frase ‘patrocinense vota em patrocinense’, criada no início dos anos 80 e conclama o nosso povo da necessidade de se votar em candidatos nascidos em Patrocínio a deputado estadual e federal”. Demonstrando estar sempre atento e antenado ao que aconteceu, acontece e ao que poderá acontecer no microcosmo rangeliano, o internauta escolheu a opção certa. O autor da antológica frase ‘patrocinense vota em patrocinense’ foi o atual colunista da Gazeta (na época titular da ‘Primeira Coluna no JP’) e blogueiro do POL, Eustáquio Amaral, que obteve 44%. Nossa enquete virtual somou 301 votos. Conhecido e reconhecido como um defensor intransigente
das causas de Patrocínio este patrocinense, membro da Academia
Patrocinense de Letras, reside em BH há mais de 3 décadas,
ocupando com destaque o cargo de superintendente de Planejamento
e Finanças na Secretaria de Estado de Saúde, cujo
titular é o deputado Marcus Pestana. O tempo passou (passou o tempo), mas a realidade
política patrocinense pouco ou nada mudou. Vira e mexe
(ou mexe e vira), no período que antecede as eleições,
recebemos aqui dezenas de candidatos de outras plagas, a grande
maioria deles sem nenhum lastro ou compromisso com a cidade, mas
com algum grupo e/ou liderança política. Oxalá, Eustáquio Amaral, o Menestrel Rangeliano, possa reavivar, agora nas páginas da Gazeta, sua antológica frase, transformando-a mais uma vez no farol que guiará os eleitores de nossa santa terrinha, conduzindo-os no rumo de uma autêntica representatividade patrocinense na Câmara Federal e na Assembléia Mineira.” Texto do jornalista José Elói. PALAVRA FINAL EM OITO LANCES 1 – O Bairrismo Chora – A imprensa
local divulga que a COOPA, a Cooperativa Agropecuária de
Patrocínio, avalisou à CEMIL construir a fábrica
de leite condensado. Como a COOPA é uma das quatro cooperativas
que formam a CEMIL de Patos de Minas, a expansão dessa
favorecerá os produtores de leite patrocinenses. Que terão
o (seu) leite consumido. Mas... mas... a geração
de empregos e os impostos arrecadados não estão
– nem estarão – em Patrocínio. Por ser
a segunda maior produção de leite de Minas, o sonho
de Pedro Alves do Nascimento, Sebastião Elói e deste
escriba não era assim. Não seria isso. Patrocínio
mereceu sempre ter a sua indústria laticínia. O
resto tem pouca explicação. 4 – ICMS – Betim, Belo Horizonte, Contagem, Ipatinga, Juiz de Fora e Uberlândia são os municípios de maiores VAF’s do Estado. Na região Triângulo-Noroeste são Uberlândia, Uberaba, Araxá, Araguari, Iturama, Paracatu, Unaí, Patrocínio, Ituiutaba e Patos de Minas. Nessas relações apenas Paracatu poderia ser considerada município onde predomina a mineração. Interessante. Interessante mesmo! 5 – Receita – Em 2009, até dezembro, Patrocínio recebeu R$18.114.661,00 de ICMS e R$ 281.239,00 de IPI/Exportação. Patos recebeu um pouco mais. Todavia, como já antecipamos, em 2010, Patrocínio receberá ICMS superior a Patos de Minas. A situação se inverterá ligeiramente. 6 – Recordar é Viver – Paulo Roberto é o técnico do Ituiutaba (forte equipe) no campeonato mineiro/2010. Na terça-feira, em entrevista à Rádio Itatiaia, apresentou sua trajetória em Minas. Destacou sua passagem pelo Patrocinense (CAP). Bons tempos em que o grande futebol era praticado na cidade. 7 – Atenção Máxima
– Já acabou com a dengue hoje? Mantenha a limpeza
de seu lote. De sua casa. Isso é o remédio. 15 de Janeiro de 2010 SONHO DE VERÃO
Visão Principal – Seja para deputado neste ano, seja para futuro prefeito, o respeito ao dinheiro público é o primeiro mandamento da lei de Deus e dos homens. Pouco adianta discutir se é fulano ou beltrano o melhor. O melhor é, sempre será, aquele que fizer ou trazer benefício para Patrocínio. Sem levar vantagem. Aquele que amar Patrocínio sobre todas as coisas terrestres, principalmente as coisas pessoais. Mais Visão – Esse ou aquele político pode (até) não ser a melhor solução. Mas se é probo, seus pecados poderão ser perdoados. Ao contrário dos que causam danos ao Erário. Esses são imperdoáveis, pois prejudicam ou poderão prejudicar à população inteira. São nefastos. Clareza é Indispensável – Em política, não se pode ser contra ou a favor do ciclano. O bom cidadão, o sábio eleitor, tem que ser contra ou a favor de métodos ou de modelos que um ou outro adota para administrar ou fazer política. O Município (e o País também) merece transparência, ética e bom uso da máquina pública. Bom uso em nome de todas as pessoas que habitam essa terra. “Bom uso” expressado de forma direta é “gestão com honestidade”. Pois dinheiro público é sagrado. Vêm de impostos e taxas que cada cidadão paga. Afinal – Sonhar é preciso. Sonhar com homens públicos públicos. Homens que apenas pensam no coletivo (em todos). Homens que mereçam ouvir pelas ruas da cidade: Nesse! Nesse! Eu confio! E Mais... – Não apenas o político, mas também o administrador público (por exemplo: presidente da Cemig, diretor de um hospital ou escola, etc.) precisa de saudável espírito público. O que é de todos tem que ser respeitado. E até louvado.
5 – Registro – Em janeiro de 1984 faleceu em Araguari, Dom Almir Marques Ferreira, até então bispo de Uberlândia. Portanto, há 26 anos. D. Almir é o primeiro bispo patrocinense. Na década de 20, foi “coroinha” do emblemático Monsenhor Joaquim Tiago. 6 – UAI!? – Recursos para Patrocínio
somente nos anos de eleição! Que nos outros três
anos continuem chegando do mesmo jeito. 08 de Janeiro de 2010 AVE! CIDADE DE PATROCÍNIO, ANO 136
Antecedentes – A cidade foi instalada 32 anos depois da emancipação municipal de 7 de abril de 1842. E 206 anos após o primeiro homem civilizado pisar esse chão. Que foi o bandeirante Lourenço Castanho Taques, a caminho de Paracatu, em 1668. Município – Ao emancipar-se de Araxá, pela Lei Provincial nº 171, de 23/março/1840, foi criada (também) a Vila de N. S. do Patrocínio. À época, havia 357 casas. O primeiro presidente da Câmara Municipal e agente executivo (prefeito), foi o capitão Francisco Martins Mundim. Segundo alguns historiadores, a prefeitura e a residência do mandatário localizavam-se no casarão do Largo da Matriz, atual Casa da Cultura. Conturbação (I) – De 1842 a 1874, diversas ocorrências na Vila tornaram-se históricas. Em 1852, no distrito patrocinense de Bagagem (hoje, Estrela do Sul), foi encontrado o maior diamante do Brasil naquele tempo e um dos maiores até agora. Por causa do tráfego de pedras preciosas, havia muitos bandidos nas estradas (caminhos) da região. Entretanto, surgiram corajososos voluntários de Patrocínio que venceram (eliminaram) o principal bando, em 1853. De outro lado, a lendária Dona Beja tem a ver com Patrocínio. Nesse período, ela residia em Bagagem (pertencia a Patrocínio) e suas viagens tinham a rota Araxá–Patrocíno–Bagagem. Em 1858, Estrela do Sul emancipou-se de Patrocínio, levando consigo Araguari e Monte Carmelo. Conturbação (II) – Pela Lei 1291, de 30 de outubro de 1866, surgiu o município de Patos, também desmembrado de Patrocínio. A família Maciel teve decisiva participação na emancipação. Antes, porém, aconteceram diversas sedições (movimentos bélicos, batalhas), chamadas também de “fogos”. Há versões históricas de que a Vila de N. S. do Patrocínio foi invadida pelos patenses em busca da liberdade. De certo, segundo Tião Elói, teve o “Fogo do Mundim” em 1855. Por volta de 1865, houve trinta horas de ferrenho combate. Quando 60 patrocinenses resistiram heroicamente a invasão de 140 pessoas armadas, sob o comando de dois juízes. O Largo do Rosário (hoje, Praça Honorato Borges) foi o palco principal do tiroteio. O Epílogo – Passados as três décadas de lutas, em 13 de novembro de 1873, foi criada a cidade de Patrocínio, pela Lei Provincial nº 1995. Oficialmente, instalada em 12 de janeiro de 1874. Primeiros Passos da Cidade – Padre Modesto Marques Ferreira era o vigário da Paróquia N. S. do Patrocínio. Bernardo Bueno da Silva, político patrocinense de prestígio na capital mineira (Ouro Preto), tornava-se o primeiro agente executivo da nova cidade, além de vereador. Antônio Oliveira Pinto Dias era o juiz municipal. Já É Tempo – O Dia da Cidade deveria ter uma agenda cívica simples. Pelo menos. Alvorada com a Banda de Música Abel Ferreira desfilando pelas principais vias e encantando a população. Hasteamento das bandeiras do Brasil, Minas Gerais e Patrocínio. Foguetes. E muito | ||||